Domingo, 31.08.08

 

Depois de uma pausa estival os Caminhos da Memória regressam em força esta noite e prometem muitos e bons posts.




O Mouro encanta-nos e faz-nos viajar com os seus postais e eu, nogud que sou, venho descarregar fel. Que porra, não há uma %$/#%/ de uma oficina aberta na zona de Albufeira ao domingo?? A porcaria da correia do alternador ou o raio que o parta fez-me ficar presa por estas bandas até amanhã e, pior, faltar ao aniversário da minha mãe :-(.




"Esta é a mãe de todas as tempestades", a "tempestade do século", a "pior tempestade que se possa imaginar", disse o "mayor" de Nova Orleães ao povo. E, finalmente, a suprema frase tranquilizadora: "Devem estar apavorados, devem estar preocupados, e devem pôr-se a andar de Nova Orleães imediatamente". Aqui está um autarca sem medo das palavras.




 

Comecemos por um rosé, para aperitivo. A mais recente inovação dos criativos vinícolas portugueses, depois do "Sexy", do "Amo-te" e do "Rica Pinga", é isto que V. Exªs têm acima: o "Ping'amor". "Complete esta paixão", diz a caixa, o que traduzido para português quer dizer "leva lá a porra da caixa, ó caralho". Penso que também há nas versões branco e tinto. Mas o rosé, oh o rosé...

Pelo que vejo aqui, parece que, afinal, não é novidade nenhuma, foi lançado por ocasião do S. Valentim do ano passado. Estou, portanto, um bocadinho atrasado. Who cares?

Reparei, aliás, que este Verão foi pródigo em vinhos rosé. Os portugueses desabituam-se de produzir e beber vinho e preferem coisas leves, frescas e pouco alcoólicas, tudo light, tudo jovem, tudo ligeiro, tudo rosado. O Célebre Mateus deixa sucessores. Este é apenas mais um do extenso rol que já contaminou adegas alentejanas. Da Casa Agrícola Paciência, algures em Alpiarça. O mote, que se pode ler no rótulo, diz que "o amor é assim... sabe bem e não pesa no estômago". Porra, pensei eu ao ler isto, no estômago? posso pensar em meia dúzia de sítios onde possa pesar, agora no estômago nunca me lembrei, de facto. Mas pronto, quando se trata de vender palhete em pleno Verão, vale tudo.




Sábado, 30.08.08

 

(quero ver se tens coragem para me dizer que isto não é muito bom - atenção à letra!)


sinto-me: americana


                                                  

Quando soaram as badaladas da meia-noite na torre do Palazzo Vecchio anunciando a chegada do fatídico dia dos meus anos, eu estava ali na Piazza della Signoria, trincando um coraçãozinho de chocolate comprado na Rivoire da esquina. A cidade escaldava ainda de um dia abrasador. Faziam quase trinta graus àquela hora, e eu tive inveja do David, do Neptuno, e dos outros seres em pelo que ali estão cinzelados e expostos.

