Quarta-feira, 09.07.08



...e disto:


... e eu vou.

 

*Adenda: Não é amanhã, é já hoje. E agora é que percebi que o clip dos RATM está censurado, que gente! Falta obviamente um 'fuck' aqui, um 'fucking' ali e tal...


sinto-me: Festivaleiro


(roubado aqui)




Será que alguém me pode explicar esta notícia (a parte que está a bold)?

 

Portugal está entre os países da UE onde as crianças mais consomem frutas e legumes, mas em simultâneo figura entre os que têm mais miúdos obesos. Bela Franchine, da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto, que coordenou a participação portuguesa no projecto Pro--Children, explica a contradição por erros de abordagem. Por exemplo, o indicador utilizado foi o índice de massa corporal, calculado com base na relação peso/altura e não terá sido tido em conta que as crianças portuguesas são mais baixas. A investigadora revelou que em Outubro será lançado um novo projecto europeu - Pro-Green --, no âmbito do qual será distribuída fruta em alguma escolas. Terá uma vigência de dois anos e deverá ser só aplicado no Porto. (Público, p.18)

 

Tenho a ligeira sensação que o jornalista se esqueceu de alguns elementos mas posso estar enganada. Sendo o IMC uma relação directa entre o peso e a altura não (me) faz sentido nenhum que o facto das crianças portuguesas serem as mais baixas interfira, de alguma forma, no resultado final. Se calhar o que estava em causa eram comparações de percentis de IMC por idade, não? É que aí já o factor altura desequilibra resultados... ainda não há um mês fui confrontada com a tristeza de um pré-adolescente que, perante a tal curva de percentis do IMC avaliada na escola,  e que achou que "Índice de massa corporal" era "índice de massa muscular" (e muscular no seu "viril" cérebro deve ter alguma ressonância simbólica), me chegou a casa cabisbaixo porque "ó mãe, sou mais fraquinho que uma criança de 3 anos".

 

É picuinhice minha, eu sei, mas não gosto muito de ter a sensação de estar a ler notícias deturpadas.

 

Falando em notícias deturpadas - e este caso é bem mais grave - não fui a única que reparou na absoluta falta de honestidade do Público de segunda (já vai chegando a altura do Público ostentar um banner na capa a dizer "Pelo Fim da Escola Pública", não?) ao tratar o resultado dos exames do secundário. A Sofia Loureiro dos Santos também reparou e, em vez de se deixar dominar pela preguiça, escreveu um post sobre o assunto. A Ler! (A escola portuguesa tem tanto por onde pegar que não é necessário tratar de forma tendenciosa a realidade para a criticar, bolas).