Domingo, 28.09.08

...onde estão as garrafas de rum?


sinto-me:


Quando falamos em Paul Newman é quase inevitável que nos lembremos, também, de Tennesse Williams, ou não fosse o Gata em Telhado de Zinco Quente um daqueles filmes que não se esquecem nunca. Ora última vez que ouvi falar, de forma consistente, de Tennesse Williams foi no Pavilhão do Conhecimento a propósito deste Comunists, Cowboys, and Queers, a que temos acesso, parcelarmente, via Google.




Entre outras tretas expostas por Pedro Múrias hoje no Público ("Casamento, argumentos e tretas", p.38), destaco esta:

 

"Uma terceira treta difundida contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo é a treta peregrina de que os seus defensores visariam "atacar a família". O alargamento do matrimónio seria apenas um pretexto numa malévola campanha "contra a família". Isto é treta, evidentemente, porque nenhum sentido útil se consegue extrair de tal "tese". Querer alargar o acesso ao casamento não é defender que as pessoas vivam sozinhas sem conhecer pais e filhos. Não é defender que pais, filhos e cônjuges deixem de ter direitos e obrigações uns para com os outros. Não é sequer defender que as famílias mais conservadoras e mais apostadas na sua distinção deixem de ser conservadoras e distintas. O casamento entre espanhóis do mesmo sexo não alterou o casamento dos reis de Espanha. A igualdade no casamento significa apenas que as famílias compostas por um casal homossexual têm de ter o mesmo reconhecimento oficial e a mesma dignidade de cidadania que as restantes. Isto não é atacar "a família", é defender todas as famílias, mesmo aquelas que certa "tradição" sempre perseguiu."

 

 




A minha costela vianense partilha do sentido dramático da minha costela oriental. Tenho que ter cuidado.