Quinta-feira, 17.07.08

Eu, pelo menos, sinto-me informada.

 

(shyza, tens aí o sound pearl que se impõe?)




A vizinha do lado ainda é mais requintadamente cabra que o nosso cavalheiro doméstico ( é verdade que pulha o conhecemos mas cedo se percebeu que era publicidade enganosa), reparem só na forma sádica como descreve a coisa.




Acabei de vir de vacações. Niguém sabe o que é uma vacação? É aquele período em que uma pessoa bovina. Eu bovinei uns diazinhos. Mas cheguei mais cansado do que fui. Mas isso agora não interessa nada, como diria a Teresa. O sítio onde estive era giro. E meti gasóleo mais barato em Espanha e tudo. Coisa de que, aliás, me arrependo. Na véspera da partida lá fui eu passar a ponte de Santo António para ir à BP de Ayamonte. Estava um mar de portugas na fila, tudo e a regressar pela mesma via. Depois percebi porquê. Se a diferença no diesel era menor, na gasolina era considerável: 1,270 € vs. 1,533 €. O pobre do funcionário (que ali controlam tudo, não vão os portugas encher e pirar-se) só dizia "cartao o dinhero? cartao o dinhero?". E quando a gente respondia "cartão", ele gritava, para o companheiro que estava na caixa, o número da bomba. "Sieeeeeete!".

A passagem de regresso à pátria é muito engraçada. Os limites de velocidade em Espanha são para levar a sério e os portugueses levam a sério tudo o que é estrangeiro. Portanto, vinha um cortejo de carros de matrícula lusitana muito bem comportados, todos a 70 km/h a fazer a via mais as rotundas mais a ponte. Mas assim que se passava a placa azul com estrelinha a dizer "Portugal", pimba!, era vê-los a acelerar.

Quando cá cheguei vi muita gente a falar de uma tal quinta da fonte, que só percebi o que era quando já o assunto estava morno. Mas convenci-me de vez de que não era ao lado da quinta do lago.

O regresso foi auspicioso. Aconteceu-me uma inédita. Fui a uma caixa multibanco, pedi 100 € e a máquina deu-me 120. Verdade. Ainda pensei que fosse o banco a distribuir dividendos pelos lucros de 2007. Mas não, foi engano mesmo. Agradeci-lhe sinceramente e fiquei sem saber muito bem se, como e a quem deveria reportar a anomalia. Mas que me senti recompensado pelas tropelias dos bancos, lá isso fiquei.