Domingo, 17.08.08


sinto-me: queimadiño


 

Impressão minha ou há por aí gente com uns graus de exigência muito estranhos? Atentem na conversa desta caixa de comentários. (polémica[s] descoberta[s] através do Filinto Melo)




Buga ouvir o pastorinho à conversa com o Rodrigo Moita de Deus no Rádio Clube daqui a 5 minutos.




Dinis, vossa mercê não tem endereço mail visível no blog por isso vai ter que ser assim.

Hoje, ao abrir o Público e ler a coluna do provedor, a vontade de partilhar este pedaço de prosa foi imediata:

 

«João Sousa André alerta para uma permanente dor de cabeça da imprensa: como transliterar nomes originalmente escritos noutros alfabetos. "Por altura da morte de Aleksander Soljenitsine, reparei que ao longo de diversos meios de comunicação social se iam multiplicando as formas de escrita, no alfabeto latino, do nome do antigo escritor russo", observa. "Desde a repetição da grafia anglo-saxónica (Solzhenitsyn) até uma grafia portuguesa que poderia ou não ter o 'e' no fim do nome [o PÚBLICO tem escrito 'Alexandre Soljenitsin']. Sendo o alfabeto russo cirílico e com uma base mais fonética do que o latino/português, fica a dúvida se não deveria haver uma forma mais uniformizada de escrever aqueles nomes."
O russo nem será o caso mais complicado: "Uma questão semelhante é a que sucede quando se escreve o nome de Radovan Karad\u017Eic. A forma que utilizei é a correcta para escrever o nome, usando a versão latina do alfabeto servo-croata. Esta questão não é menor, uma vez que os alfabetos servo-croatas (tanto a versão latina como a cirílica) são eminentemente fonéticos, com cada símbolo a ter apenas uma correspondência fonética (...). Neste caso, o nome, a ser escrito de forma foneticamente mais próxima do original mas no alfabeto português, deveria surgir semelhante a 'Radovan Karadjitch'. Como se vê, o som é completamente diferente [o PÚBLICO tem escrito 'Radovan Karadzic']. Da mesma forma que não me agrada ver os nomes portugueses a serem mudados no estrangeiro (o til em 'Durão Barroso' é frequentemente omitido, por exemplo), também gosto que os nomes estrangeiros sejam correctamente escritos. Apesar de isto ser frequentemente pacífico em muitos casos, pergunto se existe alguma convenção definida para os restantes. (...) Um nome deve ser pronunciado correctamente por quem lê uma notícia na televisão ou na rádio, mas também por quem a lê num jornal. E, caso se opte por não se transcrever o nome de forma fonética (causaria problemas com nomes mais simples, como os ango-saxónicos ou francófonos), o ideal seria utilizar a simbologia original para os escrever, sempre que possível. Claro que isto não seria o caso de alfabetos exclusivamente cirílicos, mas aí já temos os exemplos russos, que podem ser seguidos."
Não existe em Portugal nenhuma convenção que os jornais sigam a este respeito. Mas o provedor recomenda que, nas transliterações, o jornal consagre para cada nome a forma foneticamente mais aproximada em português, e não siga a mera grafia usada na imprensa anglo-saxónica, que é o que mais se pratica (tal como antes se seguia a francófona).».

 

Ou seja, confirma-se aquilo que assumi noutro dia: a minha preguiça fez-me tomar a opção mais discutível no dia da morte do autor das gulaguices. Mais acrescento que me parece ser de utilidade indiscutível a existência de uma norma portuguesa unificada.




Se não estiverem de férias, nem na praia, nem em limpezas (argh!),ou seja, se estiverem a preparar-se para um domingo tradicional, de molenguice em frente à tv, deixo um repto: a efeméride que marcará a próxima semana é uma boa desculpa para se ver (ou rever) este filme.




A quem sairá ele? Algo me diz que tem irmãs mais velhas, muito sensatas também, que foram importantíssimas na sua educação ;-)

 

"Quando João Pires observa as traquinices dos seus três filhos juntamente com a trupe de vizinhos no quintal de sua casa em Évora recorda-se dos tempos em que ele e os vizinhos de Benfica, em Lisboa, se reuniam para brincar. Sem medo dos joelhos invariavelmente esfolados, de uma ou outra cabeça partida, de eventuais raptores e de todo um mundo de perigos que, tanto aos seus olhos como aos dos pais, eram tidos em conta mas relativizados. Volta e meia vai ao café e deixa-os entregues à inesgotável imaginação e energia da infância. Tem, no entanto, a noção de que no seu núcleo de amigos, poucos serão os que proporcionam aos filhos tamanha liberdade. "Que é, do meu ponto de vista, a melhor forma de lhes dar defesas", explica o geográfo de 37 anos. "Só experenciando os perigos, devidamente calculados, é que os miúdos aprendem realmente a proteger-se", afirma convicto.

 

in Gingko, nº6, pp. 73/74




Ao contrário deste aqui nós vamos muito bem...

 

Ah, a desculpa era só para lembrar que o 'Cão' foi muito melhor.

...o clip é que não vale uma farinheira.


música: Punk Moda Funk - Ornatos Violeta


 

Para os alfacinhas de gema. Alguém adivinha em que local da cidade está este pitoresco dístico?




Depois de ainda não ter conseguido sintonizar o tal canal de que o senhor fala, aquele da debocharia, das partes íntimas das atletas e tal, dou-lhe razão noutra coisa de que ele muito bem fala:

 

Tanta merda com o desporto mas é só pançudos a mandar postas de pescada dos sofás, perninhas branquinhas e de peúgas e alpercatas a emborcar favas fritas (o que até denota bom gosto, as favas, claro!). Mais uma versão do "Falam, falam mas não os vejo a fazer nada!".

 

Podemos rir ou indignarmo-nos com algumas desculpas que os nossos atletas (então e os outros que também já vieram para casa?) dão ao nosso bom povo, mas temos de ter em mente as coisas que fazem parte do desporto, uma delas perder. Ou não ganhar, porque quem é que meteu na cabeça que que um atleta que anda a correr 100m em 10,10s vai ganhar qualquer coisa quando precisaria de fazer 9,69s, recorde do mundo e olímpico, para o ouro?

 

Em cima de isto tudo, se juntarmos o resto do conteúdo da saída dum senhor pensador, mete nojo. Mas ao que chegámos?

 

"Vá lá que este humildemente pediu desculpas e agradeceu as ajudas que teve do comité olímpico português, isto é, do governo português via impostos dos portugueses, mas que não conseguiu. Valha-nos essa atitude digna e não comum para quem foi empregado da construção civil." Daqui (bold meu)

 

PS: Esta merda mete medo, o conjunto... mas ainda bem que o meu avô não viu o anúncio (à primeira vista pensei que era para Mérida). Aqui há uns tempos estava numa de me levar numa excursão sénior para Santiago. A oferta, porém, era melhor, acho que davam um presunto e uma lata de 1kg de atum, nada mau.

 

 

*Ah! Se não se lembram de quem é o senhor.