Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Novembro 28, 2006

Shyznogud

Há largos meses (mais de um ano, acho) pedi ajuda via mail. O pedido era uma coisita simples, queria confirmar se os versos que se seguem constam ou não das célebres profecias de Bandarra:

Virá um ministerial
Com nome de sábio antigo
Aplicar taxas por castigo
Em honra de Portugal

A menina (e agora estou a dirigir-me directamente a si, cara Fuckit) respondeu-me que iria tirar a limpo a história. Ter-se-à esquecido por certo - o que não é drama nenhum, entenda-se -, hoje, ocupada que estou a limpar "pendentes", resolvi renovar o pedido, pode ser que, desta vez, tenha mais sorte com a confirmação (ou desmentido).

...

Novembro 27, 2006

Shyznogud

Ataque Jacobino da semana...

Com ele matam-se dois coelhos de uma cajadada. Por um lado relembro que está a decorrer, até dia 10 de Dezembro, uma campanha da Amnistia Internacional, a "Marcha Contra a Violência Doméstica", por outro, inspirada num post que li no Diário Ateista, ilustro com um exemplo prático porque é que eu e a Igreja Católica não nos damos lá muito bem, eufemisticamente falando. Ah! Afinal mato três coelhos, porque o tal exemplo me permite mandar nova bicada naquele senhor polaco que me complica com os nervos de uma sagrada maneira. Ora bem, o tal senhor nunca primou muito pelas escolhas de beatos que fez (pode-se aplicar a eterna máxima sobre a irrelevância da quantidade) e beatificar uma senhora cujo grande feito foi apanhar na cabeça e amouchar* (este verbo existe? grr, não tenho aqui o meu querido Houaiss, c'a nervos) é assim a modos que a dar para o incompreensível. Ainda por cima pondo-a na categoria de "Mães Exemplares", o que é deveras curioso já que o bom senso nos diz que educar crianças em lares violentos é tudo menos aconselhável... aliás, o filme que encima este post é uma ilustração disso mesmo (descobri-o via renas e veados). Vamos terminar isto que o paleio já vai longo, a tal senhora chama-se Elisabeth Canori Mora e foi beatificada em 1994 pelo, beato-compulsivo, João Paulo II. Uma interessante biografia da mesma pode ser encontrada aqui.

* agora que já tenho o Houaiss à frente posso garantir que existe, mas estava mal escrito. Amochar (a possibilidade de se escrever amouxar não é descartada):1. encolher-se (por sentir frio ou estar doente) 2. tornar-se retraído, ensimesmar-se(...)3. (...) agachar-se (...)

Novembro 27, 2006

Cenas Obscenas


As "bundas de preta" e as "mamadas de velha" já eram! Agora o nosso blog em terços repartido é consultado para assuntos muito mais elevados. O termo de busca mais procurado nos últimos dias é, pelo que me pareceu ver no sitemeter, o (agora) famosíssimo Tekoki. Ninguém sabia o que era, agora toda a gente sabe graças a mim. Mas a medalha vai para a procura que está acima (Ó Shyz, andamos muito arrepientas, que se passa? É artigos "arrepiantes" no Público, é imagens surrealistas de arrepio...).

...

Novembro 27, 2006

Shyznogud


Sou criatura pouco dada a poesia. Posso, uma vez ou outra, "flashar" com um poema mas não procuro consciente e afanosamente esse mundo. Seria, portanto, ridículo, porque desonesto, pôr-me a escolher uma poesia do Mário Cesariny à laia de homenagem na hora da sua morte. Só que as hiperligações da minha cabecinhas são abundantes e encontro "motes" a "glosar" em quase tudo. Desta vez o mote foi dado pelo surrealismo e a consequência é trazer aqui uma imagem acabadinha de captar num filme que podem encontrar num link que está aí ao lado, o UbuWeb, que justifica - oh se - uma exploração intensiva. A maioria reconhecerá, quase de certeza, o arrepiante corte no olho do Chien Andalou de Buñuel mas se calhar muitos nunca viram o pequeno filme. Não quero que vos falte nada, por isso aqui está ele.

