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Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Setembro 07, 2009

Cenas Obscenas

Ora eis um argumento de peso. Idiota, mas nem por isso menos convincente. Mais um papelinho que me apareceu na caixa do correio. Estes senhores prometem um desconto igual ao peso do cliente, sobretudo os que engordam nas férias. Já não bastava a Multiópticas oferecer um desconto gual à idade. Assumindo que não devem aparecer muitas pessoas com mais de 100 anos, a coisa tem a sua piada, mas não é verdadeiramente proporcional. O ideal seria oferecerem um desconto igual às diopterias necessárias. Mas aqui a situação é diferente. É mesmo adequada. Alguém vai a um centro destes para perder quilos e eles oferecem um desconto directamente proporcional. 1% por kg. É genial. Quanto mais gordos, maior o desconto. Por isso, os magros são desincentivados a lá ir, não só porque não precisam, mas porque o desconto é pequeno. Os obesos mórbidos, pelo contrário, são impelidos, quase obrigados a comparecer. Um apelo irrecusável. Ficaram-me duas dúvidas. A primeira é o que acontece se aparecer alguém com mais de 100 kg. Presumo que lhe entreguem dinheiro. Por exemplo, alguém com 130 kg receberá 30% em dinheiro vivo? Se assim for, é um negócio aliciante, mas potencialmente perigoso. Dia em que aparecer uma dúzia de obesos a sério é dia de desgraça na tesouraria, e se a afluência for muita, a casa declara falência ao fim do segundo mês. A segunda é pensar como é possível obter pequenos descontos. Alguém modesto, sensato, amigo de seu amigo, que não queira dar o golpe do baú nem enriquecer. Apenas um estimulante e razoável desconto, como outras casas oferecem nas promoções ou nos saldos. Digamos, 30%, que é um rico desbaste na conta. Ou mesmo 50%. Só para pessoas com 30 e 50 kg, portanto? E que farão elas com um tratamento destes? Minguam e desaparecem?

É uma solução tentadora, mas muito perigosa. Se a moda pega, teremos hospitais a concederem reduções enormes aos moribundos, odontologistas a darem abébias monstruosas aos desdentados, universidades a atribuírem apoios imensos aos néscios, restaurantes a alardearem descontos altíssimos aos esfomeados?

Setembro 05, 2009

Cenas Obscenas

É o que se costuma ler naqueles livrinhos de culinária onde os ingredientes não correspondem à descrição e onde nos falam de "25 g de margarina" ou de "sal q.b.", não é? Algo como "retire e reserve". Pois foi nesse sentido que agi, quando há vários meses me apareceu isto na minha caixa de correio electrónico, numa daquelas mensagens muito comuns que prometem centímetros extra e/ou firmeza suplementar num determinado apêndice masculino. Oh pró ar desconsolado e "mau" do vermelhusco da esquerda, salvé o saudável e risonho rijanço do "bom" verdinho da direita. Até os pelinhos são mais viçosos, se bem que se assemelhem bem mais a duas cebolas do que a dois túbaros humanos. Presumi imediatamente que se tratava de uma expressão gráfica directa, ilustrativa, clara e inequívoca para quem não percebesse o palavreado, quantas vezes exdrúxulo, escrito em português de sarjeta ou em inglês bárbaro que invariavelmente preenchem esses emails. Para ficar claro em como não se estava a falar de contas bancárias milionárias, de vendas de material informático ou de uma qualquer cadeia da felicidade. Ah! O link não funciona, não se dêem ao trabalho.

Por isso, reservei. E agora dedico. A quem? A um grupo de simpáticos sacripantas e tunantes que decidiram, aproveitando os cálidos suores estivais, a silly season presente e, sobretudo, a que se avizinha nas próximas semanas, criar um blog adequado, que cria engulhos e equívocos nuns quantos destituídos de humor e suscita inveja noutros. Eu não queria, mas confesso que me incluo neste grupo. Posso até dizer que sou o sócio nº 1 do "Clube dos Invejosos". Prontos, disse. Mas custou, está bem?

Setembro 04, 2009

Shyznogud

A historinha conta-se rapidamente. Um bando de gandulos, cujo enorme defeito é terem sentido de humor, criaram há uns dias (todos imaginarão quando) uma causa no Facebook que se transformou num hit da silly season. Aliás, só mesmo sendo-se muito silly é que se poderia levar aquilo a sério, chegando a haver gente que achou a coisa merecedora de primeiras páginas de jornais (oh my god!).

A coisa volta aos jornais ontem quando alguém se apercebeu que a famosa causa tinha sido apagada. Hoje, perante a incredulidade dos autores da brincadeira (que tinham deixado bem claro que tinham sido eles a apagar a coisa, só asnos não perceberiam isso), surgem no Facebook clamores de "Censura! Apagaram a causa!".

É tão triste ter que se escrever o óbvio, sendo o óbvio algo tão singelo como isto :

"para vossa informação, a causa original foi retirada pelos autores, enojados pela festa de ódio em que se tinha tornado e pelo aproveitamento partidário do que devia ser, obviamente, uma brincadeira. E, se vcs se deixam censurar, ...problema vosso; não venham é lançar essa suspeita sobre os outros. Irra."

Setembro 03, 2009

FuckItAll

 

A minha filha gosta do metro do Martim Moniz, que tem bonecos em mármore colorido nas paredes. Reconheceu, orgulhosa, o cidadão Afonso Henriques, e gostou dos vários soldados, bispos, cavalos. Mas quando viu o boneco do Martim Moniz, entalado tal e qual o bonequinho do aviso de segurança nas portas do metro, quis saber que se passava com ele. Contei-lhe a história o melhor que pude para uma miúda de quatro anos.E até tive o cuidado de dizer que ele tinha sido muito valente. Mas quando acabei ela estava a olhar para mim com um ar reprovador. Julgo que na cabeça dela o Martim Moniz foi um menino muito mal comportado que não teve cuidado para não se magoar. Na geração das normas de segurança, a valentia não vale tudo.

Setembro 03, 2009

Cenas Obscenas

 

...de colocarem ali aqueles zeros. Fica a ideia de que somos um país de tesos e que o Fluviário de Mora só conta com os munícipes e com os cidadãos europeus para meterem os peixinhos a nadar. Não que seja mentira, claro. Pá, e se aquilo pagasse impostos, punham valores negativos? tsc tsc, bad karma, bro, bad karma.

Setembro 01, 2009

Cenas Obscenas

My latest discovery in Allgarve supermarkets was this fine apple juice (a sort of), cheap and fresh. The supermarket has a French accent (it's called Ecomarché), but well, nobody's perfect. The apple juice (a sort of) brand was designed for Americans, I guess. For costumers to believe it's actually made of apples, they named it "Paquito", yeah, those Mexican guys who pick the apples, see what I mean? No picture of a blond guy, hey, r u kidding? No Jim, Bill, Klaus, Jacques, Henry, Sven or Ingmar. Wake up! No-one using these names ever picked an apple from the apple tree, man. Paquitos do! Mostly those with sombreros and moustaches, smiling at you saying "buenos dias, patrón" and offering the latest and the most fresh fruits of your farm, your blessed soil God gave you.

 

 

 

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