Levei na bagagem para Florença um livro de David Leavitt. Como E. M. Forster, que escreveu o livro mais icónico passado em Florença, Leavitt é homossexual, e só por isso já se compreendia o seu fascínio pelo ambiente sensual da cidade em geral, e pela Signoria em particular. Ele diz que aquela praça não é para mulheres. Faz sentido. Ali se juntam, eternizados na pedra e singularmente irmanados, a misoginia e os fantasmas homoeróticos. A ostensiva nudez masculina "calcifica a fanfarronice sexual". As figuras femininas ou são as Sabinas violadas ou Judite cortando a cabeça a Holoferne. Acrescento eu: toda aquela exuberante genitália à solta é demasiado explícita para os meandros do desejo feminino, que me perdoem as campeãs e os campeões (pareço um político a falar) da indiferenciação dos géneros. Mas um homossexual masculino é geralmente mais terra-a-terra nos seus impulsos e  vai, digamos, mais direito ao assunto.
Ali, o termo "arte erótica" nunca pareceu tão redundante. Toda aquela arte é erótica, e lá no fundo deve haver pouca gente insensível à sugestão carnal do David, de corpo tão perfeito e ao mesmo tempo tão desproporcionado (a cabeça enorme é de um adolescente, mas as mãos, também enormes?). Não caem parentes na lama por confessar tais sensações perante a mais bela estátua do mundo – pelo menos, perante o original que está na Academia, se não se quiser pecar por uma simples cópia.
No geral, Florença é uma Meca gay, passe a cacofonia escatológica. Mas ela até vem a propósito para lembrar que não cheira especialmente bem, ao contrário de qualquer ideário romântico. Há ruas que cheiram a esgoto e a lodos do Arno. O que também faz sentido, porque é como se algo nos quisesse lembrar que toda aquela beleza é de fabrico humano, e que a vida tem um lado podre. Quem quiser perfumes no ar, que saia da cidade e vá para as colinas (mas lá iremos). Florença, a bela, foi construída sobre planícies pantanosas onde ainda não há muito se morria de paludismo, conquistada às lamas e aos miasmas à custa de drenagens persistentes e dinheiro dos Médici, que não pagava só políticos e artistas.

A uns metros de mim, os turistas caminham sobre um medalhão de bronze incrustado no solo da Piazza, ignorando geralmente o que ele representa. Assinala o local exacto em que Girolamo Savonarola, o franciscano que ali acendera a fogueira das vaidades florentinas, foi ele próprio levado à fogueira em 1498. Erguera-se contra a imoralidade, a sensualidade, a devassidão renascentista da cidade. Queimou livros, quadros, estátuas e cosméticos. Mas a cidade cansou-se, e queimou ela própria o fradalhão, atirando as suas cinzas ao Arno sob o Pontevecchio.

Há quem lhe chame justiça poética. Quanto a mim, podia ficar agora aqui o resto da vida a encadear metáforas sobre a morte e a vida, o bem e o mal, a beleza e a podridão. Mas, felizmente, não me apetece.



 

 




                                                                                             

                                                  Quarto com vista para a cidade

 

Este Verão mudei de década de vida, e achei que Florença era um bom sítio para celebrar tal mutação etária com a mulher da minh'alma. Nunca lá tinha ido.

Já andei por sítios que não lembram ao diabo. A uns não gostei de ir, mas gosto de ter ido. Florença era daqueles a que eu gostei de não ter ido antes, e que tinha guardado como uma garrafa de vinho, alimentando-me do gozo que teria ao bebê-la. Há poucas coisas mais invejáveis do que os olhos de um neófito.

Ir a uma cidade onde se concentra um quinto de todos os tesouros artísticos do mundo, e onde a cada esquina se tropeça com um, é como ir a um banquete. Acabamos por perder o apetite e não comer nem um décimo das coisas que gostaríamos. Estar num sítio é deixar de estar noutro, e nem uma vida inteira chegaria para ver tudo. Stendhal chegou aqui e, perante o estendal de arte (não resisti a esta…) ia-lhe dando uma coisinha má, tipificando uma síndrome que até já está cientificamente estudada. Convenhamos que é uma doença chiquérrima: "Querida, o médico proibiu-me Van Goghs, Ticianos e tudo quanto seja impressionista. Agora só posso ver umas coisinhas abstractas, uma aguarelas inglesas e um pré-rafaelita de vez em quando. Rubens, por exemplo, nem pensar, dá-me logo palpitações."

Como no resto do país, muitos dos tesouros de Florença estão ocasionalmente escondidos por andaimes e tapumes. Manter tudo aquilo em bom estado é um trabalho de Sísifo, e quando se acabou de recuperar tudo, há que começar de novo. A Itália é um estaleiro permanente. Felizmente que neste momento só as traseiras da catedral estão a ser limpas. Desembocando do Borgo S. Lorenzo, vindo dos lados do mercado, topei com a incomparável fachada do Duomo a brilhar e soltei um grito da alma: “Caralhos me fodam, que coisa mailinda.” Não sou o Stendhal.

