Segunda-feira, 01.02.16

Finalmente. A abrir, uma singela homenagem a todos os que nos leem, que nos "dão amor e ilusão ao meu pobre coração"




Quinta-feira, 28.01.16

O palhaço do Cenas fala com deus, que o manda reabrir isto, mas não tuge nem muge. A curta de patas grita "YAY" mas perdeu a chave da chafarica. O puto não pia, mas isso é normal porque, como relembrou o Cenas num acesso de sensatez, "as crianças acatam e não piam". As usual, sobra para mim... 

 

 

E agora é ver quanto tempo me deixam ficar a falar sozinha (nada que nunca tenha acontecido antes mas, a repetir-se, a vingança não demorará).

 




coco

(no Libération de hoje)







Quarta-feira, 23.05.12

No seguimento da obscena tentativa de censura ao blog dos Precários Infléxiveis (ver história aqui), venho por este meio juntar-me aos já muitos bloguers que acham inaceitável este precedente. Era o que faltava que as pessoas não pudessem exprimir opiniões críticas sobre empresas, quer como consumidores quer como trabalhadores. Tentemos demonstrar mais uma vez que na internet a censura é crime que não compensa. Cada post ou comentário apagado é post ou comentário multiplicado. Aqui ficam, portanto, os comentários censurados




Quarta-feira, 28.03.12




Terça-feira, 20.12.11

(Copio para aqui, em jeito de postal para o Natal 2011, o belo texto da Myriam Zaluar)

 

Exmo Senhor Primeiro Ministro

 

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

 

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

 

 

 

 


 




Segunda-feira, 06.06.11

Cada um tem os Bushes que merece. Aguente-se.




Começam assim As Aventuras de João Sem Medo, do José Gomes Ferreira:

 

 

"Era uma vez um rapaz chamado João que vivia em Chora-Que-Logo-Bebes, exígua aldeia aninhada perto do Muro construído em redor da Floresta Branca onde os homens (...) haviam instalado uma espécie de Parque de Reserva de Entes Fantásticos.

 

Apesar de ficar a pouca distância da povoação, ninguém se atrevia a devassar a floresta. Não só por se encontrar protegida pela altura descomunal do Muro, mas principalmente porque os choraquelogobebenses - infelizes chorincas que se lastimavam de manhã até à noite - mal tinham força para arrastar o bolor negro das sombras, quanto mais  para se aventurarem a combater bichas de sete bocas, gigantes de cinco braços ou dragões de duas goelas. Preferiam choramingar, os maricas!, agachados em casebres sombrios, enquanto lá por fora chovia com persistência implacável (como se as nuvens estivessem forradas de olhos) e dos milhares e milhares de chorões - as árvores prediletas dessa gente pingavam folhas tristes. Tudo isto incitava os habitantes da aldeia a andarem de monco caído, sempre constipados por causa da humidade, e a ouvirem com delícia canções de cemitério, ganidas por cantores trajados de luto, ao som de instrumentos plangentes e monótonos."

 

 

Rings a bell? Pois é. E no entanto aqui estamos a lamentar o facto de sermos lamentáveis. Bah

 

 

 

 

(obrigada pelo apoio técnico, Miguel)




Quinta-feira, 02.06.11

para quem é preciso explicar sempre tudo.







Aqui tens.




 

Mais gajas lânguidas e verdes aqui.

 

* nova série, irmã da nossa velhinha "Uma outra pornografia é possível".




Segunda-feira, 30.05.11

Quem diz que não se aprende nada com o Correio da Manhã não leu isto.

 




Sexta-feira, 27.05.11

 

(daqui)

 

Alertada por um tuite olhei com atenção e dei graças a uma qualquer divindade à vossa escolha não estar a beber café ou sopa. Rezava o seguinte o tal tuite, "@miguel_rdp: Reparem lá nas tshirts dos gajos ao lado do Sócrates. ".