Junho 30, 2007
Shyznogud
Lancemos agora uma vista de olhos ao vestuário. Que extravagância, e, às vezes, que rídiculo!(...) Caíu-me, há tempo, debaixo dos olhos a página ilustrada duma revista feminina, em que se fazia a comparação geográfica das últimas modas das senhoras com os atavios rudimentares que usam as pretas.
Pois é verdade! Quem havia de dizer que o último grito da moda feminina não passa de uma cópia da indumentária africana!
O colar de missanga, indispensável numa menina chique, é usado há muito pelas indígenas da Guiné.(...) Há vestidos de noite, que são puras tangas, caídas livremente dos ombros ou da cintura.
Para ser completa a imitação, podemos acrescentar: quando chega o estio, largam tôda a farpela, ...e vão curtir a pele por essas praias!
Uma autêntica África!
Augusto Durão Alves (Pe.), A Rapariga Emancipada, Torres Novas, [s.n.], 1944
Pois é verdade! Quem havia de dizer que o último grito da moda feminina não passa de uma cópia da indumentária africana!
O colar de missanga, indispensável numa menina chique, é usado há muito pelas indígenas da Guiné.(...) Há vestidos de noite, que são puras tangas, caídas livremente dos ombros ou da cintura.
Para ser completa a imitação, podemos acrescentar: quando chega o estio, largam tôda a farpela, ...e vão curtir a pele por essas praias!
Uma autêntica África!
Augusto Durão Alves (Pe.), A Rapariga Emancipada, Torres Novas, [s.n.], 1944