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Womenage a Trois

Women's True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com

Setembro 16, 2007

Shyznogud

Não consigo deixar de achar estranho, e até preocupante, que alguém como o Henrique Raposo, que costuma ter alguma preocupação com o rigor nos seus textos, escreva, não um mas dois, posts em que estabelece uma relação directa entre a excisão feminina e o Islão. Não é possível negar que é em países onde o Islão predomina que se praticam a maioria dos casos de mutilação sexual feminina, mas é impossível não atender à geografia. Como explicará, Henrique Raposo, a excisão praticada pelos judeus etíopes (falachas), por exemplo. Contaminação "religiosa"? Hum, tenho dúvidas. Não se encontrará a explicação antes nos costumes ancestrais da região, muito anteriores à islamização? São estes pequenos fechar de olhos à realidade que me fazem ficar preocupada quando leio textos como os que linkei... parece-me que a conversa da guerra das civilizações está mesmo a vingar quando se ignoram coisas destas "Ce qui semble certain est que cette pratique , qui a résisté à l'épreuve du temps, n'est liée à aucune religion particulière . Elle aurait été inventée par les pharaons qui la pratiquaient pour préserver la chasteté de leurs épouses quand ils partaient en guerre. Elle aurait existé chez les Phéniciens , les Hittites, les Éthiopiens , les ethnies païennes des zones tropicales d'Afrique et des Philippines, les Incas du Mexique , des ethnies d'Amazonie et d'Australie . Chez certains peuples , on croit que les êtres humains naissent naturellement bisexuels . Le prépuce doit être enlevé à l'homme pour lui donner sa masculinité ; on doit soustraire à la femme son organe viril , le clitoris, afin d'assurer sa pleine féminité [ Voir Samuel, op. cit., (supra, note 14), p. 45. Consulter aussi le site www.cam.org/~rqasf/sp07_02.html.]. Elle aurait été même pratiquée en Europe au XIXe siècle par des médecins pour traiter certains troubles mentaux chez les femmes.". A que se poderia acrescentar os casos mais recentes, e menos referidos, da excisão por questões estéticas, que são mais praticados do que se pensa em países como os Estados Unidos, quando uma menina tem o "azar" de nascer com o clitóris um bocadito maior do que é norma. A justificação para a prática, nestes casos, é de que se faz uma ablação parcial (o facto de conduzir frequentemente, anos mais tarde, e de acordo com testemunhos de mulheres a quem foi feita, a uma incapacidade de obter prazer parece ser irrelevante) que ajuda a que a menina não questione a sua sexualidade e viva bem com o corpo que tem. Ora abóbora...Ah! e por aqui não há contemplações quando o assunto é excisão, como aliás, nunca há quando as práticas são impostas a crianças (se fosse uma mulher adulta a querer, repito, querer ser excisada, já era outra conversa).

Para descomprimir vou roubar ali um clip a propósito de "piriquitudas".

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