Segunda-feira, 04.08.08

Vão ao Rue89 ver o artigo sobre a morte de Solzhenitsyn. Os videos lá apresentados são verdadeiros, e muito interessantes,  exercícios de memória.




Começa hoje mais um Andanças, o festival para onde costuma emigrar a minha descendência (este ano só lá está meia, vou espreitando aqui para ver se a vislumbro e mato algumas das saudades de que, irremediavelmente, vou padecer daqui a uns dias).

 

 




Helder Guégués, num post sobre uma campanha publicitária italiana, conta-nos uma pequena história deliciosa "(...) Marlon Brando, a uma pergunta de um questionário dos serviços de incorporação militar sobre a que raça pertencia, respondeu «humana». Quanto à cor, escreveu: «Sazonal — de branco-ostra a bege» (Seasonal—oyster white to beige) (Brando mas Pouco, Darwin Porter, tradução de Maria Eduarda Colares e revisão minha, acabado de publicar pela Pedra da Lua Edições, p. 373."




A Joana, aqui e aqui, ao trazer, neste período pré-olímpico, imagens e referências dos Jogos Olímpicos de 36 "obrigou-me" a viajar até à Leni Riefenstahl e, por arrasto, a relembrar (de novo) um post do Rui Bebiano que terminava assim "Nestes dias de humanização de gente sinistra à custa de muita maquilhagem e de bastantes falhas da memória, parece-me bem que alguém como Bach, um antigo vice-presidente da United Artists, afirme com todas as letras, e procure prová-lo, que Leni «era uma cabra». Pelo menos, para que se não continue a dizer que era apenas uma esteta levemente distraída.".

O Google Video tem à disposição o Olympia da cabra, se o quiserem espreitar aqui o deixo.




Por muito masoquista que isto possa parecer (snif, só daqui a duas semanas é que se justificaria) este SST tornou-se obrigatório a partir do momento em que escolhi (e fui forçada a publicitar a minha escolha) esta forma de dar os parabéns ao João Galamba.




 

Aleksandr Solzhenitsyn é um dos nomes incontornáveis da memória individual, mas não só, de todos quantos viveram -  e tiveram dela consciência - a guerra fria. Era muito menina (uns 13/14 anos, credo) quando li o Arquipélado de Gulag (editado pelo Círculo de Leitores se não estou em erro) e nunca mais voltei a pegar em nada escrito por ele, por isso mesmo  não o consigo avaliar como escritor mas essa avaliação é irrelevante porque mais importante que os seus talentos de escriba foi, sem dúvida, o ter sido eleito como uma espécie de ícone anti-comunista. De uma forma evidente (que alguns considerarão ingénua... opiniões) era, para muitos, um símbolo de liberdade. Morreu ontem...

 

P.S. adendado - A ler (meeeesmo!) o que Luís Januário escreve, na Natureza do Mal,  sobre Solzhenitsyn