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Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Setembro 26, 2008

FuckItAll

O tema já tem sido pegado por aqui, mas a Rititi obriga-me mais uma vez a clonar-lhe um post por inteiro:

 E então lá foi a jovem Rititi-Leiteira, a das mamas cheias de vida e paparoca, à farmácia comprar um biberão, peça fundamental para a Operação Desmame que tanta falta está a fazer à minha saúde mental, física e conjugal. Por favor era um biberão, e ela, a farmacêutica, que para quê, que se o meu leite não era bom, e se o é, porquê privar o criaturo desse manjar de vida eterna, e que não me vendia não senhora, que até aos seis meses não voltasse, chau e um queijo da serra, sua mãe desnaturada, sua vaca dumcaralho, vai mazé desmamar para outra freguesia e que raio de mania destas gajas de agora, egoístas de merda, fora, fora, que te parta um raio. E assim fiquei eu, com cara de parva, à porta da farmácia, banhada em lágrimas, a sentir-me uma genocida do leite artificial, capaz de dar lexívia ao meu filho com tal de me voltar a drogar, porque é para isso que quero deixar de dar a mama, para ser uma drogoindependente, uma louca da noite, uma vividora sem complexos... Mas quéstamerda!? Que fundamentalismo leiteiro é este? E quem são estas gajas, pediatras e farmacêunticas, flipadas da maternidade para acharem que têm algum direito sobre as que decidimos seguir em frente? Sim, o leitinho é muto bom, e faz muito bem, mas também seria perfeito se vivêssemos todos no campo, sem contaminação, maus nas ruas, merda na televisão e sapatos que fazem doer os pés. Chega um momento em que a vida deve, tem que continuar. Mas não para estas piradas da mama, para quem o papel da mãe passa por um servilismo absoluto, uma dedicação doentiamente exclusiva à criança, a quem se tem que alimentar só com leite da mama, e as vezes que ela pedir, sem horários, a qualquer momento do dia e da noite, e se tu não dormes, fodes-te. Esquecem-se estas psicopatas que para que o meu filho esteja bem, eu tenho que estar melhor, e para isso tenho que me sentir independente, adulta, sexy, trabalhadora e sobretudo, descansada. Como se não fosse suficiente com ser mães primorosas, magras, divertidas, sociáveis, modernas e inteligentes, junta-se agora a estas exigências externas ser escrava da mama, do filho, do parece bem, como se o leite artificial fosse ácido sulfúrico e o puto ficasse traumatizado por começar a ser alimentado pelo pai. Tive que respirar dez vezes, fumar um cigarro, desejar um chiribiti e meia garrafa de uísque para voltar atrás, entrar na farmácia e pedir, de novo, um biberão, se faz o favor, e já agora, uma lata de leitinho desse de mentira, que me vai trazer a minha vida de volta. Obrigada e vá para o caralho.

 

Já agora: eu e a minha filha desistimos da amamentação na semana em que isso deixou de ser um prazer para ambas. E vivemos muito felizes ever after. Fuck them all.

 

(obrigada JonasNuts pela chamada de atenção)

Setembro 24, 2008

Shyznogud

A Maria João Nogueira (nos comentários ao post vaginal da Fernanda no 5 dias e no seu blog) e o Daniel Oliveira fizeram-no.

 

Excertos:

 

Agora anda tudo muito zangado com o facto do Magalhães permitir que se vá a sites marotos. Tenho uma novidade: desde que devidamente ligados à Internet, o Mac e todos os PC’s que os pais ou os amigos das crianças têm em casa dão para o mesmo. A questão é: tem sistema de controlo parental? Tem. São os encarregados de educação a decidir o que activam (ver aqui). Se assim for, parece-me muitíssimo bem. Se são os pais que o pagam (mesmo que pouco) e se os computadores vão para casa, faria pouco sentido que fosse o Estado a decidir o que está interdito aos filhos dos outros em casa deles.

 

Daniel Oliveira

 

Ora, um computador não funciona sozinho, é uma ferramenta, precisa de alguém que a opere.
É uma ferramenta que pode dar acesso a conteúdos e, como tal, cabe aos pais, definirem quais os conteúdos a que os filhos podem aceder. Não cabe a uma ferramenta (que é falível, como todas as ferramentas) definir o que é que os meninos podem ver ou não.
Chamam-se ferramentas de controlo parental por alguma razão. É suposto que haja alguém a fazer o controlo.
É suposto que seja o Governo a fazê-lo? Deus me livre. Não quero esse grau de intromissão por parte do Governo.
Ah, mas os pais não sabem mexer no computador, dirão os mais assanhados. E eu digo que, se quiserem, portanto, se se interessarem, aprendem, ou vão à cata de informação que lhes permita assumirem a responsabilidade que é, em grande maioria, deles.

(…)

“Eu também já tentei e não consegui, quase todos os sites ficavam barrados.”

As suas competências técnicas não são para aqui chamadas, mas as suas competências de encarregada de educação são. Ser encarregada de educação de alguém, não passa por configurar uma maquineta para que esta faça o seu trabalho, barrando o acesso aos sites que a Tina considera pouco próprios.

O seu trabalho é sentar-se ao lado da criancinha, enquanto ela navega, ensinando-a e depois responsabilizando-a. Mantendo-se disponível para responder às perguntas que possam surgir. E fazer isto todos os dias, ou sempre que aconteça uma ida à Internet.

 

Maria João Nogueira

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