Quarta-feira, 24.09.08

A Maria João Nogueira (nos comentários ao post vaginal da Fernanda no 5 dias e no seu blog) e o Daniel Oliveira fizeram-no.

 

Excertos:

 

Agora anda tudo muito zangado com o facto do Magalhães permitir que se vá a sites marotos. Tenho uma novidade: desde que devidamente ligados à Internet, o Mac e todos os PC’s que os pais ou os amigos das crianças têm em casa dão para o mesmo. A questão é: tem sistema de controlo parental? Tem. São os encarregados de educação a decidir o que activam (ver aqui). Se assim for, parece-me muitíssimo bem. Se são os pais que o pagam (mesmo que pouco) e se os computadores vão para casa, faria pouco sentido que fosse o Estado a decidir o que está interdito aos filhos dos outros em casa deles.

 

Daniel Oliveira

 

Ora, um computador não funciona sozinho, é uma ferramenta, precisa de alguém que a opere.
É uma ferramenta que pode dar acesso a conteúdos e, como tal, cabe aos pais, definirem quais os conteúdos a que os filhos podem aceder. Não cabe a uma ferramenta (que é falível, como todas as ferramentas) definir o que é que os meninos podem ver ou não.
Chamam-se ferramentas de controlo parental por alguma razão. É suposto que haja alguém a fazer o controlo.
É suposto que seja o Governo a fazê-lo? Deus me livre. Não quero esse grau de intromissão por parte do Governo.
Ah, mas os pais não sabem mexer no computador, dirão os mais assanhados. E eu digo que, se quiserem, portanto, se se interessarem, aprendem, ou vão à cata de informação que lhes permita assumirem a responsabilidade que é, em grande maioria, deles.

(…)

“Eu também já tentei e não consegui, quase todos os sites ficavam barrados.”

As suas competências técnicas não são para aqui chamadas, mas as suas competências de encarregada de educação são. Ser encarregada de educação de alguém, não passa por configurar uma maquineta para que esta faça o seu trabalho, barrando o acesso aos sites que a Tina considera pouco próprios.

O seu trabalho é sentar-se ao lado da criancinha, enquanto ela navega, ensinando-a e depois responsabilizando-a. Mantendo-se disponível para responder às perguntas que possam surgir. E fazer isto todos os dias, ou sempre que aconteça uma ida à Internet.

 

Maria João Nogueira