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Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Julho 30, 2008

Shyznogud

Há muito, muito tempo resolvi trazer aqui para o womenage esta pergunta retórica que sempre me pareceu ter resposta evidente, sendo esta, claro,  a célebre tirada do outro quando apontava para o quadro. Tinha-me esquecido que dia de mamografia é dia de renegar todas as minhas convicções sobre o tema. Quando a senhora que me fazia o servicinho (senhora? torcionária, torcionária) me tentava distrair, contando-me que havia mamas que nem cabiam na plaquita onde é suposto "radiarem-nos", só lhe consegui dizer,  de lágrimas nos olhos, provocadas pela dor do apertão,"Que inveja, ao menos essas têm o que apertar, não devem ter esta sensação de nos estarem a apertar e a sugar a alma".

 

P.S. - A quarentena tem muita graça mas tem estas partes gagas, de mamografias periódicas e o raio, que são deveras aborrecidas.

Julho 29, 2008

FuckItAll

Copio o post na íntegra, como gostei de o ler. Grande Rititi.

 

"Parida de um mês e com o criatura arrotada e deitada no berço de ferro forjado, sento-me, já sem pontos e com cinco quilos a mais alojados nas mamas, cintura e ancas, no terraço da casa dos meus pais, com vistas para a planície alentejana e o portátil sobre as pernas. E penso, agora que nada se me pendura da mama, que coisa, pá, esta da maternidade, que puta de volta que me deu a vida, e que bonito que me saiu o cabrão do gaiato, mas essa é outra historia. E, já agora, que engraçado, que ainda continuo à espera desse suposto halo de grandeza que dá a maternidade e que supostamente nos faz mais altas, mais espertas e até mais sensíveis e que, no tal suposto, nos eleva a uma outra categoria de gente superior, a das mães, grupo que se arroga em genérico, por causa da tal coisa da dor do parto, o amor incondicional e de ouvir o choro da criança a três quilómetros de distância e sem intercomunicador. E eu, que já passei por aí e que até tenho leite para alimentar uma escola primaria da Africa Negra e que acordo cada três horas todas as noites desde que pari, em verdade vos digo, meus irmãos, que se há um clube da maternidade a mim não me convidaram e se o fizeram eu não quero ser aceite. Porque a tão sovada maternidade é um estado de espírito, sim, mas que eu tenho só com o meu filho, que me une a ele e a mais ninguém, já seja este ninguém as leitoras da revista pais e filhos ou as senhoras que empurram carrinhos de bebé no Retiro, com quem eu, felizmente, não tenho nem quero ter nada a ver. Esta coisa da maternidade, digo, não só não me une ao resto das mulheres, nem me eleva, nem me dá direitos especiais que tantas doidas acham que têm só por ter parido, como o de dar bitaites sem autorização ou até a falar com uma estúpida e desnecessária arrogância cada vez que se dirigem ao resto das gajas que não querem, ou se calhar não podem, ter filhos, e até às que mesmo sendo mães nem sabemos tudo nem nos importamos de o dizer em público. A maternidade tira-nos todas as certezas, e maluca da gaja que disser o contrário. Que se desenganem as patetas, ser mãe não nos dá direito a escrever sobre nós em maiúsculas, mas claro, gente doida há em todo o lado."

Julho 29, 2008

FuckItAll

Julho 29, 2008

Cenas Obscenas

O mundo dá muita volta. Agora chego de férias, decido regressar ao blog e não é que vejo que já há versões pimba do womenage e tudo? Sim, dessas mesmo. Melhor dizendo, pimba-melga, pobres em inspiração (e no resto, já agora) e que, portanto, vivem do que os outros escrevem. Chupa-se um sonzinho aqui, um riff ali, uma ideiazinha acolá, muda-se o aspecto, cola-se com uma escarreta, hop!, está feito. O resultado está aqui. A história, vai já a seguir.

Foi ontem que uma das minhas partnaires (ahh tigreza, sempre alerta! alerta! às armas!) topou com isto. Um shaker do meu post das mosquinhas com um comentário da FuckIt. A gente ainda se riu. Ainda por cima, alguém nos disse, por email, que identificou a autora. Como eu não levo tudo isto demasiado a brincar, deixei lá um comentário. Nada demais, apenas uma beliscadela, merecida. Um puxãozinho de orelhas. Porque é feio, desonesto, desleal, copiar o trabalho alheio, ainda que se trate de um post disparatado sobre represálias e campanhas de terror sobre moscas domésticas.

E preparava-me, ontem, para ir dormir o sono dos justos, quando me apareceu o arcanjo Gabriel e me preveniu de que a menina que fizera a brincadeira, para além de sonsa, preguiçosa e desonesta, é também mal-educada, e que iria retirar o post sem, sequer, dizer "ups, apanhaste-me". É assim, quando se é apanhado a meter a mão no boião das bolachas, não se pede desculpa, vira-se as costas e faz-se de conta que não foi nada. Se alguém perguntar, diz-se que é mentira. Isto, desculpem a franqueza, fiz eu aí pelos meus 5 anos. Não aos 31, como tem (ou diz que tem) a TT. Portanto, gravei o dito post, o tal que misturava o Sun Tzu da Shyz com as minhas moscas e o comentário da Fuckit. Ei-lo, em todo o seu esplendor de plágio. Agora vou emoldurá-lo e guardá-lo, que há-de valer alguma coisa, um dia, na Feira da Ladra.

