Segunda-feira, 25.08.08
(não estou a ouvir o que posto, com jeito ainda comem com o Vangelis que é uma limpeza)


 

Na Grécia os atletas eram profissionais e competiam para ganhar, pela glória própria e das suas cidades. Hoje continuam a fazê-lo.
A noção de “desporto amador” gerou-se no século XIX, entre as elites (sobretudo anglo-saxónicas e, especificamente, inglesas). Só as elites tinham tempo e dinheiro para fazer desporto pelo desporto. Os sportsmen dedicavam-se assim a confrontos de cavalheiros, se possível sem demasiado esforço, dando largas a “aptidões inatas” que o ócio e o desafogo económico permitiam pôr em prática.
Foi um aristocrata quem inventou os Jogos Olímpicos, para consagrar esse ideal dourado por visões românticas da Grécia Clássica, que as “massas” mal sabiam o que era - ou se sabiam, estavam-se nas tintas. O “desporto”, para elas, era uma ideia totalmente estranha. Embrutecidas pela miséria e pelo trabalho insano nos campos e fábricas, de sol a sol ou quase, já se consumiam para além da conta no simples esforço de sobreviver.
Sem condições para o tão celebrado “amadorismo”, as “massas” só começaram a fazer desporto a sério quando perceberam que isso lhes poderia dar dinheiro – com a profissionalização, e todas as possibilidades de dedicação prioritária ou integral que ela implica. Passou a ser uma forma de ganhar a vida e de ascender socialmente. Tanto pior para o ideal olímpico, que assim que foi inventado começou logo a ser traído.
E competir implica querer ganhar – glória, mas também dinheiro. Os Jogos Olímpicos são um espectáculo – o espectáculo do confronto e da ambição de homens e mulheres, e das respectivas sociedades. Os espectáculos geram dinheiro, e têm actores a quem convém pagar, para serem bons. Não há almoços de graça, quanto mais espectáculos.
Nem as damas a jogar “croket” no relvado, ou os velhos a jogar dominó ou à malha nas traseiras da taberna deixam de querer ganhar uns aos outros. Toda a gente quer ganhar a toda a gente. Todas as cidades e todos os países querem ganhar umas às outras e uns aos outros. Uma das vantagens do desporto profissional e ambicioso dos nossos dias é que, pelo menos até um certo grau, permite fazê-lo nos campos de jogo e não nos de batalha.
O “ideal olímpico” não passa disso mesmo: de um ideal. Ou de uma utopia E e já é uma glória para a natureza humana ela ser capaz de conceber ideais e utopias. Mas as coisas são como são, quer gostemos ou não que assim seja.

sinto-me: a jogar à malha


Os críticos portugueses dos atletas olímpicos portugueses são uma merda porque só sabem dar para baixo. Os atletas olímpicos portugueses são uma merda porque ganham poucas medalhas, arranjam desculpas e fazem lamúrias.

Os portugueses são uma merda.




Roubo à Fernanda Câncio o link para este post do Jacinto Bettencourt, que diz mais ou menos o que me vai na alma quando oiço os críticos da praça falar dos atletas portugueses que foram aos Jogos e fazer as suas contas de pequenos comerciantes (sem ofensa para os próprios). Os pseudo-críticos, que a palavra "crítico" implica informação e raciocínio. Perdoa-lhes, Pai...




Isto de divórcio em caso de violência doméstica só serve para as mulheres arranjarem sarilhos.


sinto-me: na esperança doutra razão


Entre nós são vários os exemplos que a música nos deu já de carreiras que apenas conheceram o grande sucesso uma única vez. Seja como foi o caso de Ermelinda Duarte, em 1975, com Somos Livres, na verdade o único disco que a cantora alguma vez editou.

Para quem não perceba porque devemos alegrar-nos, reparai no pimba-PREC com que nós outros crescemos (obrigada, Joana):

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sinto-me: distraída da dor de dentes


 

 

A acompanhar pela leitura de "O fogo que arde sem se ver" de Miguel Esteves Cardoso, que recuperei, há pouco mais de um mês, no 5 dias.

 

(FIA, se não der muito trabalho troca o imeem pelo lifelogger, plize)



Shyznogud às 10:10
editado por FuckItAll às 15:40
juntar-se ao pagode ver o deboche (1)