Fevereiro 28, 2007
Shyznogud
Aquilo que li hoje sobre a proposta de lei sobre o aborto agradou-me. Parece-me que estamos em presença de uma proposta sensata e equilibrada. A minha única grande torcidela de nariz diz respeito às condições impostas às IVGs praticadas por menores. Por representantes legais entende-se, salvo raras excepções, os pais, ora todos sabemos que muitas (a maioria, atrevo-me a dizê-lo) das adolescentes que recorre ao aborto fá-lo sem informar os pais de tal decisão. Num país tremendamente conservador como o nosso, o diálogo franco entre pais e filhos sobre sexualidade é algo praticamente inexistente. Aliás, a maioria dos pais recusa-se ("acefalamente", digo) a aceitar a sexualidade adolescente como algo normal. Por estas razões, e mais umas quantas, é que me parece que a solução legislativa francesa é bem mais interessante e afasta meeeesmo este tipo de situações da clandestinidade. Em França há sempre um adulto responsável que acompanha o processo mas não é, forçosamente, pai ou mãe, pode ser um familiar, um professor...
Ah! É também pelas razões que apresentei acima que mantenho algo que já aqui afirmei antes: a escola tem um papel FUNDAMENTAL a desempenhar na educação sexual e no planeamento familiar... mesmo à revelia dos pais.
(declaração de interesses: sou mãe de uma adolescente e de um pré adolescente, por isso dispensam-se bocas do estilo "Queria ver se gostavas de não ser informada caso tivesses filhos")
Ah! É também pelas razões que apresentei acima que mantenho algo que já aqui afirmei antes: a escola tem um papel FUNDAMENTAL a desempenhar na educação sexual e no planeamento familiar... mesmo à revelia dos pais.
(declaração de interesses: sou mãe de uma adolescente e de um pré adolescente, por isso dispensam-se bocas do estilo "Queria ver se gostavas de não ser informada caso tivesses filhos")