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  <title>Womenage a Trois</title>
  <subtitle>Women&amp;#39;s True Banal Stories - womenageatrois@gmail.com</subtitle>
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    <name>womenageatrois</name>
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  <updated>2012-05-23T10:49:23Z</updated>
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      <name>FuckItAll</name>
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    <issued>2012-05-23T11:24:20</issued>
    <title>Att Ambição International Marketing: blogs há muitos, seus palermas!</title>
    <published>2012-05-23T10:49:23Z</published>
    <updated>2012-05-23T10:49:23Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;No seguimento da obscena tentativa de censura ao blog dos &lt;a href="http://www.precariosinflexiveis.org/"&gt;Precários Infléxiveis&lt;/a&gt; (ver história &lt;a href="http://www.precariosinflexiveis.org/2012/05/comunicado-empresa-ataca-liberdade-de.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), venho por este meio juntar-me aos já muitos bloguers que acham inaceitável este precedente. Era o que faltava que as pessoas não pudessem exprimir opiniões críticas sobre empresas, quer como consumidores quer como trabalhadores. Tentemos demonstrar mais uma vez que na internet a censura é crime que não compensa. Cada post ou comentário apagado é post ou comentário multiplicado. Aqui ficam, portanto, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://aventadores.files.wordpress.com/2012/05/precc3a1rios-inflexc3adveis_-testemunhos-sobre-a-axes-market.pdf"&gt;os comentários censurados&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41EkV9jotrL._SL500_AA300_.jpg" alt="" width="300" height="300" /&gt;&lt;/div&gt;</content>
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      <name>Shyznogud</name>
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    <issued>2012-03-28T17:34:56</issued>
    <title>Mîllor Fernandes - R.I.P. </title>
    <published>2012-03-28T16:35:56Z</published>
    <updated>2012-03-28T16:35:56Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23576196@N04/7024260847"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm8.staticflickr.com/7185/7024260847_727ac5b847.jpg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>FuckItAll</name>
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    <issued>2011-12-20T11:54:58</issued>
    <title>Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro, por Myriam Zaluar</title>
    <published>2011-12-20T12:02:43Z</published>
    <updated>2011-12-20T12:21:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;(Copio para aqui, em jeito de postal para o Natal 2011, o belo texto da &lt;a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=794379683"&gt;Myriam Zaluar&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Exmo Senhor Primeiro Ministro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;a name="cutid1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="ljcut" text="Ler mais..."&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Myriam Zaluar, 19/12/2011&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/fuckitall/fotos/?uid=kMz6Ya457BGkJ1YQcqHf"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd207f519/9760848_c0MYr.jpeg" alt="" width="500" height="378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-06T01:47:11</issued>
    <title>Conclusão da noite</title>
    <published>2011-06-06T00:48:10Z</published>
    <updated>2011-06-06T00:48:10Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;Cada um tem os Bushes que merece. Aguente-se.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-06T01:38:08</issued>
    <title>Comentário literário à noite</title>
    <published>2011-06-06T00:45:01Z</published>
    <updated>2011-06-06T00:45:01Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Começam assim &lt;em&gt;As Aventuras de João Sem Medo&lt;/em&gt;, do José Gomes Ferreira:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #666699;"&gt;"Era uma vez um rapaz chamado João que vivia em Chora-Que-Logo-Bebes, exígua aldeia aninhada perto do Muro construído em redor da Floresta Branca onde os homens (...) haviam instalado uma espécie de Parque de Reserva de Entes Fantásticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #666699;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #666699;"&gt;Apesar de ficar a pouca distância da povoação, ninguém se atrevia a devassar a floresta. Não só por se encontrar protegida pela altura descomunal do Muro, mas principalmente porque os choraquelogobebenses - infelizes chorincas que se lastimavam de manhã até à noite - mal tinham força para arrastar o bolor negro das sombras, quanto mais  para se aventurarem a combater bichas de sete bocas, gigantes de cinco braços ou dragões de duas goelas. Preferiam choramingar, os maricas!, agachados em casebres sombrios, enquanto lá por fora chovia com persistência implacável (como se as nuvens estivessem forradas de olhos) e dos milhares e milhares de chorões - as árvores prediletas dessa gente pingavam folhas tristes. Tudo isto incitava os habitantes da aldeia a andarem de monco caído, sempre constipados por causa da humidade, e a ouvirem com delícia canções de cemitério, ganidas por cantores trajados de luto, ao som de instrumentos plangentes e monótonos."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rings a bell? Pois é. E no entanto aqui estamos a lamentar o facto de sermos lamentáveis. Bah&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(obrigada pelo apoio técnico, &lt;a href="http://aureamediocritas.blogs.sapo.pt/"&gt;Miguel&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-02T14:56:34</issued>
