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Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Julho 03, 2008

FuckItAll

Ainda sobre a tacanhez e ignorância que representa querer ver as mulheres islâmicas como um todo uniforme, uniformemente reprimidas e ansiosas por serem libertadas por ocidentais beneméritos:

 

The ArtReach Foundation has joined forces with the Royal Society of Fine Arts Jordan and the Pan-Mediterranean Women Artists Network, Greece (Femme-Art-Méditerranée, or "FAM") to bring this compelling exhibit of art, created by women artists living in Muslim cultures, to the United States. Breaking the Veils is a carefully selected, extraordinary collection of works by women artists who live in Islamic countries as diverse as Indonesia, Morocco, Saudi Arabia and Iraq. While the work spans a variety of mediums and subject matter, there is a common underlying theme which challenges the typical stereotypes attached to women in the Islamic World. The exhibit contains work by established women artists; some live behind veils, some do not.

The Founder and President of FAM, Aliki Moschis-Gauguet, explains the focus of the collection this way:

After September 11th, there was a lot of talk about women in Islam and how repressed they are. We assembled this collection for tour in the United States and Europe with the hope of breaking the stereotypes of women in Islam, and to show the output of gifted women artists – Muslims, Christians, Buddhists and Hindu – who live within Islamic civilization and contribute to that cultural heritage of this region.

 

Houria Niati. (Algeria, 1948). 

Violence and Power. (1988).

 

PODEM VER A EXPOSIÇÃO TODA AQUI

Julho 03, 2008

Shyznogud

Ontem à noite a Fernanda pediu-me um SST a propósito da (grande) notícia do dia e eu, obediente como sempre, fiz-lhe a vontade. Como os SST fazem muito mais sentido neste antro resolvi trazê-lo agora para aqui, na certeza que merecerá a vossa aprovação (se tal não acontecer é favor endereçarem as vossas reclamações à Fia que me ajudou na escolha...ando tão paradinha dos neurónios que até a ela recorro em busca de inspiração, quão mais baixo poderei descer?

 

 

P.S. - Continuo a não conseguir comentar, buáááá.

Julho 02, 2008

Shyznogud

... ao ler esta notícia sobre a entrevista de Manuela Ferreira Leite de ontem (que não vi). Abstenho-me de  opinar sobre as declarações especificamente relacionadas com o casamento homossexual (presumo que todos sabem que se me pusesse a falar sobre elas este post tornar-se-ia digno do mercado do Bolhão), apetece-me ficar só um bocadinho a olhar "enlevada" para a ligação automática que a senhora faz entre família e casamento. Em que mundo é que esta senhora vive? Que gentinha é esta a quem parece não passar pela cabeça que o conceito de família engloba uma série infindável de variações?

 

Adenda:


COMUNICADO DA ILGA-PORTUGAL 

(...)
 

Ficámos assim a saber que:

 

1. Porque não é “suficientemente retrógrada”, MFL “não é contra as ligações homossexuais”. É um enorme alívio saber que MFL as “aceita”, até porque a alternativa seria reinstituir a criminalização da homossexualidade que acabou em 1982. Como pode MFL julgar que ainda é possível sequer pôr isto em questão?

 

2. MFL, que se apresenta como conhecedora de aspectos fiscais, parece ignorar que a Lei de Uniões de Facto de 2001 - que abrange casais de pessoas do mesmo sexo - concede exactamente o mesmo estatuto fiscal a unid@s de facto e a cônjuges, pelo que as famílias constituídas por casais de pessoas do mesmo sexo já usufruem das referidas “medidas fiscais”. Ou será MFL contra o que foi instituído em 2001?

 

3. MFL parece julgar que existe uma única família a promover. Esperamos que se aperceba rapidamente de que existem muitas famílias em Portugal, e que se tem como objectivo que o seu partido se apresente como uma alternativa de governo terá que contar com o apoio de muitas delas. Seria também importante compreender que o casamento não implica procriação e que a procriação não implica casamento. Ou será que, na mesma linha de raciocínio, pensa proibir o casamento para heterossexuais infertéis?

 

 4. Quanto à ideia de que gays e lésbicas viriam sujar a instituição do casamento, sendo por isso fundamental que “não lhe chame o mesmo nome”, sugerimos uma alternativa a MFL. Quando se alargou o casamento a escravos, porque estes viriam sujar o nome do casamento, optou-se por um nome diferente: “contubérnio”. Como MFL partilha esta ideia de que, tal como os escravos, lésbicas e gays não são cidadãs e cidadãos de pleno direito, o nome do casamento para escravos será talvez o que melhor se adequa à sua visão do mundo. Poderia assim manter o insulto a gays e lésbicas, como parece pretender - e será um nome mais económico do que “outra coisa qualquer”, que parece ser a sua sugestão.

 

5. MFL ignora sobretudo a Constituição da República Portuguesa que proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual desde 2004. Aliás, a revisão do artigo 13º (Princípio da Igualdade) fez-se com os votos favoráveis do PSD. Para proteger cidadãs lésbicas e cidadãos gay, e precisamente porque há quem pense que gays e lésbicas são “diferentes”, a Constituição proíbe a discriminação. Não é possível manter por isso um apartheid legal como o que MFL defende.

 

A imagem de rigor e de seriedade que MFL tenta fazer passar não se coaduna com a ignorância de todos estes aspectos. A imagem de alternativa política para o país que MFL tenta construir também não se coaduna com a promoção da desigualdade, ao arrepio dos movimentos que atravessam os países mais desenvolvidos, a começar pela vizinha Espanha. É esta a agenda de transformação que MFL tem para o país? Sobretudo, a discriminação e o insulto não são aceitáveis em democracia.

As declarações de MFL vêm provar uma vez mais que fracturante não é a reivindicação de igualdade; fracturante é a discriminação - e que é urgente eliminar as fracturas que a própria lei continua a impor.

Dado que o PSD não parece querer fazê-lo sob a liderança de MFL, a Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero espera que os restantes partidos clarifiquem se apoiam a discriminação ou, se pelo contrário, querem promover sem reservas a igualdade.

 

Lisboa, 2 de Julho de 2008

A Direcção e o Grupo de Intervenção Política da Associação ILGA Portugal

Julho 02, 2008

Shyznogud

Como para além de não conseguir comentar também não consigo editar os posts, transformo esta adenda em novo post sobre o infeliz vídeo de Sarkozy. Não vou tecer mais comentários, limito-me a aconselhar-vos a leitura do Zèd , está lá tudo explicadinho*. E ainda têm como bónus esta fantástica informação:


France 3 (televisão pública, relembre-se, controlada pelo estado) quem ameaça o Rue89 (orgão de informação independente) com um processo judicial por divulgar as imagens que deviam ser em "off". Esta é nova, um orgão de informação que processa outro orgão de informação para tentar obter as suas fontes, e impedir a divulgação da notícia)

 

(*Pedro, assim ficas com os teus problemas com a francofonia resolvidos. Como contrapartida ainda te levo aí a porra deste pc para q me expliques que porcaria de incompatibilidade tem ele com os blogs sapianos).

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