Domingo, 07.10.07
Havia vidas desgraçadas quando não existiam divórcios...
Havia e hoje também há. E agora até há mais. No tempo em que não havia divórcios, havia situações bastante dolorosas, mas a pessoa resignava-se. A mulher dizia: calhou-me este homem, não tenho outra possibilidade, vou fazer o que posso. Ao passo que hoje as pessoas querem safar-se de uma situação e caem noutras piores.
Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Depende do grau de agressão.
0 que é isso do grau de agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tives­se um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar um homem que a amava.

Excerto da entrevista a Monsenhor Luciano Guerra publicada na NS de ontem. Declaro-me sem palavras...

* a "santinha" já foi musa inspiradora para um texto no womenage há uns meses.


Adenda Musical: comentários musicais a posts são, como sabem, desporto muito comum nesta casa. Um cheirinho da letra como hors d’œuvre:

"I'm'fout des coups
I'm'prend mes sous,
Je suis à bout
Mais malgré tout
Que voulez-vous"




7 comentários:
De O Pi@d@s a 14 de Outubro de 2007 às 23:55
Esse gajo não anda de saias?
Então está decidido, o soco do primeiro ano dou-lho eu e daqui a 3 anos logo vemos...


De Siona a 9 de Outubro de 2007 às 02:36
E que tal um soco amoroso nas trombas do monsenhor?


De panúrgio a 8 de Outubro de 2007 às 10:44
então os olhos negros e os lábios inchados das beatas que limpam e arrumam a casa e a sacristia do monsenhor sempre não são de quedas aparatosas do altar e escorregadelas da escadaria da torre do sino?

tem o coração transbordante de amor o monsenhor...


De no baile da d. ester a 7 de Outubro de 2007 às 22:27
Gostei muito da ideia do socador trienal. No fundo de que é que se queixam, assim como assim até é menos frequente que o festival de veneza, e uma pessoa habitua-se a esse exercício de poder e pujança física, depois nem quer outra coisa. Desde que seja de 3 em 3, claro está.


De Ana Matos Pires a 7 de Outubro de 2007 às 22:12
Desculpem, que merda é esta?

Ps: amigos, cá por coisas acabou-se o "me"...


De Onyx a 7 de Outubro de 2007 às 18:16
Bem, só lhe faltou dizer que muitas das mulheres socadas até gostam que tal aconteça! (ou se calhar disse, como não li a dita entrevista)


De twistedbitch a 7 de Outubro de 2007 às 13:25
A serenidade e a sensatez que escorrem destas palavras!!!!

Estou maravilhada!!! Sinto-me mesmo em estado de graça!!! (Deve ser por ser dia do senhor)

Não consigo entender como há ingratas que abandonam maridos que as amam tão profundamente, ao ponto de só lhe darem socos nas trombas de três em três anos!!!

É o final dos tempos, é o que é.


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