Segunda-feira, 28.07.08

Não querendo mostrar (mas ainda assim fazendo-o) a minha faceta mais geek, ou "jik", como já ouvi dizer na minha nova "escolinha", aqui vai:

 

O meu primeiro contacto com a informática deu-se através de uma fabulosa máquina chamada Sinclair ZX Spectrum +2State of the art ou o caraças, de qualquer forma era comparado com o modelo anterior que, desgraçado, para além de metade da memória disponível ainda carecia de um leitor/gravador de cassetes separado.

Mas adiante... entusiasmado com o animal descobri que podia criar os meus próprios programas e até... jogos! Deitei mão a uns livritos e embora!

 

Vamos só acertar uns detalhes: a memória RAM (Random Access Memory) é de uma forma simplista a o "espaço" que um computador dispõe para armazenar as instruções todas de um determinado programa de forma a poder corrê-lo. Hoje em dia já é muitíssimo comum um laptop ter 2GB de RAM. O ZX Spectrum +2 pesava aproximadamente o mesmo que um pequeno laptop actual mas ainda precisava de um televisor para ter alguma utilidade, e tinha 128KB... Pausa:

 

byte = 8 bits (pode pensar-se no bit como uma "casinha de botão" que aceita apenas dois valores: 0 ou 1 - um dígito binário)

1KB (kilobyte) = 1024 bytes

1MB (megabyte) = 1024 KB

1GB (gigabyte) = 1024 MB

 

Um carácter simples num SMS, por exemplo, em princípio necessita de um byte para ser registado, estão a ver a ordem de grandezas? Um programa é feito disso mesmo, de uma forma simplista, caracteres que contêm as instruções para a execução daquilo que é suposto este fazer.

 

Num livrinho de um Richard G. Hurley chamado Aventuras Gráficas Para o Spectrum 48K (de 48KBs de RAM, um predecessor menos abastado em termos de memória do meu 128KB, mas cuja linguagem de programação era mais ou menos suportada), editado pela Presença em 86 do século passado, encontrei hoje, e não me perguntei porque abri sequer o espécimen, conselhos valiosos sobre o aproveitamento de recursos de memória. A dada altura:

 

"Um  problema muitas vezes observado quando se escrevem programas compridos (...) é a falta de memória (a chamada RAM) (...) particularmente porque qualquer valor numérico ocupa, pelo menos, 7 bytes.

 

(...) mas existem  diversas forma de economizar quando se trata de dados numéricos.

 

(...)

 

O valor 0 (zero) é um dos mais frequentemente usados em qualquer programa, e é possível poupar bastantes bytes (5 num total de 7) substituindo-o pela expressão NOT PI...

 

(...)

 

Pode também poupar-se memória reduzindo valores numéricos a cadeias (strings) (...) por exemplo, o valor numérico 12 por «VAL = "12"». A quantidade de memória assim poupada será de 3 bytes. (...) Nesta aventura [programa exemplificado], as técnicas citadas permitiram poupar aproximadamente 6KB (!)."

 

Terão presente o que são estes 6KB hoje? Nada! Mas há tão pouco tempo fariam diferença na possibilidade de passar horas e horas agarrado a uma treta de computador, que nem monitor tinha, era preciso chatear os velhos para usar o televisor da sala.

Estamos na era dos superlativos, enormidades!


sinto-me:


...estímulo?

 

How about "tinkling daisy's bell"?


 


É muito mau?




"O lobo é forte, viril e possante. No entanto come criancinhas ao lanche, uma espécie de comuna com jet lag. O sapo tira-me as moscas mas não me defende de dragões, vilões e outros que tais, e francamente é uma canseira fazer tudo sozinha enquanto o gajo coaxa em cima do nenúfar.

às tantas ia melhor servida com os 7 anões, que não apenas trabalham fora como se ocupam da lida da casa. Há a questão do tamanho, mas eu também não sou agirafada. Um harém de mineiros, agrada-me."

 

Pérola de sabedoria da Dona Ester (ou como se passa do Cenas para mineiros anões)




O preconceito anti-sodomia deve ser firmemente punido.




Que sou menina de estímulo fácil  é do conhecimento público, penso, por isso, que não será necessário explicar o porquê desta.




 

 



FuckItAll às 13:23
editado por Shyznogud às 19:05
juntar-se ao pagode ver o deboche (26)

 

Bibliografia recomendada: 

 

. De la Guerra - Karl von Clausewitz

. El Arte de La Guerra - Sun Tzu




Será que alguém que passe por aqui tem registo fotográfico da mais clássica frase de parede que se pode ver em Lisboa (e não só, sei que se encontra disseminada um pouco por todo o país)? Estou a falar do "Without truth you are the looser", escrita numa bela caligrafia cursiva. Se alguém tiver poderia partilhar comigo tal imagem? O endereço do womenage está ali acima, no cabeçalho. Obrigadinha desde já.




 

Desde há alguns dia que iniciei uma política de genocídio sobre a população Diptera. Mas não uma díptera qualquer, que eu sou selectivo. Só me interessam as da família muscidae. Musca domestica, pronto. São essas. Umas putas. Mato a sangue-frio todas as que encontro, sobretudo na minha cozinha. E, de preferência, com dor. Não as julgo, não as prendo, não lhes concedo benefício da dúvida, misericórdia ou piedade. Uma fúria assassina ancestral, visceral, animal, invade-me de cada vez que vejo uma daquelas endemoninhadas a zumbir de volta do queijo fresco ou a pairar por cima das torradas. Há dias, duas delas confraternizavam num bailado torpe por cima de um bolo de chocolate. Não sei se seriam as mesmas que, horas depois, copulavam como alimárias num discreto recanto da bancada.

As minhas acções defensivas não têm obtido o sucesso esperado. Mas hoje iniciei uma nova campanha de terror. Não sou naturalmente cruel, mas guerra é guerra. O que se vê acima é a porta do meu frigorífico e o ponto preto é um cadáver propositadamente mutilado e exposto para servir de exemplo às que esvoaçam por ali. Para que a vejam e que se arrepiem, e que saibam que igual sorte as espera se não se retirarem rapidamente. E que contem às companheiras de que entrámos numa espiral de violência sem retorno. As mortas, essas, decidi deixá-las varridas a um canto, para que contemplem as suas próprias casualties of war. Se não surtir efeito, já decidi o próximo passo: ir buscar o pacotinho de alfinetes, decapitar todas as que encontrar e empalar as cabeças nos ditos, numa espécie de via appia, desde o micro-ondas até à porta. Isto há-de gelar-lhes as asas. Não posso fraquejar nem mostrar hesitação. O que está em jogo é demasiado alto. A História absolver-me-á.