Segunda-feira, 01.12.08

... foi-me apresentado hoje numa conversa via mail que metia CIA, secretos de porco preto e imaginário erótico: todos nós sabemos da idiota mania que os espanhóis partilham com, entre outros, os franceses, estou a falar de dobrarem tudo. Ora bem há coisa mais ridícula e quebra tesões, porque risível,  que um filme porno dobrado em castelhano?




São das coisas em que estou como a Carmela Soprano em relação às massas do marido...


sinto-me:


 

(...)Le 30 octobre 1987, pour la première fois, une personnalité brisait le silence en révélant sa maladie à la une du «Nouvel Observateur». En hommage au courage de Jean-Paul Aron, et à l'occasion de la Journée mondiale d'Action contre le Sida ce 1er décembre, BibliObs vous invite à relire le grand entretien qu'il avait accordé à Elisabeth Schemla




Porque é que as grandes empresas de telecomunicações se armam sempre em chicas espertas? Aviso já que estou irritada e, coitado do rapaz, quem comeu com a minha irritação foi quem teve o azar de me atender no Apoio ao Cliente da TMN. Mas, bolas, tenho razão. Passo a explicar.

Dia 20 de Novembro recebo um telefonema do louro a dizer-me que lhe tinham ligado da TMN para oferecer um serviço não sei quantos, que ele tinha respondido que não queria "Mas a senhora disse que mo iam oferecer e mais não sei o quê, mamã. Não percebi bem porque estava muito barulho à minha volta, estamos no intervalo das aulas". Comecei logo a ferver porque se há coisa que qualquer pessoa percebe quando fala com o meu filho ao telemóvel é que ele é puto, os 12 anos de idade estão-lhe estampados na voz. Ora parece-me óbvio que propor alterações de serviços da TMN a putos é obsceno. Respirei fundo três vezes e liguei para o apoio a clientes procurando saber o que é que lhe tinham proposto e dizendo que o que quer que fosse não queríamos. Naquele momento - oooh que surpresa - "Não estamos com acesso ao sistema. Importa-se de ligar mais tarde?". Liguei umas horas depois e lá expliquei à senhora que me atendeu que não era o louro que tomava decisões sobre a conta do seu número de telemóvel... "Tem toda a razão, sim senhora", blá, blá blá... "Não consigo ter informações sobre que serviço lhe terá sido proposto"; "Ok, mas estou a ligar para vos informar que qualquer serviço que tenha sido activado é para desactivar. Ah! E mais, quero que fiquem bloqueadas chamadas de marketing para esse número de telefone."; "Pode ficar descansada, a partir de hoje o seu filho não voltará a receber chamadas de marketing e não tem activado qualquer serviço para além do seu tarifário normal.". Pensei, incauta, que me tinha visto livre desta história... Incauta mesmo, até parece que não conheço estas empresas, são como os putos embirrentos, nunca ouvem nada à primeira. Há pouco agarro no telemóvel dele - era o que estava mais à mão - e ouço "O seu saldo não lhe permite patati patatá". Qué?? Sabendo eu que tal era impossível ligo para a TMN e informam-me que estava com saldo negativo porque tinha sido descontada a mensalidade de uma porcaria qualquer de descarregamento de mp3 ou lá o que é. Já não respirei fundo três vezes, nem uma sequer, porque o tal serviço que lhe tinham cobrado era aquele que tinha originado os dois telefonemas de dia 20 e zás... ataque de fel. O que me irritou ainda mais foram as informações completamente diferentes das que anteriormente me tinham sido prestadas. Que no Apoio TMN não podiam desactivar serviços nenhum, que as chamadas de marketing só ficariam bloqueadas daqui a 60 dias mais o diabo que os carregue. Até costumo ser muito calma neste tipo de contactos telefónicos mas passei-me. Não vale a pena maçar-vos com os impropérios que me sairam da boca nem descrever-vos o tom com que os mesmos foram proferidos... o que é um facto é que a má educação resultou (já tenho o serviço desactivado e devolveram o dinheiro que abusivamente tinham cobrado) e isso é triste. Porque diabo é preciso usar de voz grossa para que nos ouçam? A sensação que tenho é que jogam sempre com a preguiça, com o "deixa andar" das pessoas, no fundo são estatégias de mercado que se podem resumir como "Pode ser que pegue".

 

(em stereo)




Atirar pessoas estrangeiras pelas janelas já podemos comemorar, não é? Crimes de ódio xenófobo já não faz mal, não é? Muito espertos. Humpf.


sinto-me: ibérica