Terça-feira, 29.07.08

"Ao aderir ao projecto de Recolha de Óleos Alimentares Usados não só evita a poluição da água como está a transformar o óleo em Biodiesel, uma fonte renovável de energia que reduz as emissões de CO2. Além disso, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social em Portugal."

 

Aqui está a lista de entidades aderentes a quem entregar os óleos, podem pedir materiais para divulgação da campanha e existe um número gratuito para restaurantes ou outras entidades que queiram aderir (800 299 300).




O mundo dá muita volta. Agora chego de férias, decido regressar ao blog e não é que vejo que já há versões pimba do womenage e tudo? Sim, dessas mesmo. Melhor dizendo, pimba-melga, pobres em inspiração (e no resto, já agora) e que, portanto, vivem do que os outros escrevem. Chupa-se um sonzinho aqui, um riff ali, uma ideiazinha acolá, muda-se o aspecto, cola-se com uma escarreta, hop!, está feito. O resultado está aqui. A história, vai já a seguir.

Foi ontem que uma das minhas partnaires (ahh tigreza, sempre alerta! alerta! às armas!) topou com isto. Um shaker do meu post das mosquinhas com um comentário da FuckIt. A gente ainda se riu. Ainda por cima, alguém nos disse, por email, que identificou a autora. Como eu não levo tudo isto demasiado a brincar, deixei lá um comentário. Nada demais, apenas uma beliscadela, merecida. Um puxãozinho de orelhas. Porque é feio, desonesto, desleal, copiar o trabalho alheio, ainda que se trate de um post disparatado sobre represálias e campanhas de terror sobre moscas domésticas.

E preparava-me, ontem, para ir dormir o sono dos justos, quando me apareceu o arcanjo Gabriel e me preveniu de que a menina que fizera a brincadeira, para além de sonsa, preguiçosa e desonesta, é também mal-educada, e que iria retirar o post sem, sequer, dizer "ups, apanhaste-me". É assim, quando se é apanhado a meter a mão no boião das bolachas, não se pede desculpa, vira-se as costas e faz-se de conta que não foi nada. Se alguém perguntar, diz-se que é mentira. Isto, desculpem a franqueza, fiz eu aí pelos meus 5 anos. Não aos 31, como tem (ou diz que tem) a TT. Portanto, gravei o dito post, o tal que misturava o Sun Tzu da Shyz com as minhas moscas e o comentário da Fuckit. Ei-lo, em todo o seu esplendor de plágio. Agora vou emoldurá-lo e guardá-lo, que há-de valer alguma coisa, um dia, na Feira da Ladra.

Hoje, ao abrir o dito blog, a "arte da guerra" desapareceu. Se o querubim não me tivesse prevenido, perdia-se, para memória futura. Agora está lá um post a dizer "não esquecer: cumprir sempre aquilo que prometo". Espero que a TT tenha prometido a si própria "não voltarei a plagiar posts alheios". Eu acrescento que lhe faz muito bem, porque os neurónios morrem se não forem exercitados e ainda lhe devem restar alguns. Se não, bah! eu quero lá saber!




Quando, há 2 ou 3 dias,os jornais anunciaram a morte de Randy Paush lembrei-me da "Última Palestra", que vi há meses logo quando alastrou na web, e lembrei-me também da impressão mais forte com que tinha ficado aquando do primeiro visionamento, ou seja, que a morte a prazo pode ser vivida de forma construtiva pelo sentenciado mas não o é - ou pelo menos raramente o é - por quem o rodeia. As lágrimas da mulher, quando lhe cantam o "Happy Birthday" e que contrastam com a (aparente?) normalidade com que Randy Paush vai falando,  são disso exemplo. Se calhar vou generalizar abusivamente, porque me fio nas minhas observações de realidades próximas, mas arrisco a dizer que uma família que vive com um "condenado" é uma família com uma espécie de vida suspensa (coisas pequenas e insignificantes como, por exemplo,  o destino das férias tornam-se dilemas existenciais profundíssimos). E depois há a estranheza de se começar a fazer o luto de alguém que ainda vive...