Novembro 26, 2006

Shyznogud

... é a única forma como consigo caracterizar o que acabei de ler na Pública de hoje. "Big Mother" é o título do artigo e nele se descrevem práticas parentais que me revolvem as vísceras. Desde relógios e telemóveis com dispositivos GPS até "caixas negras" para serem instalados nos carros dos filhos, mais software que permite ler o correio electrónico e as conversas on-line dos rebentos, há pais que fazem qualquer coisinha para terem os seus filhos "controlados". Que paranóia é esta? Onde é que fica o respeito pela privacidade? Mais, que raio de relação com os filhos é que têm estes pais? O caso do carro é paradigmático... se não se confia que o filho/a tem uma condução consciente não se lhe compra/empresta o carro, ora merda, agora instalar uma traquitana que lhe vigia a localização e os excessos de velocidade?? Ler este artigo fez-me pensar umas quantas vezes "Belisquem-me, não pode ser verdade!"."75% dos pais ingleses comprariam uma pulseira electrónica para seguir os filhos"... pulseira electrónica?! Mas eles são alguns delinquentes?? Aqui há uns anos quando me insurgia - e fortemente - contra certo tipo de controle dos putos apanhava com o inevitável (e muito idiota) argumento da "autoridade", estão mesmo a ver qual é, não estão? aquele querido "Quando os teus putos forem adolescentes a gente depois fala", como já estou na confortável situação de mãe de adolescente (e pré-adolescente) já não tenho esses "condicionalismos" e posso afirmar, orgulhosa, que a minha opinião não se alterou nem um bocadinho. Ainda por cima os exemplos apresentados no artigo eram de filhos cresciditos, de 16/18 anos. É uma questão do mais básico direito à privacidade.
Não estou a defender permissividade absoluta, há tempos e ritmos para tudo, e os pais atentos deverão ter a percepção do que podem ou não autorizar em certas alturas. Mais uma vez é uma questão de confiança e, claro, bom senso. Exemplo prático: a certa altura a júnior cá de casa pediu para sair à noite. Achei que tinha chegado a altura dela o poder fazer e autorizei. Uns dias depois em conversa com amigos falou-se desse "marco" na vida de um adolescente e alguém me diz "Ficaste acordada até ela chegar, não foi?", achei aquela pergunta/afirmação espantosa porque das duas uma, ou achava q ela era madura o suficiente para sair, confiava no bom senso dela, autorizava (como fiz) e não me preocupava ou nenhuma das premissas era verdadeira portanto não autorizava e, consequentemente, também não me preocupava. Era o que mais faltava perder uma noite de sono por a menina ter saído à noite. E armar-me em polícia da menina é que nem pensar.
Posso ser lírica (mas até agora os resultados que tenho provam-me o contrário) mas recuso-me a instalar filtros no pc, a censurar leituras ou condicionar visionamentos televisivos (urgh, desta última decisão às vezes arrependo-me... ouvir falar horas a fio do Raw, do SmackDown, do Ray Misterio, do Batista ou do Chris Benoit é, garanto-vos, uma provação tramada. Ah! Mas condiciono horários até certa idade). Entre conversas e acompanhamento de "proximidade" parece-me que qualquer puto pode crescer sãozinho de espírito e cumpridor das regras básicas. Além do mais contornar as regras e pervertê-las é um processo normal de crescimento e caracteriza qualquer adolescência sã.

Se tiverem alguém das vossas relações que seja assinante do Público peçam-lhe que vos mande o artigo, merece leitura. Podem encontrá-lo aqui.

Deixo ficar os links dos sites referidos no artigo:


Kidescape
Teen Arrive Alive
Child Locate
Road Safety
Car Chip

Uma última observação. A certa altura, como referi, fala-se de software para ler email e conversas on-line dos filhos. Apetece-me sacar de um comentário da Fuckit de há uns dias (num post sobre escola e espaço público) e copiá-lo para aqui. É um tema, tal como o da escola, a que voltarei em breve.

