Terça-feira, 02.09.08

 

Continuando, já dentro do restaurante (não é o da "caldierada", pronto), e depois de uma farta e exótica refeição, somos confrontados com uma conta a condizer... bom, ponderadas todas as possibilidades e alternativas, surge-nos ao fundo da sala uma derradeira e desesperada, como mostra a foto. Não é brincadeira, é mesmo uma "saída de emergência" numa vulgar janela. Ah! trata-se de um 2º andar. Sorrateira e despercebidamente, vamos espreitar. Lá está uma escadinha de metal, estreitinha, e de aspecto frágil, a pique. Sempre gostava de ver certas pessoas a sair por ali de cabeça e a descambarem direitinhos ao chão. Splash! Saímos a pensar que se deveria chamar "saída de emergência de emergência".




Fui só eu a achar absolutamente extraordinária o notícia, que li esta manhã no Público, sobre a demissão de Nobre Guedes como vice-presidente do CDS, ocorrida no ano passado, ter sido mantida em segredo?




Espreita o longo texto do Daniel Oliveira sobre a "comunicação social e o seu papel nas democracias modernas". Porque é que te dedico este post? É no próprio texto que encontras a resposta, "Na era da televisão, falar de jornalismo ficando pela imprensa ou pondo na imprensa o centro do debate seria um absoluto disparate. A imprensa pode dar o conteúdo, pode até lançar cada tema, mas é a televisão que marca o ritmo e o ar de cada tempo. E este é uma das principais características do jornalismo que hoje temos: é marcado pela televisão.

O jornalismo televisivo vive, antes de mais, segundo as regras da televisão e só depois segundo as regras do jornalismo. Tem o ritmo frenético da televisão e aproxima-se o mais que pode da ficção das telenovelas. Precisa de criar narrativas próprias

. E, como as telenovelas, para ter mercado cria mercado. Cria necessidade e ansiedade(...)"




Apesar de ainda continuar a meia haste, não quero deixar de aconselhar duas visitas bloguisticas.

 

. Apesar de não me identificar com a auto-caracterização que o Rogério faz de si mesmo (assumo claramente a minha pertença à esquerda europeia, por exemplo), não posso deixar de estar de mais de acordo com o que diz sobre o abjecto rumor posto a circular sobre Sarah Palin (a esta, não ao rumor mas a ela, voltarei assim que possível) e o aproveitamento miserável da gravidez da sua filha adolescente.

 

. Como anunciado o Caminhos da Memória voltou em grande. Não só nos oferece um texto auto-biográfico de Edmundo Pedro, como inicia, pela mão de Maria Manuela Cruzeiro, com "Maria Eugénia Varela Gomes", uma nova séirie ("Que força é essa?") que nos apresentará "vidas admiráveis de mulheres, sobre as quais o silêncio de hoje mais não é do que o perverso sucedâneo das circunstâncias inimagináveis (agravadas pelos gritantes constrangimentos da condição feminina e dos seus esteriótipos sociais dominantes) em que deram o seu contributo a um combate comum."