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Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Março 28, 2007

Cenas Obscenas

E por isso merecem sempre réplica adequada. A Shyz ausentou-se e tanto eu como a FIA (F.I.A, não é F1) entrámos rapidamente em conflito insanável e em depressão, incapazes de segurar o funcionamento regular deste blog. Chovem protestos e ameaças de boicote ao blog, dada a nossa manifesta incompetência. O nosso ménage a trois está por um fio. A FIA já só pensa em convocar uma jornada popular e entregar isto à turba. Outra coisa não seria de esperar. A minha carta de demissão já está pronta e assinada, já quase a caminho do sr. administrador do Blogger. Já abdiquei do carro com motorista, do telemóvel de serviço, do cartão de crédito gold e das outras mordomias de administrador. Mas recuso-me a deixar que o poder caia na rua. Decidi, então, fazer um apelo desesperado e final à Shyz para que regresse. Afinal, este blog tem menos de um ano. É ainda um bebé de tenra idade e chora por cuidados maternais adequados, em vez do abandono da madrasta. Peguei num microfone e em meia dúzia de músicos desempregados e gravei o que aqui deixo para todos. Nenhuma mulher é insensível a um lamento destes, pois não?

Março 26, 2007

Cenas Obscenas

...o Botas, pois claro. De que é que estavam à espera? Um Botas à medida do país, pequenino. Um Botinhas, portanto. O nosso Caio Júlio César Augusto Germânico. Sem loucuras nem assassinatos, sem crueldades nem extravagâncias. Bem composto e aprumado e de brandos costumes como manda o trademark luso.
Ontem vi, pela primeira vez, o célebre programa da RTP sobre "Os Grandes Portugueses". Quis o acaso que fosse a sessão final. Ao longo de várias horas, oscilei entre o riso e o enjôo com o que ia sendo dito, até chegar ao clímax final, previsível, da vitória de quem se sabe. Hoje o país regurgita reflexões e debates sobre o assunto. Não foi para isso que aqui vim, hoje.
Impressionou-me a leveza daquilo. Ultrapassou as minhas expectativas. Cada um dos "Dez" foi avaliado, segundo uma "sondagem", em parâmetros: bravura, compaixão, liderança, legado, etc. Pontuar a "bravura" de Aristides Sousa Mendes e compará-la à de Fernando Pessoa ou classificar a "liderança" de D. João II em paralelo com a de Luís de Camões deixou-me de boca aberta. De facto, tudo é possível em televisão. Aprendi, desde o banco da escola, a não somar "alhos com bugalhos". Não dava nada, dizia a minha professora. Estava enganada, a pobre senhora que, se não tivesse já falecido, veria um dos pilares da sua pedagogia a desabar ao vivo e em directo por uma plateia de notáveis.
O espectáculo foi ridículo e deprimente. Puxo aqui da primeira costela, porque para a segunda já basta o resultado final. Paulo Portas (que não disse "ouça!" nem uma única vez, preferindo dirigir-se directamente à pivot "Maria Elisa!") lá debitou a sua prosa mal aprendida sobre D. João II e a sua obsessão pelo Tratado de Tordesilhas, como se este tivesse sido, sei lá, o Tratado de Roma ou assim. Pena é que tivesse errado nas "léguas" da célebre linha de divisão do Atlântico, 270 em vez das 370 do Tratado. Bof! Qué quisso importa?
Ana Gomes acha que percebe de tudo, até da biografia de Vasco da Gama, imagine-se: um "grande capitão", de "um humanismo extraordinário", disse. Aqui freezei. Vá lá que confessou que da biografia do navegador "pouco se sabe". Podia ter acrescentado "falo por mim", só lhe tinha ficado bem. Qual o seu defeito, segundo a dita senhora? Insensível, vingativo, mau diplomata, pensei eu. Não: o "amor à sua terra", foi a brilhante conclusão da eurodeputada. Clara Ferreira Alves, com o seu ar costumeiro, defendeu o Pessoa, como lhe competia. Mas lá largou a perolazinha da praxe ao afirmar que "nesse tempo [de Camões] as mulheres não tinham direitos".
Odete Santos foi a estrela da noite. Mau-feitio, falta de humor, rabugice incorrigível. No fim, entre má-educação mal-disposta, saltou da cadeira e clamou que "é proibida propaganda fascista na televisão". Quando se perde a votos, invoca-se a lei. Ah! Defeito de Álvaro Cunhal, segundo a eminente deputada? "A sua modéstia", pois claro. Com defeitos destes, quem precisa de qualidades?
Medalha de ouro para o senhor que apresentava os gráficos e ia debitando os resultados da tal "sondagem". Não sei o nome dele, mas merecia ser o 11º Grande Português. Desde dizer que Aristides "salvou os judeus da 2ª Guerra Mundial" (presumi, portanto, que tinham sido todos mobilizados para a tropa e que o diplomata português meteu uma cunha para os declarar inaptos) e que o Infante D. Henrique foi um "grande matemático, que aplicou o astrolábio à navegação e inventou as cartas planas" (terá sido diplomado pela Escola de Sagres, pensei, e até à sua invenção, as cartas eram redondas, concluí), houve de tudo. Cada uma melhor do que a anterior.
Nem tudo foi mau. Surpreendeu-me o Rosado Fernandes, que eu julgava um CDS profundo, quando vociferou contra o resultado final e, sobretudo, quando descreveu as alegações de defesa do Marquês de Pombal, acossado por "D. Maria I e a padralhada que a rodeava". Leonor Pinhão apresentou uma comparação com piada. Irónica e plena de significado. Só por ela, dei a noite por ganha: leu um documento de D. Afonso Henriques que concedia liberdade de culto aos muçulmanos, após a tomada de Lisboa, e seguiu para a leitura de um decreto de Salazar para o Instituto de Metereologia, onde se afirmava a primazia do "Chefe" a quem os subordinados deveriam obedecer, mesmo que contrariados, sem mostrar o mínimo sinal de discordância. "Oliveira Salazar, grande metereologista português", concluíu. O nosso Botinhas, acrescento eu.

