Sábado, 05.07.08



Os meus abandonam-me no tapete.




Durante as primeiras duas décadas e meia da minha vida era famosa pela capacidade (ímpar, ou melhor, só batida pelo meu irmão) de dormir horas a fio. Para terem uma ideia da coisa no 1º ano de faculdade, ou seja, quando já não tinha 6 anos, faltava a imensas aulas de Teoria das Fontes às 13 h porque ainda estava profundamente adormecida (qualquer que fosse a hora a que me tivesse deitado)... Aos fins-de-semana nem imaginam a hora a que saltava da cama. Enquanto pôde a minha mãe ainda me (nos) tentou disciplinar a alvorada, ainda hoje me arrepio toda quando ouço o som de palmas ao acordar (memórias infernais: a minha mãe entrar no meu quarto "aplaudindo" e dizendo bem alto "Meeeeeninos, acooooordar"), com a conversa de que acordar cedo era saudável e era bom para o crescimento (ok, ok, estão a ver a coisa, certo?)... coitada, os argumentos dela foram muito rapidamente desmentidos na parte do crescimento porque a única filha que tem que não era dormedora-compulsiva quase parece anãzinha ao lado dos outros dois. Adiante... não era de memórias antigas que vinha falar mas da irritação que é deitar-me às 5 ou 6 da manhã e antes das 9 já estar de olho aberto pronta para um novo dia. É capaz de ser a mais desagradável das coisas que associo à maternidade, com ela o meu regime de sono alterou-se completamente e deixei de gozar as delícias do "esparramento" durante horas no vale dos lençóis. Grrr!