    <title>Pedagogia</title>
    <published>2011-06-02T14:00:39Z</published>
    <updated>2011-06-02T14:01:11Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23636912@N08/5789775415"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm3.static.flickr.com/2204/5789775415_bab797e17b.jpg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;para &lt;a href="http://www.facebook.com/ines.meneses/posts/220875554598533?notif_t=share_reply" target="_blank"&gt;quem é preciso explicar sempre tudo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Cenas Obscenas</name>
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    <issued>2011-06-02T14:35:49</issued>
    <title>Velhos erotismos</title>
    <published>2011-06-02T13:38:27Z</published>
    <updated>2011-06-02T13:38:27Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23636912@N08/5789720345"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm3.static.flickr.com/2267/5789720345_427ab9c02b.jpg" alt="" width="350" height="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-06-02T14:17:13</issued>
    <title>Novos erotismos, dizes tu, Shyza?</title>
    <published>2011-06-02T13:18:38Z</published>
    <updated>2011-06-02T13:18:38Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.autoportal.iol.pt/noticias/geral/homem-afirma-ter-feito-sexo-com-mais-de-mil-carros"&gt;Aqui&lt;/a&gt; tens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/fuckitall/fotos/?uid=C9wnkhUTB32LaDLHlGh8"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B69065306/8582887_C24vF.jpeg" alt="" width="448" height="336" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-02T10:40:37</issued>
    <title>"Um outro erotismo é possível" * (para andar em contra corrente, um louvor aos vegetais)</title>
    <published>2011-06-02T09:42:47Z</published>
    <updated>2011-06-02T09:43:30Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23576196@N04/5789784666"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://farm4.static.flickr.com/3036/5789784666_95edcc900d.jpg" alt="" width="401" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais gajas lânguidas e verdes &lt;a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-1393169/Ju-Duoqi-The-Fantasies-Chinese-Cabbage-Glamour-girls-entirely-cabbage.html#ixzz1O6CYS9Eb" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* nova série, irmã da nossa velhinha "Uma outra pornografia é possível".&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Jonas</name>
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    <issued>2011-05-30T17:45:57</issued>
    <title>Informação útil para quem nunca tocou um golfinho</title>
    <published>2011-05-30T16:49:28Z</published>
    <updated>2011-05-30T16:49:28Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Quem diz que não se aprende nada com o Correio da Manhã não leu &lt;a href="http://www.vidas.xl.pt/noticia.aspx?channelId=b2eef6ce-6025-427c-89e6-4b71d15619d8&amp;amp;contentId=3d2bbe30-152b-4e8f-b797-e2ae5d689a22"&gt;isto&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/creolina/fotos/?uid=zzr4YgBjcKtGCwV4u8uR"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6e06c9b8/8568942_t4iyR.jpeg" alt="" width="460" height="276" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:womenageatrois:1210394</id>
    <author>
      <name>Shyznogud</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://womenageatrois.blogs.sapo.pt/1210394.html"/>
    <issued>2011-05-27T18:58:31</issued>
    <title>A foto do dia</title>
    <published>2011-05-27T18:01:58Z</published>
    <updated>2011-05-27T18:01:58Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23576196@N04/5765780582"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://farm3.static.flickr.com/2233/5765780582_25427ffe22.jpg" alt="" width="405" height="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/126146-ps-ignora-troika-proenca-quer-plano-debatido-na-campanha" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alertada por um tuite olhei com atenção e dei graças a uma qualquer divindade à vossa escolha não estar a beber café ou sopa. Rezava o seguinte o tal tuite, "&lt;a href="http://twitter.com/#!/miguel_rdp" target="_blank"&gt;@miguel_rdp&lt;/a&gt;: Reparem lá nas tshirts dos gajos ao lado do Sócrates. ".&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:womenageatrois:1210185</id>
    <author>
      <name>Shyznogud</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-27T18:14:10</issued>
    <title>Love it!</title>
    <published>2011-05-27T17:15:56Z</published>
    <updated>2011-05-27T17:15:56Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;O título, realista e terrra a terra, ganha outro sabor pela riqueza interpretativa que a língua portuguesa permite, ora reparem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/Eleicoes/Legislativas2011/Interior.aspx?content_id=1863230&amp;amp;page=1" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Televisões condenadas a realizar mais debates até 3 de Junho&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; ... azarucho, eheh&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:womenageatrois:1209881</id>