Março 25, 2007

FuckItAll

Março 24, 2007

Shyznogud

Acabei de perceber que o meu dia de amanhã vai ter menos duas horas e isto chateia-me, especialmente a hora comida ao período de sono (ok, Cenas, tinhas razão, o relógio adianta... nunca sei estas porcarias). Ainda me vou chatear mais se os tais empresários portugueses, que ontem vieram pedir a uniformização da hora portuguesa com a "europeia", conseguirem levar a sua avante. Esta experiência já foi tentada em meados dos anos 90 e a minha experiência de mãe de jovem cria na altura traumatizou-me. As criancinhas são como os animais, logo a luz solar condiciona-lhes o ritmo de sono. Habituada como estava a ter serões longos e em paz, não achei lá muita piada a ser obrigada a travar batalhas diárias para meter a dita cria na cama. Felizmente os nossos governantes fizeram marcha atrás e deixei de me sentir a viver na Noruega (ainda se desse direito a auroras boreais a gente podia pensar em vantagens da mudança de hora).

Março 23, 2007

Shyznogud

Sinto-me sempre muito desconsolada quando não há soulsek ou porra nenhuma que me ajude no momento em que me apetece, deseperadamente, ouvir uma canção que me veio à cabeça. Drama maior é saber que não faço ideia onde está o meu "Phados", nesse caso a coisa vira obsessão.. e agora? como é que faço para ouvir isto integralmente? hum?

Março 23, 2007

Shyznogud

Março 23, 2007

Shyznogud

Há bocado recebi, da minha irmã, um link para uma notícia do DN que fala moda dos "bailes de castidade" entre os cristãos conservadores americanos, de imediato me lembrei de um post, já com uns meses, escrito pela Palmira Silva* no Diário Ateísta, onde se descreviam os "procedimentos", tal como acontece com no artigo do DN, mas tinha um trunfo em relação a este porque juntava um pequeno filme ilustrativo (vantagens da net, n'est pas?). Claro que fui à procura do post e, snif, infelizmente, o vídeo já não está no You Tube... mas continuo à procura, assim que o encontrar noutro sítio voltarei e actualizarei este post. Enquanto isso aconselho-vos a leitura quer do artigo do DN quer do post da Palmira. Às vezes é bom lembrar que, ao contrário do que muitos querem fazer crer, nem só o seguidores do Islão têm telhados de vidro no que toca à menorização das mulheres (já agora uma olhadela na caixa de comentários do Arrastão onde se discute a história do triste caso da juíza alemã que resolveu que o Corão se sobreporia ao Código Civil também se aconselha, bem como o post, sobre o mesmo tema, no Tempos que correm).

p.s. - falando em Palmira Silva, aproveito e aconselho o novo blog onde ela escreve, o De Rerum Natura, porque nem só de bacorada vive o homem e faz todo o sentido que existam alguns blogs que sejam, ao contrário do nosso, sítios sérios e respeitáveis.

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