Quando Deus distribuiu a beleza pela Terra, grande parte foi parar a Itália. Se esta desaparecesse, o mundo ficava muito mais feio e triste. E não falo só da arte – falo da terra, das pessoas e do que elas continuam a fazer no dia a dia. A empregada do tasco põe-nos à frente uma choruda bisteca fiorentina e abre as mãos em adoração: “Guardi comme é bella!”. Só neste país é que uma costeleta é servida com a reverência prestada às obras-primas.

 




Sexta-feira, 29.08.08

Tanto se tem falado na chegada à cinquentena de Madonna que até ficaria mal não referir que esta criatura também está a entrar na mesma década (aliás, e como foi aqui referido antes, talvez até faça mais sentido "homenageá-lo" a ele).

 

O João Lopes recordou(-me) este clip no DN de hoje (ou ontem?), tecnicamente revolucionário para a época, daí esta escolha do dia.


Michael Jackson - Black Or White
Enviado por hushhush112



... esse foi um tiro ao lado, caro Carlos Pinto ;-).

 

A prova? Aqui está ela, é requentada mas também se aplica (além disso estou de férias e com uma ligação de trampa, não dá para mais que post-its).




Reparai como se liga, num passe de mágica, a droga e os cidadãos estrangeiros à "onda de crimes violentos" (vou começar a gritar se continuo a ouvir esta frase).




Acordo com um ouvido tapado. A coisa incomoda-me. O que se faz para desentupir um ouvido numa vilória do norte da Galiza, a 600 km de casa? Vou à procura de um posto de saúde mai-la mulher da minh'alma. Lá está ele, moderno e arejado. Digo ao que venho, mas esqueci-me do cartão de saúde português no hotel. Vale a pena ir buscá-lo? "Claro, hay convenio. A xente trata, eles despois se entenden." Mas não hay problema, venho cá trazê-lo mais tarde, mesmo que não me conheçam de lado nenhum. Falem-me da burocracia espanhola.
A médica é jovial: "Portugueses? Como vieram aqui parar tão longe?" Até parece que estamos na Ossétia do Norte, mas pronto.  Espreita-me para o ouvido e diz que tenho uma inflamação. Mede-me tensão, vê-me a temperatura, pergunta-me por alergias. Quer saber se respiro bem. Começo a recear que me interne. Receita-me uns pingos e, de caminho, até mete na receita uma pomada para a mulher da minh'alma, que tem uma ferida no pé e, à portuguesa, aproveita para se queixar.

Inflamado ou não, o ouvido continua entupido, dias depois, no Porto. A coisa incomoda-me mesmo. O que se faz para desentupir um ouvido numa manhã de sábado, em Agosto, a 300 km de casa? Vai-se finalmente às urgências do Hospital de Sto António. Com sorte, não irei tirar a vez a alguém com problemas mais prementes. Parece que não – o ambiente está calmo.
Triagem rápida, pulseira verde para os casos menos urgentes. Espera curta: "Vá por ali até ao serviço de Otorrino." Corredores vazios, um segurança que indica: "Toque ali à campainha." É uma e meia da tarde.
Um funcionário de bata azul abre-me a porta com ar mal disposto e mal pago. Sem sequer olhar para mim nem para o papel que humildemente lhe estendo, rosna: "Nem à hora do almoço as pessoas deixam de vir..."

Sou atendido depois de meia hora de expiação num gabinete vazio e silencioso como uma cela de monges capuchinhos. Há dias em que me sinto a mais no meu país.




Quinta-feira, 28.08.08

100?! Andam a ver se escangalham isto...

