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Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Abril 02, 2009

Shyznogud

Já não é a primeira vez que me apetece questionar a forma como o Público apresenta (apresenta e não escolhe, ok?) os posts para a sua secção "Blogues em papel". Como hoje aparece na referida secção um post meu não é tarde nem é cedo.

 

Desde muito pequena que me ensinaram que quando transcrevo um texto devo ser fiel ao original, ou seja, não altero nada. E se resolver amputar esse texto de uma parte devo usar um sinal gráfico que indique essa amputação, universalmente aceite e reconhecido como tal, os parentesis com reticências no seu interior. Será que do Livro de Estilo do jornal não consta tal regra? E mesmo se não constar, será que um jornalista, cuja função é dar bom uso à língua, à sua escrita, às suas regras e, muito importante também, respeitar as suas fontes, não tem obrigação se ser muito rigoroso neste tipo de coisas? Diria que sim, que isto é o básico das boas práticas do ofício...

 

No caso em questão as palavras amputadas não alteram grandemente a mensagem, foi deixado cair o "(não interessa para o caso)", mas não é isso que interessa, é falta de rigor e falta de respeito para com os textos originais. Ah! na transcrição feita também não foi incluído o "p.s." sem se indicar que o post não terminava no "cresçam". A mesma conversa do parágrafo anterior também se aplica. Acordei benevolente e faço de conta que é menos grave não indicar que o texto continua que alterar o que foi transcrito.

Abril 01, 2009

FuckItAll

São comoventes os bons sentimentos expressos nesta twittada. Um cidadão europeu ser morto numa manifestação é mau porque faz (putativamente) jeito aos anarquistas. É bonito; e é bonito que esta seja a cabeça à frente de um dos dois diários de referência nacionais. Revelador.

Além de tudo, é sempre bom ver até que ponto os nossos líderes de opinião têm a cabeça enfiada na areia, quanto ao estado de espírito da população europeia. Continuem a convencer-se de que a maioria das pessoas está satisfeita com o rumo das coisas. Ou somos todos anarquistas?

 

 

(pronto, eu confesso, tenho é saudades de quando a culpa era toda dos comunistas)

Abril 01, 2009

Cenas Obscenas

 

Agora que acabou o Inverno já posso dar conta da minha última descoberta da estação em causa. Chama-se "Sumol Intense", como se vê. Tem o belo epíteto de "desejos de Inverno" e é mais uma exemplar manobra publicitária para nos fazer comprar não-importa-o-quê, desde que devida e elegantemente embrulhada. O meu primeiro engulho veio com a mistura propriamente dita. Laranja com chocolate? "Desejos de Inverno" a propósito? Credo. Cada vez conheço menos o país em que vivo e os conterrâneos com quem convivo. E porque não "courato com café com leite" ou "sardinha com chá de tília"? A diferença não seria muito grande. E aquele ícone do quarto de laranjinha a escorrer chocolate, ui. Não há depressão invernal que resista. Se bem que uma barra de chocolate a transbordar vitamina C também não ficasse mal.

Bom. Para aliciar os neófitos a consumir semelhante beberragem, os promotores da marca decidiram lançar a campanha "1 spa de chocolate por dia". Ficamos com a ideia de que aquilo que se bebe também dá para mergulhar ou, pelo menos, para barrar na pele. Sempre desconfiei dos "spas de chocolate". Ninguém me convence de que a coisa, aplicada ao rolo, à trincha ou por imersão dará algum resultado. Penso que é mais o efeito visual e o afago no ego do pecado da gula que outra coisa. Os verdadeiros bálsamos para a pele, toda a gente sabe, são da alga X, da urtiga Y e do excremento da espécie bovina Z, tudo a cheirar mal como a merda strictu sensu, pelo que ninguém se lembra de publicitar semelhante coisa, por miraculosos que sejam os efeitos para as rugas, a psoríase ou o halo trascendental. Por isso, pimba e chocolate para cima, mesmo que cause comichões na epiderme e úlceras na carteira.

Por fim, eis que surge a menina. Uma bela moça negróide, de formas voluptuosas, lábios carnudos, pele luzidia e olhar convidativo. Confesso que não percebi bem o que está ela ali a fazer. Não está a beber Sumol Intense, nem parece convidar-nos a experimentar o dito. Limita-se a olhar-nos, assim, com ar envergonhado e púdico. Mas que raio? O chocolate não é originário de África, ao contrário da donzela. Será ela que nos irá aplicar a mistela chocolateira no spa, assim trajada? Haverá alguma promoção oculta, em letras pequeninas, do género "por 2 caixas de Sumol Intense experimente uma menina destas"? Ou "prove ambas e diga-nos qual sabe mais a chocolate"? Não sei, mas no expositor não vinha nada. Talvez a tenham colocado ali só por analogia de pigmento. Será uma mensagem olha uma menina cor-de-chocolate, se gostava de a provar, comece pelo Sumol Intense? Não estou muito convencido. Se for, muito bem, é uma bizarria que não lembra ao diabo,  já desde os tempos da Miss Playbock que nada me surpreende nas estratégias para vender zurrapa. Agora aguardo que os néctares da Sumol com cenoura tragam uma sardenta ruiva a dizer "bebe-me!", que os sumos com limão apresentem uma loira espampanante a convidar ao consumo, que os pacotinhos de leite com chocolate Mimosa comecem a apresentar uma deslumbrante morena, de palhinha em riste, a dizer "chupa-me!" e, finalmente, que os sumos com leite da Santal tragam uma mulher (de qualquer raça, credo, cor  ou nacionalidade) de generosas glândulas mamárias, também a fazer publicidade. Neste caso, em cheio na tal diálise "frutinha-leite". E agora calo-me que a conversa já começa a ajavardar.

Abril 01, 2009

Shyznogud

Nos últimos dias têm-se multiplicado os encómios a Maurice Jarre em múltiplos obituários. Serei uma pessoa horrível talvez mas não consigo tecer grandes elogios ao criador dessa criatura que me fará dar voltas no túmulo (quando chegar a minha vez de ter um) chamada Jean Michel Jarre. Só escrever o nome dele já me arrepia.

Abril 01, 2009

Shyznogud

A guerra que se eterniza entre professores e Ministério da Educação tem momentos que atingem níveis patéticos muito similares a comportamentos adolescentes. Ontem, pelo que leio no Público, ocorreu mais um.

Qualquer pessoa que tenha contacto com adolescentes sabe que, por bons ou mais motivos (não interessa para o caso), o novo regime de faltas pôs os putos a pensar duas vezes antes de darem uma falta. É óbvio e expectável que, por isso, o número de faltas dadas tenha sofrido um decréscimo acentuado. Contrariar evidências só porque sim é desprestigiante para a causa dos professores, quase dá vontade de dizer "Vá lá, cresçam".

 

p.s. - não sei se isto conta como declaração de interesses mas cá vai. Em minha casa, porque a júnior teve uma doença que se prolongou muito mais do que deveria, já sofremos o efeito do novo regime de faltas. Ou seja, já houve necessidade de fazer as tais provas de recuperação, ela não morreu por isso mas duvido muito que tenha ficado com vontade de repetir a dose e os colegas dela não lhe invejaram a sorte.

 

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