Quinta-feira, 23.10.08

 

É possível que eu não vá ver W. Confesso que não me apetece. O Oliver Stone irrita-me. Com toda aquela cagança de ter a mania que é polémico e “fracturante” (brrr…), não é mais do que histérico e chico-esperto. Não preciso de chamar personalidades em meu apoio, mas lembro-me que a papisa Pauline Kael, quando se retirou da crítica cinematográfica, disse que uma das vantagens da reforma era não ter que ver mais filmes do Oliver Stone.
Toda a gente tem uma história para contar, e o homem contou-a num filme: Platoon. Hoje é um filme datado mas, na altura (1986), esta história de inocência perdida na guerra foi para muita gente, que ainda tinha alguma, um soco no estômago.
Stone disse tudo o que tinha a dizer aqui. Contou a sua história. O melhor que podia ter feito na altura era ficar quieto. Mas não: achou que tinha uma Weltanschaung, e que tinha imensas coisas a dizer sobre a História dos outros. E foi disparate sobre disparate. Nem faltou um Alexandre da Macedónia com pinta de drag queen.
Dizem que W. nem sequer desanca muito em Bush, o que é um pouco inesperado. Isso é um ponto a favor – não porque eu goste muito da personagem, mas porque gosto das coisas que vão contra o pensamento único, seja ele qual for. Mesmo assim, não deve chegar para me levar ao cinema.
Deixo aqui isto escrito e depois logo se verá se o filme é bom ou mau. À cautela, desanco à priori, sem o ver, para não me deixar influenciar.



 

Nunca aqui entrei, mas desconfio das carnes que lá venderão. Apesar de bem assadinhas, presumo, ficar-me-ia sempre a impressão de que o rabudo anda a fazer aproveitamentos da matéria-prima à sua disposição.




O Parlamento Europeu atribui o Prémio Sakharov deste ano a Hu Jia.




Só abandonamos completamente o estatuto de filhos como algo que nos descreve primordialmente quando um dos nossos pais desaparece