"(...)Deixe-se aos miúdos alguma possibilidade de socialização em grupo e em público, irra! Ou depois não se queixem de estar a produzir uma geração que só vive através dos telemóveis e da internet. Não admira, todos os outros espaços que lhes damos são cada vez mais concentracionários.

Agora convém acrescentar que pessoalmente até acho que isto da utilização de telemóveis e da internet por "crianças e jovens" só preocupa quem não se sente familiarizado com estes meios. Porque são só novos espaços de comunicação e sociabilização. A diferença está nos adultos de agora, que vivem obcecados com a ideia de controlar todos os tempos e espaços dos filhos. Eu passava-me, se fosse adolescente agora."

Novembro 25, 2006

Shyznogud

Tradicionalmente agradam-me os dissidentes, renovadores e outros que tais do PCP* (até porque é corajoso sê-lo, tendo em conta o que esse tipo de atitude faz à esperança de vida, é pior que ser canhoto ou alto). Tenho andado um bocado ocupada e, portanto, não segui com atenção as peripécias a propósito do caso da Luísa Mesquita, mas reconheço que, desta vez, não consigo empadeirar em arco nos louvores à senhora. E porquê? Sou um bocado rígida em certas coisas, se participamos de algo conhecendo as regras do jogo à partida, não me parece muito lícito que, a meio caminho, e porque nos dá jeito, esqueçamos as condições que conhecíamos e que aceitámos. Se a senhora assinou um "contrato" com o PCP que autoriza o partido a substitui-la se entender que é caso disso, sabia ao que se habilitava e só lhe ficava bem honrar o mesmo (note-se que não estou a discutir se concordo ou não con tal contrato). Para piorar um bocadinho mais as coisas atente-se nas declarações da senhora que o Público publicava ontem "«Disseram-me (...)[que] em Setembro devia regressar à minha vida profissional e académica»ou seja, ao lugar de professora do ensino secundário que ocupava antes de suspender a actividade, em 1995.«Mas não é aos 57 anos que se regressa à vida académica», enfatizou". Chamem-me naif ou o que quiserem, mas não aceito que alguém possa apresentar uma justificação deste teor e merecer (o meu) respeito. Sou uma romântica da Res Publica, é o que é...

* em acepção muito lata, nem é preciso (mas ajuda) afrontarem o bicho, basta darem uma alfinetada que já costumo ficar agradada

Novembro 25, 2006

FuckItAll

Os exemplos concretos costumam ser criticados por serem emocionais, mas eu ainda acho que as emoções, ao contrário dos sentimentos, devem ser levadas a sério. E que um exemplo é às vezes a forma mais simples de dizer qualquer coisa. A forma mais exemplar.
Ainda acerca do aborto, a história que apareceu hoje no Glória Fácil é um boa demonstração de uma coisa que ando a debitar em caixas de comentários por todo o lado mas ainda não tinha posto em post: ninguém nem dificuldade alguma impede alguém de levar ao fim uma gravidez se essa pessoa o quiser (do mesmo modo que ninguém devia sentir-se no direito de obrigar alguém a ter um filho que não quer).
Esqueçam as associações caritativas a oferecer berços e babygrows, não é a falta de dinheiro, a deficiência de saúde do feto, a falta de apoio conjugal ou familiar, que levam alguém a abortar. Se se quiser um fiho, não interessa nada disso. É o facto de saber-se que não se quer um filho. Ponto. Para citar a Teresa da história em causa, deixem as pessoas decidir. É assim tão complicado?

Novembro 24, 2006

FuckItAll

Há bocado perguntei à minha filha de 2 anos, que tinha caído mas parecia ter sofrido mais no orgulho que no corpo, onde é que estava a alma dela para eu lhe dar um beijinho (vocês sabem, aquela magia materna de dar beijinhos para fazer passar as dores). Ela respondeu que não tinha. Fiz uma festa! My baby! Com sorte, vai ser comunista.
Passadas umas horas de reflexão, veio dizer-me: "tenho uma alma no rabo, a minha alma está no rabo". É natural: vai ser comunista, mas agora ainda está na idade dessa doença infantil que é o anarquismo.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2008
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2006
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D