 

p.s. - o Público tem um pequeno clip com um excerto da palestra legendado




Tudo a tomar banho de mar de fato completo é que era.

 

Vale a pena ler o comentário da Marta Rebelo a este respeito.




Segunda-feira, 28.07.08

Não querendo mostrar (mas ainda assim fazendo-o) a minha faceta mais geek, ou "jik", como já ouvi dizer na minha nova "escolinha", aqui vai:

 

O meu primeiro contacto com a informática deu-se através de uma fabulosa máquina chamada Sinclair ZX Spectrum +2State of the art ou o caraças, de qualquer forma era comparado com o modelo anterior que, desgraçado, para além de metade da memória disponível ainda carecia de um leitor/gravador de cassetes separado.

Mas adiante... entusiasmado com o animal descobri que podia criar os meus próprios programas e até... jogos! Deitei mão a uns livritos e embora!

 

Vamos só acertar uns detalhes: a memória RAM (Random Access Memory) é de uma forma simplista a o "espaço" que um computador dispõe para armazenar as instruções todas de um determinado programa de forma a poder corrê-lo. Hoje em dia já é muitíssimo comum um laptop ter 2GB de RAM. O ZX Spectrum +2 pesava aproximadamente o mesmo que um pequeno laptop actual mas ainda precisava de um televisor para ter alguma utilidade, e tinha 128KB... Pausa:

 

byte = 8 bits (pode pensar-se no bit como uma "casinha de botão" que aceita apenas dois valores: 0 ou 1 - um dígito binário)

1KB (kilobyte) = 1024 bytes

1MB (megabyte) = 1024 KB

1GB (gigabyte) = 1024 MB

 

Um carácter simples num SMS, por exemplo, em princípio necessita de um byte para ser registado, estão a ver a ordem de grandezas? Um programa é feito disso mesmo, de uma forma simplista, caracteres que contêm as instruções para a execução daquilo que é suposto este fazer.

 

Num livrinho de um Richard G. Hurley chamado Aventuras Gráficas Para o Spectrum 48K (de 48KBs de RAM, um predecessor menos abastado em termos de memória do meu 128KB, mas cuja linguagem de programação era mais ou menos suportada), editado pela Presença em 86 do século passado, encontrei hoje, e não me perguntei porque abri sequer o espécimen, conselhos valiosos sobre o aproveitamento de recursos de memória. A dada altura:

 

"Um  problema muitas vezes observado quando se escrevem programas compridos (...) é a falta de memória (a chamada RAM) (...) particularmente porque qualquer valor numérico ocupa, pelo menos, 7 bytes.

 

(...) mas existem  diversas forma de economizar quando se trata de dados numéricos.

 

(...)

 

O valor 0 (zero) é um dos mais frequentemente usados em qualquer programa, e é possível poupar bastantes bytes (5 num total de 7) substituindo-o pela expressão NOT PI...

 

(...)

 

Pode também poupar-se memória reduzindo valores numéricos a cadeias (strings) (...) por exemplo, o valor numérico 12 por «VAL = "12"». A quantidade de memória assim poupada será de 3 bytes. (...) Nesta aventura [programa exemplificado], as técnicas citadas permitiram poupar aproximadamente 6KB (!)."

 

Terão presente o que são estes 6KB hoje? Nada! Mas há tão pouco tempo fariam diferença na possibilidade de passar horas e horas agarrado a uma treta de computador, que nem monitor tinha, era preciso chatear os velhos para usar o televisor da sala.

Estamos na era dos superlativos, enormidades!


sinto-me:


...estímulo?

 

How about "tinkling daisy's bell"?


 


É muito mau?




"O lobo é forte, viril e possante. No entanto come criancinhas ao lanche, uma espécie de comuna com jet lag. O sapo tira-me as moscas mas não me defende de dragões, vilões e outros que tais, e francamente é uma canseira fazer tudo sozinha enquanto o gajo coaxa em cima do nenúfar.

às tantas ia melhor servida com os 7 anões, que não apenas trabalham fora como se ocupam da lida da casa. Há a questão do tamanho, mas eu também não sou agirafada. Um harém de mineiros, agrada-me."