 

ADENDA: Fui daqueles que apelaram à criação de um blog para acabar com a torrente disparatada de emails atafulhavam as inboxes de muito boa gente. O resultado está à vista, agrada. Estou agora quase pronto para vos mandar criar um chat, quem sabe no que dará...

 

ADENDA 2: Melhor! Aqui vai e já: http://www.chatzy.com/231527589198


sinto-me:


Depois nós é que somos anti-clericais... esta até a mim me faz impressão.




Quarta-feira, 27.08.08

Eu também gosto muito do Lobo Antunes, ainda há pouco tempo tive oportunidade de dizê-lo aqui. Mas vocês, que são pessoas cultas e viajadas, expliquem-me: quando se faz uma glosa, não é de bom tom identificar o mote?




(POST COLECTIVO)

 

"Entre nós são vários os exemplos que a música nos deu já de carreiras que apenas conheceram o grande sucesso uma única vez. Seja como foi o caso de Ermelinda Duarte, em 1975, com Somos Livres, na verdade o único disco que a cantora alguma vez editou."

Viva ... e os outros - na praia, em ... ou na cidade. Já agora, segue em anexo o mp3 da gaivota se quiseres juntar ao post no WAT. Aqui o object do lilelogger, basta fazer copy/paste. Bjs um grande bem-haja, envio eu, infelizmente, da cidade. Beijos! Obrigadíssima!, o computador que uso no trabalho tem tantas restrições que às vezes se torna difícil fazer seja o que for com ficheiros aqui, dá mesmo jeito esta papinha feita. Beijos outra vez. Outro aqui da horripilante vila de .... A resposta, juntando o ... que foi vergonhasamente esquecido pela ...:não estava a esquecê-lo, estava a ostracizá-lo. Tadinho, ..., e é teu camarada e tudo e tudo camarada de lobby? Vamos arrastar o ... e o ... à Festa do Avante? Se conseguirem isso, TAMBÉM VOU!!! olha... não era mal visto. Este ano já fui a um concerto dos skins. Só dou dinheiro a bandidos uma vez por ano. qual concerto? Os nazis têm música fixe, essa é que é essa. Lá aonde? O PC trouxe cá os skins???? Também não te iria obrigar a comer farturas na barraquinha das FARC, caraças... Pode ser que alguém leve lá a Ingrid. se algum dos meninos for ofereço-lhe uma gravura da barraquinha dos camaradas da coreia do norte. são um mimo que fica bem em qualquer casa de alguém pertencente à beautiful people. Eu só irei na companhia de comunistas filiados...., enviar cartão por scanner please... farturas não digo, mas empañadas... Vamos a isto. Vai ser divertido. Já lá estive como jornalista e gostei. Temos de levar umas cadeirinhas para nos sentarmos. Ao menos finge que vais sofrer um pouco, pá... Mas afinal quando é a Festa do Avante? A sério: é já este fim de semana? Eu falhei a marcha com o ... de camisa cor de rosa, MAS NESTA VISTO-ME DE VERMELHO DOS PÉS À CABEÇA! Ou ela própria pode aproveitar para fazer o que faz melhor: aparecer. Aparecer para visitar os amigos. Francamente, a Coreia do Norte deprime-me bastante mais que as FARC. Além dos tais objectos serem, como dizer... histrionicamente orientais. É ao mesmo tempo uma depressão política e estética. Então e ninguém fala da barraca da China? Até devem vir alguns medalhados de Pequim! Ouvi dizer que não existem. posso levar o que tenho, mas se quisessem fazer um abaixo-assinado no sentido do Partido me enviar um actualizado, era um favor que me faziam. Acho que mudo de morada mais vezes do que eles emitem cartões. Logo vi. Não há como pessoas de direita para gostar da Festa (reparem que estou a usar as maiúsculas todas como deve ser). Tirando o mê ..., que a única vez que lá foi teve um ataque de