Quarta-feira, 10.09.08

... vai ao Spectrum, siiiim? Tens lá uma imagem que é a tua cara, miguinha.

 


FuckIt Sound Comment:


Shyznogud às 17:53
editado por FuckItAll às 21:55
juntar-se ao pagode ver o deboche (38)

Até lhe roubo o texto e tudo...

 

O Rádio Clube Português arrancou esta semana com a nova grelha. Desta nova grelha faz parte um renovado programa da tarde, o Janela Aberta, dinamizado pela Teresa Gonçalves e pelo Aurélio Gomes. Todos os dias haverá trios de debate, temáticos. Trios porque haverá 3 comentadores residentes. Espera-se que os comentadores percebam alguma coisa acerca do tema. Alternativamente também podem contratar o Moita Flores, e todos os dias ele representa 3 pessoas diferentes, com opiniões diferentes sobre 5 temas diferentes, nos quais ele se apresenta como especialista. Já o vi fazer coisas mais arrojadas. Avancemos.

 

Às quartas o debate será sobre Internet, Blogosfera, e arredores. Nessa perspectiva (e provavelmente porque o Nuno Costa Santos tinha bebido uns copos a mais quando lhe encomendaram nomes), lembraram-se de mim.(...)

 

E agora um acrescento pessoal: e de mim também se lembrou. Quando o terceiro piar faço como a Jonas, linko-o também.




(reclamações apresentem-nas ao Rogério do cinco dias)




Ontem à noite retomei uma troca de mails com um grupo de amigos, que tinha iniciado durante as férias manifestando a minha incompreensão pelo slogan escolhido para a representação portuguesa nos Jogos Paralímpicos. "Nisto é que somos bons", dizem os cartazes.Adiante... como vos dizia o tema foi ontem retomado, gerando-se uma discussão acalorada, e pouco politicamente correcta assuma-se, porque alguns de nós achamos que o olimpismo (que se traduz, de facto, no culto do físico perfeito, de excelência) não se adequa aos cidadãos com deficiência, enquanto outros defendiam exactamente o contrário.

Noutro dia o Jonas tinha aqui posto uma pertinente questão sobre o tema cuja resposta adivinhávamos todos, o que só demonstra o profundo paternalismo com que estes jogos são olhados, deduzindo eu que seja exactamente o contrário do que aqueles atletas pretendem. Por obra do acaso acabei de encontrar um post cuja caixa de comentários é o exemplo acabado desse paternalismo...ai de alguém que se atreva a criticar publicamente a existência destes jogos.

 

Adenda: ligado a estas temáticas podem ler  "Uma parábola olímpica" do Eremita.




Na fronteira entre a Suíça e a França, já está a decorrer aquela que é considerada a experiência científica do século, onde um acelerador de partículas vai tentar recriar os primeiros instantes do universo.

 

Mais aqui.




"Alá concedeu à mulher uma pele fina e sensível, para que as suas sensações, quando beijada, afagada, mordida ou lambida, sejam muito mais prazerosas que as dos homens. O corpo sem pêlos da mulher, com as suas curvas suaves e fluidas, proporcionam sensualidade, delícia e gozo ilimitados para si e para os olhos, as mãos, a língua e o pénis do homem.(...) Se a mulher ficar feliz e satisfeita na cópula, será feliz em todas as outras actividades. (...)".

 

Al-Sayed Ibn Hussein Al-Makhzoumi, Breve Tratado das Artes da Cópula, Lisboa, Padrões Culturais Editora, p.23




E de fonte insuspeita. Adriano Moreira no DN de ontem:

"(...) a distância entre a cidade planetária do Norte do mundo, e a geografia da fome do Sul, foi crescendo de modo que os do Norte ficaram cada vez mais ricos, e os do Sul tiveram cada vez mais filhos.
Este desequilíbrio, que contribuiu para animar a desordem das imigrações, atingiu um ponto crítico que obriga a não deixar esquecer que o direito à subsistência, o direito à comida, é um direito natural, que o seu exercício acompanha a regra de os seres vivos se deslocarem para onde existam ou julguem existir os recursos alimentares, que a explosão demográfica se desenvolve num pequeno planeta cujas terras e capacidades produtivas diminuíram. O preceito jurídico que manda que, no exercício de direitos de igual dignidade, cada titular deve ceder o necessário para salvaguarda de todos não é de esperar que tenha larga aplicação quando tal direito à alimentação está indissoluvelmente ligado com o direito à vida. (...)
As medidas paliativas anunciadas são naturalmente bem-vindas, mas definitivamente é necessária uma meditação mundial sobre a relação entre os custos das guerras, da prevenção das guerras, e da animação das guerras, com o montante dos recursos necessários para atender às carências dos povos. O desarmamento geral e controlado permite disponibilizar recursos para enfrentar as carências com justiça e para evitar a violação da paz com sucesso."