Hoje, ao abrir o dito blog, a "arte da guerra" desapareceu. Se o querubim não me tivesse prevenido, perdia-se, para memória futura. Agora está lá um post a dizer "não esquecer: cumprir sempre aquilo que prometo". Espero que a TT tenha prometido a si própria "não voltarei a plagiar posts alheios". Eu acrescento que lhe faz muito bem, porque os neurónios morrem se não forem exercitados e ainda lhe devem restar alguns. Se não, bah! eu quero lá saber!

Julho 29, 2008

Shyznogud

Quando, há 2 ou 3 dias,os jornais anunciaram a morte de Randy Paush lembrei-me da "Última Palestra", que vi há meses logo quando alastrou na web, e lembrei-me também da impressão mais forte com que tinha ficado aquando do primeiro visionamento, ou seja, que a morte a prazo pode ser vivida de forma construtiva pelo sentenciado mas não o é - ou pelo menos raramente o é - por quem o rodeia. As lágrimas da mulher, quando lhe cantam o "Happy Birthday" e que contrastam com a (aparente?) normalidade com que Randy Paush vai falando,  são disso exemplo. Se calhar vou generalizar abusivamente, porque me fio nas minhas observações de realidades próximas, mas arrisco a dizer que uma família que vive com um "condenado" é uma família com uma espécie de vida suspensa (coisas pequenas e insignificantes como, por exemplo,  o destino das férias tornam-se dilemas existenciais profundíssimos). E depois há a estranheza de se começar a fazer o luto de alguém que ainda vive...

 

p.s. - o Público tem um pequeno clip com um excerto da palestra legendado

Julho 28, 2008

Jonas

Não querendo mostrar (mas ainda assim fazendo-o) a minha faceta mais geek, ou "jik", como já ouvi dizer na minha nova "escolinha", aqui vai:

 

O meu primeiro contacto com a informática deu-se através de uma fabulosa máquina chamada Sinclair ZX Spectrum +2State of the art ou o caraças, de qualquer forma era comparado com o modelo anterior que, desgraçado, para além de metade da memória disponível ainda carecia de um leitor/gravador de cassetes separado.

Mas adiante... entusiasmado com o animal descobri que podia criar os meus próprios programas e até... jogos! Deitei mão a uns livritos e embora!

 

Vamos só acertar uns detalhes: a memória RAM (Random Access Memory) é de uma forma simplista a o "espaço" que um computador dispõe para armazenar as instruções todas de um determinado programa de forma a poder corrê-lo. Hoje em dia já é muitíssimo comum um laptop ter 2GB de RAM. O ZX Spectrum +2 pesava aproximadamente o mesmo que um pequeno laptop actual mas ainda precisava de um televisor para ter alguma utilidade, e tinha 128KB... Pausa:

 

byte = 8 bits (pode pensar-se no bit como uma "casinha de botão" que aceita apenas dois valores: 0 ou 1 - um dígito binário)

1KB (kilobyte) = 1024 bytes

1MB (megabyte) = 1024 KB

1GB (gigabyte) = 1024 MB

 

Um carácter simples num SMS, por exemplo, em princípio necessita de um byte para ser registado, estão a ver a ordem de grandezas? Um programa é feito disso mesmo, de uma forma simplista, caracteres que contêm as instruções para a execução daquilo que é suposto este fazer.

 

Num livrinho de um Richard G. Hurley chamado Aventuras Gráficas Para o Spectrum 48K (de 48KBs de RAM, um predecessor menos abastado em termos de memória do meu 128KB, mas cuja linguagem de programação era mais ou menos suportada), editado pela Presença em 86 do século passado, encontrei hoje, e não me perguntei porque abri sequer o espécimen, conselhos valiosos sobre o aproveitamento de recursos de memória. A dada altura:

 

"Um  problema muitas vezes observado quando se escrevem programas compridos (...) é a falta de memória (a chamada RAM) (...) particularmente porque qualquer valor numérico ocupa, pelo menos, 7 bytes.

 

(...) mas existem  diversas forma de economizar quando se trata de dados numéricos.

 

(...)

 

O valor 0 (zero) é um dos mais frequentemente usados em qualquer programa, e é possível poupar bastantes bytes (5 num total de 7) substituindo-o pela expressão NOT PI...

 

(...)

 

Pode também poupar-se memória reduzindo valores numéricos a cadeias (strings) (...) por exemplo, o valor numérico 12 por «VAL = "12"». A quantidade de memória assim poupada será de 3 bytes. (...) Nesta aventura [programa exemplificado], as técnicas citadas permitiram poupar aproximadamente 6KB (!)."

 

Terão presente o que são estes 6KB hoje? Nada! Mas há tão pouco tempo fariam diferença na possibilidade de passar horas e horas agarrado a uma treta de computador, que nem monitor tinha, era preciso chatear os velhos para usar o televisor da sala.

Estamos na era dos superlativos, enormidades!

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