Sexta-feira, 12.12.08

Vale muito a pena ler esta descrição da Sarah Saint-Maxent, participante na visita de estudo à prisão de Peniche de que a Shyza já falou aqui. A descrição continua a ser profundamente deprimente, para não dizer angustiante, no que respeita aos "destratos" a que a nossa memória colectiva (e para tanta gente ainda pessoal e familiar) está sujeita. Parece que neste país continuam a querer-nos amnésicos e mal formados. Mas há também  gente muito nova, como a Sarah, mais capaz de aprendizagem e pensamento críticos do que os responsáveis por locais como Peniche. Triste, mas com algo de redentor.




E não me venham dizer que não sou católica e por isso não tenho nada que ver com isto, enquanto o aconselhamento ético estatal estiver dominado no todo ou em parte por membros do clero ou militantes católicos.


sinto-me: mata-frades, não o sendo


No meio de coisas banais, há por aqui uns muito bons, em vários registos.

 legenda, que aqui não se lê:

I KNOW THIS HURTS, IT WAS MEANT FOR

 




 

D.Ester, não se arranja um cocktail milagroso que me impeça de passar mais 48h como as últimas? Putas das enxaquecas!




Deixo-vos a sinopse do TransParent, da Jules Rosskam, a propósito de conversas dos últimos meses, para melhor explicação do que acho interessante no "caso Beatie":

Pink or blue. Male or Female. Mommy or Daddy. Categories that we all take for granted are blown wide open in “transparent,” a new documentary film about 19 female-to-male transsexuals living in the United States who have given birth and, in all but a few stories, gone on to raise their biological children.
“transparent” focuses on its subjects’ lives as parents – revealing the diverse ways in which each person reconciles this part of their history - giving birth and being biological mothers - now that they identify as male and are perceived by the world, but only sometimes by their children, as men. The first-person stories in "transparent" explain how changing genders is dealt with and impacts the relationships, if at all, within these families.
This film has a shocking façade - as a story about transsexual parents – but viewers will be struck by its universality. The subjects resonate powerfully as “normal” parents and human beings dealing with issues like single parenthood, teen pregnancy and their children’s emotional and physical development.
But through these extraordinary men, the film challenges, like never, before the ways that we relate to one another, particularly within our immediate families, based on gender.
  (mais aqui)


(com dedicatória especial ao Jorge C.)