    <author>
      <name>Shyznogud</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-27T15:44:58</issued>
    <title>parafraseando a célebre do porn, "too much csi"</title>
    <published>2011-05-27T14:54:13Z</published>
    <updated>2011-05-27T15:06:51Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23576196@N04/5764702245"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://farm4.static.flickr.com/3201/5764702245_3b78357fe1.jpg" alt="" width="495" height="382" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi daqui, deste pacífico e bucólico cenário, que o meliante, depois de praticar o seu hediondo acto, &lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1861420&amp;amp;seccao=Norte" target="_blank"&gt;fugiu às autoridades&lt;/a&gt;. Os intrépidos representantes da lei não desistiram e, depois de apuradas investigações, &lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1862691" target="_blank"&gt;conseguiram identificar o suspeito&lt;/a&gt; que, por agora, se encontra em prisão domiciliária, aguardando o &lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1862691" target="_blank"&gt;resultado das perícias legais&lt;/a&gt; . Tudo indica que confirmarão, através de testes de ADN, que se trata efectivamente do individuo responsável pela morte da idosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há rumores que indicam que o assassino pertence a uma &lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/x13t0y_carneiro-marado_animalsRT" target="_blank"&gt;conhecida família mafiosa&lt;/a&gt;, reputada pelos seus bárbaros ataques a quem se atreve a pôr-se no seu caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora a sério muito a sério: estes títulos existem mesmo ou são piada para nos fazer começar o dia a rir em época de crise (seguir os links, sff)?&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:womenageatrois:1209786</id>
    <author>
      <name>Jonas</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-25T22:26:43</issued>
    <title>Feio...</title>
    <published>2011-05-25T21:28:02Z</published>
    <updated>2011-05-25T21:28:02Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Ainda a propósito &lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/lamego-atingido-por-raio-no-penis"&gt;disto&lt;/a&gt;, aqui vai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/Ihxov7IllP0" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <author>
      <name>Cenas Obscenas</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-25T19:39:40</issued>
    <title>post contido</title>
    <published>2011-05-25T18:57:06Z</published>
    <updated>2011-05-25T18:57:46Z</updated>
    <category term="taradices (alheias)"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;e muito, acreditem. Fico-me por aqui: um bebé chorão (vulgo nenuco) está a dar brado. Com um simples truque de &lt;em&gt;device &lt;/em&gt;electrónico, simula mamar, o que confere um realismo muìto maior às meninas que gostam de &lt;em&gt;brincar de boneca&lt;/em&gt;. Até aqui, nada demais. O pior é quanto os taradões americanos desencadeiam as polémicas habituais ligadas a um estímulo precoce da sexualidade. Caraças que estes gajos (e quanto mais americanos e puritanos, pior) veem sexo em todo o lado. Segundo se lê &lt;a href="http://diario.iol.pt/sociedade/berjuan-espanha-eua-brinquedo-amamentacao-tvi24/1255954-4071.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, na FOX News já há discórdias e gente a dizer que o insonso bicho pode "promover a gravidez de meninas e adolescentes". Ou seja, garotinhas de 6 anos vão descambar a tomar hormonas para ver se lhes aparece a menstruação porque ficam taradonas para terem bebés &lt;em&gt;de verdade &lt;/em&gt;para amamentar. É que não lembra ao diabo. Será que nunca se lembraram, sei lá, de proibir os &lt;em&gt;calippo&lt;/em&gt; porque induz a tentação para o &lt;em&gt;irrumatio&lt;/em&gt;? As bisnagas de carnaval porque podem conduzir a uma pulsão incontrolável de &lt;em&gt;bukkake&lt;/em&gt;? E mesmo neste boneco não aparecerão evangelistas a denunciar os riscos que o dito envolve nos transplantes mamários? meninas ricas de 7 anos a convencer os pais a terem mamas de Dolly Parton como prenda de aniversário? E o que poderá induzir nos meninos meninos? sei lá (pronto, era para me calar mas lá vai), algum mais precoce e de mente engenhosa e igualzinha aos senhores da FOX que ache que aquilo, devidamente adaptado, poderia simular a Linda Lovelace nos seus tempos áureos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/KupsmQDdgVE" width="480" height="390" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Shyznogud</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-25T10:53:09</issued>
    <title>Shyza Sound Trash para uma notícia do dia</title>
    <published>2011-05-25T09:54:48Z</published>
    <updated>2011-05-25T09:55:56Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;em&gt;Portugal está entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mais bem colocados no equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar. Mas ao mesmo tempo os portugueses são, a seguir à Hungria, os menos satisfeitos com a vida.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Público, pág. 23)&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/bMoY5rNBjwk" width="480" height="25" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:womenageatrois:1208884</id>