claustrofobia vermelha, segundo conta. Serve um antigo desde que seja posterior à queda do muro de Berlim. dias 5, 6 e 7 -para a semana, portanto (oh ..., toda a gente sabe que é no primeiro fim-de-semana de Setembro). Eu gosto muito de ir no primeiro dia, mas tenho deveres de groupie no dia 5. só me inscrevi pós-muro e pós-URSS, em 1991, portanto essa parte está garantida. vejam esta pérola. Parece o Louça no debate com o Portas. Estes fascistas são todos iguais Esta tropa fandanga virou verdadeiro polvo: até agora, era só ... com o ... (já lá fomos todos, não?), mas com o .... na ... vai ser um regabofe (nada a ver com o blogue do mesmo nome, claro). Filho da puta, que nojo.Já hoje me irritei com o assunto ao ler o artigo do meu colega ... no ..., que assina aquela merda como médico psiquiatra. Coitadinho do tê .... Bute lá fazer a minha desfloração da coisa, nunca lá fui. que tristeza esta minha irmã, nunca ter ido à Festa (viste como aprendo depressa, ...?) é triste. às vezes também preferia nunca lá ter ido, ou pelo menos nunca lá ter acampado, que é como quem diz, nunca ter visto as latrinas do parque exterior, com a matéria fecal a bordejar o topo e eu a pensar quem terá sido o herói/inconsciente a utilizá-las pela última vez. Sim, nunca ter tido uma EP para a Festa é muito triste, camarada ...; se continuas assim sugiro a tua angariação para o Partido. Bem, não exageres, ok? se esta gente vai toda à festa do adiante vai ser uma verdadeira primavera de pragas Acho que vou fazer uma OPA sobre esta quadrilha para ..., tipo meta-.... Que tal? Primeira contribuição: reportagem sobre a quinta da atalaia... Não está mal pensado, .... E tu, altuça, diz-me, quantas vezes tiveste que esvaziar a tripa nas condiçóes supra descritas, hum? Bela ideia, ... Assustador. Belo post, sim senhora. Um bocadinho à ... - na desordenação de ideias, ou seja, no melhor dos sentidos. Quem é que publica? Eu acho que é coisa para o ... que bem precisa. Faço uma versão sem nomes. estamos quase a mudar o nome daquilo para .... mas na reentre talvez haja melhoras. Como grand finale adianto que nunca lá esvaziei a tripa porque não sou tonta ao ponto de por lá já ter acampado das vezes q lá bati com os costados, Calma. A paralisação do ... é um exercício de estilo. Em Agosto não há alergias. A água salgada trata de tudo. aquilo era a tese; a tua resposta foi antitética. Sintetizando, julgo que esta piada morreu. história oral, gosto muito - diz a antropóloga. stream of unconscience, muito bom, post já - pago para ver reacções. vejo que permanece a Ingrid, a Ermelinda, o Louçã, o Portas e eu. Vou ali dar um tiro na cabeça e já volto. Quando à bloga, então não sou só eu que acho que isto anda horrível? Ora porquê? estás em tão boa companhia, minha santinha... Eu não me importo de actualizar com os últimos e rever os nomes: tiro o da ... (Loução, Portas, etc. são para fica). Mas só se alguém garantir que publica. Eu não posso. Nos ..., expulsavam-me. no ..., teria acusação de Alzheimer garantida. Isto ficava a matar na parede do WAT. por mim, venga. Entretanto reparei, caros amigos e outros democratas, que estamos a ser injustos, quiçá racistas, ao esquecermo-nos da gloriosa delegação do MPLA, a vanguarda do povo angolano. ..., mas sai mesmo no WAT??? É que vai dar trabalho a alindar!!! Por mim, já. Co-bloggers, pode avançar este post psicanalítico?


sinto-me:

FuckItAll às 12:54
editado por Jonas às 13:20
juntar-se ao pagode ver o deboche (36)