Quarta-feira, 25.06.08

...mas problemas de incontinência devem ser uma merda (ou uma mija, seria mais apropriado), daquelas maleitas mesmo humilhantes subtractoras de uma grande dose de autoconfiança. Até o finado Pacheco se queixava, "Eu não estou nada bem. Tenho muitas doenças, talvez umas vinte e três. Agora tenho uma merda chamada incontinência. Para um gajo é muito mau andar de fraldas."


A boa notícia é que já existe uma oferta generosa de soluções diferenciadas para cada caso. Sim, porque há grandes diferenças. Ora atente-se num inquérito do site de uma das marcas presentes no mercado:


De que tipo são as suas perdas?
a) Gota a gota constantemente
b) Algumas gotas quando tosse, ri, espirra ou carrega pesos
c) Grandes perdas (o correspondente a meio copo)
d) Quase todo o conteúdo da bexiga (mais do que um copo cheio)


Mais uma vez, não querendo fazer pouco de quem padece de tal moléstia, é muito bom poder solicitar amostras de artigos para estes problemas em nome de colegas nossos ou, ainda melhor, para os patrões... quando chega o pacote é daquele tipo de terrorismo saboroso.


Amostras gratuitas




De um mail recebido:

 

«ando há meses à procura duma campanha que esteve na rua por altura dos caratzaes do pnd. não sei se te lembras eram uns cartazes que diziam "obrigado" e depois um nome estrangeiro, tipo ucraniano, brasileiro etc. sabes quem promoveu essa campanha?»




Chamem-lhe altruísmo, espírito de caridade, ou o que quiserem para descrever o meu estado de espírito matinal. Ao abrir o Público esta manhã senti-me compelida a partilhar convosco pelo menos parte de uma maravilhosa crónica de Isilda Pegado. Fiquei sem palavras... logo elas que são tão importantes e elucidativas do que nos vai no íntimo. Gosto muito da frase que "avermelhei", é tão gira, tão fresca, "sei lá"...

 

 

Na lei actual, o património divide-se em partes iguais. Com a nova lei, a Ana tem direito a 1/6 do património e o Zé a 5/6

O Zé e Ana estão casados há 15 anos e têm dois filhos, ele é engenheiro e ela secretária. Ele, sabe-se lá porquê, ultimamente chega a casa bebe uns uísques e... bate na Ana. À terceira vez, a Ana apresentou queixa na GNR, para "ver se ele tem respeito a alguém". A Ana gosta do Zé e não se quer divorciar, apenas pediu ajuda para "esta fase má" do casamento.


Hoje, com a lei actual, a Ana não tem medo de apresentar queixa porque o casamento não é posto em causa por esse facto. Amanhã, com a nova lei do divórcio, o Zé com cópia da queixa apresentada na GNR pode divorciar-se (art. 1.781.º, al. d), nova versão). O Zé usa a sua própria violência para pôr fim ao casamento.


Acontece que a Ana ganha mil euros por mês, mas o marido aufere 5000 euros por mês. Sempre foi assim. Ele ganhava cinco vezes mais do que ela. É certo que ela orientava a casa, mas ele também ajudava nas tarefas domésticas (como qualquer casal moderno...).

 

(...)

 

(podem ler o resto na página 42 da edição de hoje do Público)