Sábado, 28.06.08

Vi há bocado a Shyza com uma cauda cor-de-rosa (juro pla saúde da minha filha!), acompanhada de várias pessoas de ar suspeito - incluindo uma com uma t-shirt da hello kitty. Tsc, tsc. O que me valeu foi ter apoio psiquiátrico in situ.

 

Por outro lado, provei a certas e determinadas pessoas que existo. E que existe também mais do que um bonequeiro gay. Enfim, foi uma tarde em cheio.




Quando tiver um enfisema pulmonar espero ficar a cantar assim.

 




Não fazia a menor ideia desta desigualdade relatada pelo Arcebispo de Cantuária, a saber que "se o Homem for beneficiário da ADSE, ao casar, a mulher adquire o direito de beneficiar da ADSE, mas!, se, como no meu caso, a Mulher for beneficiária da ADSE, o homem não tem esse direito (apenas os filhos)." e confesso-me paradoxalmente estupefacta mas não surpreendida (isto parece incoerente, não parece?). Estupefacta porque não fazia ideia que persistiam desigualdades tão óbvias consignadas na lei, não surpreendida porque é só mais uma situação que demonstra bem a forma como a mulher é - ainda- olhada. Não me interessam os ganhos secundários que a menorização feminina traz, causam-me antes uma certa(profunda) repulsa.

 

Adenda: o Pedro Delgado Alves fez-me respirar de alívio ao escrever, na caixa de comentários, o seguinte:

 

O facto descrito não corresponde à realidade: não há qualquer tratamento discriminatório de homens e mulheres. Os cônjuges ou unidos de facto, desde que preencham os requisitos da lei, têm direito a inscrição como beneficiários familiares.

Comprova-se aqui, por exemplo:

(e eu devia ter feito aquilo que gosto sempre de fazer e que costumo recomendar: ir às fontes. Deixei-me entorpecer pelo calor e pela preguiça o que, como é normal e previsível, deu asneira)