Quinta-feira, 06.11.08

"As normas arbitrárias impostas por uma justiça deslocada do seu tempo – uma justiça que ainda não sabe lidar com uma liberdade de expressão que hoje pode comportar a crítica radical de pessoas públicas – sujeitam-se a este tipo de exposição ao ridículo." é assim que termina o post do Rui Bebiano que comenta a "condenação de Jaume Roura e de  Enric Stern, dois jovens republicanos catalães, ao pagamento de uma multa de 2.700 euros por há cerca de um ano atrás terem queimado uma fotografia dos reis.". Vão lá ler que no meio há uma pergunta muito divertida descoberta no Publico espanhol.




... e eu obedeço. Ora a minha amiga Cristina mandou-me divulgar esta iniciativa da AidGlobal.

 

 

 

("A AIDGLOBAL - Acção e Integração para o Desenvolvimento Global, é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, sem fins lucrativos, reconhecida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que promove Acções nos Domínios da Integração e do Desenvolvimento Global, em Portugal e nos países africanos de expressão portuguesa. Convidamo-los a conhecer melhor os nossos projectos e as nossas áreas de acção em www.aidglobal.org.

Com o objectivo de celebrar o seu terceiro aniversário e angariar fundos, a AIDGLOBAL apresenta o espectáculo de solidariedade “O Fado Acontece”, pelo segundo ano consecutivo. As receitas assim angariadas servirão para apoiar diversos projectos em Portugal e em Moçambique (Chibuto, província de Gaza), nas áreas de educação (apoio a orfãos de SIDA) e de água/saneamento. O espectáculo, que será apresentado por um dos membros fundadores da AIDGLOBAL, o actor André Gago, reúne as vozes solidárias de Celeste Rodrigues, Raquel Tavares, Ana Sofia Varela, Ricardo Ribeiro, Carminho, Pedro Moutinho, Célia Leiria e Artur Batalha.  

(...) O custo de cada bilhete é de 10€ e a sua receita reverte integralmente a favor dos projectos acima referidos. Junto enviamos o press release e o cartaz do espectáculo. ) 
 





Ainda por causa deste post, não resisto:

 

"Lembras-te (...) de quando os camaradas estavam sempre a ir à União Soviética ou a países comunistas associados para verem pessoalmente e regressarem para nos dizerem a verdade? Na realidade, temos o direito de concluir, com todos os discernimentos com que, afortunados herdeiros, fomos dotados, que se há uma maneira de não descobrir a verdade é indo a algum lado para vermos com os nossos olhos." 

(in Doris Lessing. 2001(2007). O Sonho mais Doce. Lisboa. Ed. Presença. p.312)




Podemos orgulhar-nos.




... do "Já chegámos à Madeira?", ups, não sei se se justifica o uso porque, DE FACTO, o palco da história é a Madeira. Ontem um deputado do PND Madeira apareceu em tudo o que era meio de comunicação (e levou o Chuckie Egg a levantar muito pertinentes dúvidas) porque, numa acção de - ok,  concedo - discutível gosto, levou uma bandeira nazi para o Parlamento, pretendendo, com tal acto, dar visibilidade às críticas q faz ao Governo Regional e ao seu Soba. Hoje, o mesmo deputado, está a ser de novo protagonista dos espaços noticiosos porque lhe foi barrada a entrada na Assembleia Regional por seguranças da mesma. Sei que as minhas falhas no conhecimento do direito são inúmeras mas será que alguém, mais sabedor que eu, me pode explicar se se pode suspender um deputado (e em que condições) e impedir a sua entrada numa assembleia para a qual foi democraticamente eleito?




Quem acha que o Womenage a Trois é um blog de disparates vai ter a desilusão da sua vida. Acabo de descobrir uma espantosa e aterradora conspiração terrorista. O mundo está em perigo com a eleição da dupla Barack Obama/ Joe Biden, que representa a subida ao poder do terrorismo internacional. As provas são irrefutáveis. O actual presidente americano deveria imediatamente, enquanto é tempo, declarar o estado de emergência, impôr a lei marcial no país e anular os resultados da eleição.

Descobri que os responsáveis pelos atentados do 11 de Setembro não são nenhuns barbudos do Médio Oriente. São aqueles dois. A figura de Bin Laden é um avatar meramente virtual, criado por uma poderosa confraria que faz parte do complot para criar uma nova ordem mundial. Vamos aos factos.

Barack Obama e Joe Biden manobram há anos, mediante uma estratégia friamente planeada, para tomar o poder. Mas são simples marionetas, manipuladas por interesses poderosos e ocultos. A chave da descodificação desta monstruosa conspiração está nos seus próprios nomes. A ocultação é engenhosa, mas a verdade é mais fácil de descobrir do que o verdadeiro nome de Cristóvão Colombo que, como toda a gente sabe, era Salvador Fernandes Zarco, alentejano de Cuba.

"Osama Bin Laden" é um nome fictício, criado a partir dos nomes Obama / Biden. Biden / Bin Laden, estão a ver? E que sobra? Três letras, o n de Bin e o la de Laden. N-L-A. NLA, a National Lawyers Association, poderosa confraria do Iowa e com ligações a igrejas fundamentalistas americanas apostadas em criar o caos, destruir a ordem actual que consideram corrupta e diabólica e a apressar o Apocalipse. Mas não é tudo.

NLA é também a sigla do outro membro desta parceria, que está encarregue de controlar os media de todo o mundo e, assim, filtrar a informação que é divulgada pela comunicação social. É outra NLA, a Newspaper Licensing Agency, sediada na Europa e que constitui a quinta-coluna desta ofensiva global.

Falta apenas desvendar a transmutação de Obama em Osama. A explicação é desconcertante: era óbvio demais usar o mesmo nome. Mudando apenas uma letra, mantém-se a verdade mesmo à frente dos olhos de todos, sem ninguém dar por isso.

Está, assim, provado que são os próprios americanos quem financia o terrorismo mundial, e que o 11 de Setembro foi apenas um primeiro passo para o caos, para a implosão da América e, com ela, o mundo. O segundo passo está dado, que é a eleição de um duo pretensamente liberal e democrático, ainda por cima encabeçado por um afro-americano. O terrorismo chegou ao poder. A América caiu na esparrela.

Os dias de George W. Bush e dos bravos Cheney e Rumsfeld estão contados. Será necessário, para revelar e expôr esta monstruosa conspiração, uma manobra arriscada, que é a imposição da lei marcial e mandar o exército para a rua. Não para as de Bagdad, mas sim para as de Washington. As provas são irrefutáveis. Não digam que não avisei.


sinto-me: um Mascarenhas Barreto