    <author>
      <name>Shyznogud</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-23T20:09:39</issued>
    <title>"Palavra do Senhor!"</title>
    <published>2011-05-23T19:11:39Z</published>
    <updated>2011-05-23T19:11:39Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23576196@N04/5751549193"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://farm4.static.flickr.com/3042/5751549193_499fdfe02e.jpg" alt="" width="500" height="371" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais, muito mais, &lt;a href="http://www.someecards.com/2011/04/12/unintentionally-sexual-church-signs" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; (obrigada, Luísa)&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Cenas Obscenas</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-23T10:44:41</issued>
    <title>Há crise, mas há sinais de esperança</title>
    <published>2011-05-23T10:06:49Z</published>
    <updated>2011-05-23T10:06:49Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer" style="padding: 5px 5px; float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23636912@N08/5749824065"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm3.static.flickr.com/2283/5749824065_0e6f618076_m.jpg" alt="" width="240" height="177" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sim, não há dúvidas. A crise chegou mesmo. Este facto indesmentível não se confirma com índices, valores, gráficos, paleio de políticos em overdose eleitoral (credo que ainda agora começou e eu já vomito), comentários de comentadores a comentar (ou de jornalistas a repeti-los, comentando), dezenas de milhares de milhões (que o padreco da omelete canhota gosta de chamar de "BBBiliões", enchendo a bochecha para dar ênfase) memorando, dóica, tróica ou pentatóica. Não é nisto que se deteta a crise, a verdadeira, a profunda. É noutros pulsos, com outros estetoscópios. É, por exemplo, na aflitiva e angustiante falta de Halls Preto no mercado. Sou um viciado em mentol, menta e hortelã, que hei-de fazer? O HP é o standard. Quando preciso de uma dose extra recorro ao Fisherman's Friend (que não aconselho a principiantes). Já aqui na casa se escreveram coisas acerca do assunto (&lt;a href="http://womenageatrois.blogs.sapo.pt/700705.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://womenageatrois.blogs.sapo.pt/701281.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Pois bem, não há. Não se faz, não se produz, não se importa, não se distribui? Alguém açambarcou os stocks? Alínea secreta do memorando, de que ninguém fala? Mistério. As respostas que obtive oscilaram entre o "não há", "já não se vende" e "ninguém compra, por isso &lt;em&gt;eles&lt;/em&gt; não mandam" (suspeitei muito deste &lt;em&gt;eles&lt;/em&gt;). Estive tentado, com esta última, a pedir um carregamento só para mim e a comprometer-me a fazer uma petição pública, com página no facebook, um clube de fãs, a criação de uma Confraria do HP e uma proposta de pagamento do 13º mês em caixas do mesmo. Cheguei mesmo a pensar em pedir aos partidos que &lt;em&gt;assinaram&lt;/em&gt; que juntassem aos tais muitos BBBiliões um milharzito de verba cativa para importação do dito. A resignação levou-me, porém, a ponderar simplesmente recorrer à candonga. Já me preparava para imergir no mundo esconso do contrabando e tráfico ilegal de Halls Preto quando vi, há dois dias, dois exemplares perdidos. Puxei do cartão de crédito e preparava-me para assinar contrato de pagamento em prestações suaves, mas incrivelmente, o preço era o de mercado, o antigo e anterior à crise, sem &lt;em&gt;spreads&lt;/em&gt; nem juros equivalentes aos da dívida soberana da Grécia nem nada disso. Um halo de luz difusa circundava a caixinha (em tudo semelhante a &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/2647963.html" target="_blank"&gt;este&lt;/a&gt;). Sinal da Graça divina, acaso, coincidência, não importa. Tentei manter o ar mais normal possível, até com um ligeiro ar de desdém, e disse "olhe, levo os dois". Descaí-me um pedacinho, como a foto documenta, mas rapidamente me recompus. A empregada até esboçou um ar de alívio ao ver-se livre daquilo. Ninguém diga que não há justiça divina e que este mundo não é feito de equilíbrios. Agora hesito sobre o que fazer, entre o consumo desenfreado e a utilização parcimoniosa em dias de festa. A crise está para durar, eu sei. Mas há um amanhã que canta, é certo.&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Cenas Obscenas</name>
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    <issued>2011-05-22T11:26:30</issued>
    <title>"Sempre disponível, nunca lhe dói a cabeça e eternamente jovem"</title>
    <published>2011-05-22T10:33:34Z</published>
    <updated>2011-05-22T10:33:34Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não disse mas podia ter dito. &lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=19677" target="_blank"&gt;Este senhor aqui&lt;/a&gt;. E a mim, abriu-me novamente o apetite para retomar a "temporada bonecas insufláveis" aqui no WAT. Bad karma em período eleitoral, porém. Ainda não sei.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-05-22T11:16:06</issued>
    <title>Shyza Sound Trash de actualidade noticiosa</title>
    <published>2011-05-22T10:17:36Z</published>
