Quarta-feira, 17.09.08

Diálogo de há bocado:

 

"- Mãe, quando é que eu vou poder ir dormir sem lavar os dentes?

 

 - Quando fores crescida e porcalhona e te deitares muito bêbada.

 

 - Mas, mãe, sabe bem pagar tão pouco."

 

Não sei se a estou a preparar para o hospício ou para um futuro de cultureta. Talvez ambos. Mas notam-se os genes de marketeer. A culpa não é minha.

 

(ou seja: começou a topar-me quando estou a gozá-la e a responder-me à altura - tenho o que mereço)




Lindos meninos. Isto agora vai ser para aí uma tragédia, as crianças que não forem assassinadas no útero vão viver em lares desfeitos, enfim, um fim do mundo.




... do que gosto mais neste post. Se do paternalismo ("Poderia e deveria ser um motivo de contentamento para todas as mulheres"), se da inocência ("Em vez da liberdade sexual, Sarah Palin escolheu um só homem.", eheh, outro que anda a precisar que lhe expliquem the facts of life). Hum, ainda não sei, mas o que me deixa verdadeiramente intrigada é a tal coisa da "condição natural de mulher", O que será isto? Aparentemente, e pela forma como está escrito, parece que a condição natural da mulher é casar e ter filhos. Será? Será? Só dúvidas que me atormentam...




Como explica muito bem o Jaime Roriz neste texto. Ide ler, ide. A ver vamos o que acontece hoje na AR.




O Mouro voltou a armar-se em pessoa séria (é um bom actor, está visto) e resolveu escrever um  "Anti- Clausewitz ou o elogio da derrota" no Caminhos da Memória . Começa assim:

 

"O filme passou em Portugal com o título de 0 Rato Que Ruge. Era uma daquelas deliciosas comédias inglesas dos anos 50, com o impagável Peter Sellers. Contava a história de um minúsculo principado imaginário da Europa, que vivia confortavelmente da exportação da sua única riqueza, o vinho. Até que um dia deu uma qualquer maleita nas videiras e tudo se perdeu. Ante a perspectiva de uma completa bancarrota, alguém teve uma ideia genial: que tal declarar guerra aos Estados Unidos? É que, sendo a derrota óbvia, os americanos tomariam conta dos vencidos e haviam de ajudá-los copiosamente, com programas à maneira do Plano Marshall. 0 futuro ficaria garantido. Dito e feito: o governo do principado compra passagens num cargueiro rumo a Nova Iorque e nele envia a fina flor das suas Forças Armadas - um punhado de valentes munidos de lanças, cotas de malha e ordens para se renderem ao primeiro cidadão que encontrassem, mal invadissem a América.(...)"

 

Se quiserem saber o desfecho sabem o que fazer, n'est pas?




Fazedores de népia de todo o mundo, uni-vos!

(do sítio do costume)




Os antigos é que era!

 

(um doce a quem descobrir quem é o autor da tira, a pessoa a quem a roubei também não sabe)


sinto-me: cheia de amor aos clássicos