Quinta-feira, 09.10.08

É da minha vista, ou não se percebe nada do que quer dizer o título desta notícia?




Desta vez, ignorante me confesso, desconheço o senhor Nobel da Literatura. Mas a biografia tem piada.




Que se lixe o pudor! Nestes últimos dias tenho estado poucas vezes perto de um computador mas de cada vez que o fiz fiquei lacrimejante (eu já me confessei lamechas, não foi?)...obrigada a todos, que me têm deixado sem palavras (e olhem que não é fácil).




Ainda acerca do caso das reclusas de que falei ontem, e para quem tenha dúvidas de que se trata de uma história de represálias indevidas, pelos vistos já foram punidas também por se queixarem (para atalhar conversa, o direito dos reclusos se queixarem se se sentirem vítimas de tratamento indevido está consagrado).




 

Este mundo está perdido. Não é por causa do crash bolsista, do aquecimento global ou do terrorismo internacional. Tudo isso tem solução. O que não tem solução é o completo despudor dos nossos tempos. A invasão da fofurice. Ora vejam lá se isto tem algum jeito. Um camião que há dias seguia à minha frente e que por pouco não me fez embater num poste. Não foi o acto de sacar do telemóvel e tirar a foto. Se todos os portugueses conduzem alegremente a falar ao telefone, porque não posso eu tirar fotos? Pois o que vi deixou-me gelado de horror. Uma firma de machos, num sector masculino como é o da venda de veículos, chamar-se "Auto Coelhinhos"? E uma empresa de construção civil e transporte de materiais andar com aquilo na traseira, quiçá cúmplice? Mas onde iremos nós parar? Porque não "Auto Fofinhos"? Se calhar é para disfarçar, possivelmente é uma firma de call-boys de ex-moços das obras rapidamente reconvertidos às necessidades do mercado. Era para esse campo que seguiria o meu entendimento se o nome fosse "Auto Coelhinhas". Não vamos fazer discriminação sexista, pois não?

Os costumes degenerados já cá estão. Aguardo a chegada dos bárbaros.




 

(encontrei ali)




Como explica o Pedro Vieira.