    <updated>2011-05-22T10:17:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/50mU8ZIiqUw" width="480" height="390" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/23576196@N04/5745572315"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://farm6.static.flickr.com/5150/5745572315_b1f028b458.jpg" alt="" width="500" height="45" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;(no público de hoje)&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-05-21T17:00:02</issued>
    <title>Banda sonora do dia (FIA no FB)</title>
    <published>2011-05-21T16:00:47Z</published>
    <updated>2011-05-21T16:00:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/1SqF-hBADoI" width="25" height="390" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;</content>
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    <issued>2011-05-19T11:20:39</issued>
    <title>Google Exodus</title>
    <published>2011-05-19T10:20:56Z</published>
    <updated>2011-05-19T10:24:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;center&gt;
	&lt;object width="500" height="385"&gt;
		&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BIxToZmJwdI?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;
		&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;
		&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;
		&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BIxToZmJwdI?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="385"&gt;
		&lt;/embed&gt;
	&lt;/object&gt;
&lt;/center&gt;</content>
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      <name>Cenas Obscenas</name>
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    <issued>2011-05-18T08:53:05</issued>
    <title>orelha indiscreta</title>
    <published>2011-05-18T07:55:15Z</published>
    <updated>2011-05-18T07:55:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ouvi eu ontem: "a rainha de Inglaterra vai de propósito à Irlanda para ver o jogo? porquê? e porque é que estão com medo das bombas? é à conta do Porto ou do Braga?"&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-05-17T23:31:08</issued>
    <title>um moderno, já clássico (o outro era um clássico, já moderno)</title>
    <published>2011-05-17T22:36:34Z</published>
    <updated>2011-05-17T22:36:34Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Puta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O meu coração palputa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bate como uma batuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Salta como uma truta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Puta, puta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelas pedras da calçuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tu vendes a tua fruta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tens ouro na tua gruta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Puta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ensinas o Kamasuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O meu suor cai em cascuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dás um nó na minha pixuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oh puta, puta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bebe a minha cicuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa é a tua luta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mais velha do planuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Puta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta linda canção escuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escala a tua marmuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixa dar uma cabeçuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oh puta, puta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tão linda e misteriuta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;És ogiva de catedruta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nossa Senhora da Carnuta&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:womenageatrois:1206546</id>
    <author>
      <name>Cenas Obscenas</name>
    </author>
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    <issued>2011-05-17T20:43:27</issued>
    <title>Nada de modernices, que sou um (pré) romântico...</title>
    <published>2011-05-17T19:49:04Z</published>
    <updated>2011-05-17T19:49:04Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Não lamentes, ó Nize, o teu estado;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Puta tem sido muita gente boa;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Putíssimas fidalgas tem Lisboa,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Milhões de vezes putas têm reinado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dido foi puta, e puta d'um soldado;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cleópatra por puta alcança a c'roa;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O teu cono não passa por honrado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa da Rússia imperatriz famosa,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre mil porras expirou vaidosa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todas no mundo dão a sua greta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não fiques pois, ó Nize, duvidosa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que isso de virgo e honra é tudo peta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Bocage, ora, ora...)&lt;/p&gt;</content>
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