 

Pérola de sabedoria da Dona Ester (ou como se passa do Cenas para mineiros anões)




O preconceito anti-sodomia deve ser firmemente punido.




Que sou menina de estímulo fácil  é do conhecimento público, penso, por isso, que não será necessário explicar o porquê desta.




 

 



FuckItAll às 13:23
editado por Shyznogud às 19:05
juntar-se ao pagode ver o deboche (26)

 

Bibliografia recomendada: 

 

. De la Guerra - Karl von Clausewitz

. El Arte de La Guerra - Sun Tzu




Será que alguém que passe por aqui tem registo fotográfico da mais clássica frase de parede que se pode ver em Lisboa (e não só, sei que se encontra disseminada um pouco por todo o país)? Estou a falar do "Without truth you are the looser", escrita numa bela caligrafia cursiva. Se alguém tiver poderia partilhar comigo tal imagem? O endereço do womenage está ali acima, no cabeçalho. Obrigadinha desde já.




 

Desde há alguns dia que iniciei uma política de genocídio sobre a população Diptera. Mas não uma díptera qualquer, que eu sou selectivo. Só me interessam as da família muscidae. Musca domestica, pronto. São essas. Umas putas. Mato a sangue-frio todas as que encontro, sobretudo na minha cozinha. E, de preferência, com dor. Não as julgo, não as prendo, não lhes concedo benefício da dúvida, misericórdia ou piedade. Uma fúria assassina ancestral, visceral, animal, invade-me de cada vez que vejo uma daquelas endemoninhadas a zumbir de volta do queijo fresco ou a pairar por cima das torradas. Há dias, duas delas confraternizavam num bailado torpe por cima de um bolo de chocolate. Não sei se seriam as mesmas que, horas depois, copulavam como alimárias num discreto recanto da bancada.

As minhas acções defensivas não têm obtido o sucesso esperado. Mas hoje iniciei uma nova campanha de terror. Não sou naturalmente cruel, mas guerra é guerra. O que se vê acima é a porta do meu frigorífico e o ponto preto é um cadáver propositadamente mutilado e exposto para servir de exemplo às que esvoaçam por ali. Para que a vejam e que se arrepiem, e que saibam que igual sorte as espera se não se retirarem rapidamente. E que contem às companheiras de que entrámos numa espiral de violência sem retorno. As mortas, essas, decidi deixá-las varridas a um canto, para que contemplem as suas próprias casualties of war. Se não surtir efeito, já decidi o próximo passo: ir buscar o pacotinho de alfinetes, decapitar todas as que encontrar e empalar as cabeças nos ditos, numa espécie de via appia, desde o micro-ondas até à porta. Isto há-de gelar-lhes as asas. Não posso fraquejar nem mostrar hesitação. O que está em jogo é demasiado alto. A História absolver-me-á.




Domingo, 27.07.08

 




Estamos a 27 de Julho. Faz hoje anos que Prot regressou ao seu planeta. Quantos, não sei. Ele disse que regressaria cinco anos depois. Portanto, não sei se já cá estará outra vez. Mas fica a data de hoje devidamente assinalada, por via das dúvidas.

Para comemorar, e enquanto ele não chega, informo que regressei a este blog, depois de um longo périplo que me levou a Lisboa, Alcácer do Sal, Grândola, Almodôvar, Albufeira, Faro e Vila Real de Santo António, e depois novamente o mesmo percurso, mas inverso. Encontro o blog à beira do colapso, com disputas e invejas, conflitos insanáveis, rancores e fracturas. Acabou a brincadeira, meninas. Está na hora de recolherem os vossos trapinhos. Acabaram as insanidades e os disparates. O Womenage a Trois será doravante um blog de referência, sério e recomendável. Sei que está em preparação uma ampla restruturação, tanto financeira como orgânica, deste blog, que incluirá um  novo visual, decente e recomendável, que acabará com aquelas agulhinhas pirosas ali em cima. Cuidem-se, portanto

Para quem não acredita, deixo aqui o mote.