Segunda-feira, 23.06.08

De volta a temas da masculinidade, mais um ponto de vista.

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O Bruno e o João Pinto e Castro obrigam uma referência ao Génesis (5:21-27)! E que venham mais 5.




Menos um a incomodar-vos.

 







Começa o Verão e começam, também, as festas populares por esse país fora caracterizadas por uma escolha musical de qualidade ímpar. Queria ter encontrado o "Cochicho da menina", snif, não o tendo conseguido fiquem com esta solução de recurso.

 

boomp3.com




Relembro, resumidamente, uma história de que falei há uns meses: tinha sido descoberta num miúdo a frequentar o 10º ano uma patologia reumática grave que o impedia de praticar desporto. Como tinha uma professora destituída de bom senso foi informado que a nota máxima com que poderia contar seria um 11. Tendo em conta que a nota de Educação Física tem o mesmo peso que outra qualquer quando se estabelece a média das notas de frequência e que, por isso, conta como as outras para o ingresso no ensino superior,  a situação chocou-me. Ontem vi-ne de novo confrontada com uma história que reforça cada vez mais a minha convicção de que a disciplina de Educação Física deveria ter um tratamento diferenciado. Uma miúda, aluna a todos os níveis excepcional, terminou o 12º ano com 20 a três das disciplinas, mais um 18 a Área de Projecto e... a professora de Educação Física atribui-lhe 12, o que muito provavelmente destruiria os seus planos de ingressar em Medicina. O Conselho de Turma resolveu intervir e, contrariando a decisão da professora de EF, decidiu que a nota final desta disciplina seria um 16.

Não quero menosprezar a importância do desporto no desenvolvimento pessoal, longe disso (Ah! E também não estou a defender as minhas crias. Aliás, tenho em casa uma excelente aluna  que é igualmente uma excelente desportista, com notas a EF ao mesmo nível das outras disciplinas), contudo parece-me evidente que atribuir o mesmo peso a uma disciplina em que as eventuais deficiências não conseguirão nunca ser ultrapassadas com esforço e trabalho (sejamos claros: há gente que por muito que se esforce jamais será boa naquilo, há "barreiras físicas" evidentes) é tremendamente injusto.  Se, ainda por cima, os conselhos de turma podem "assenhorear-se" da nota, porque diabo não se assume de uma vez que a situação devia ser alterada? E há formas fáceis de lidar com a situação: EF continuaria a necessitar "aprovação" para que os putos terminassem o ensino secundário mas teria apenas uma nota de carácter informativo/qualitativo (antes do 10º ano a situação manter-se-ia inalterada, aí não há fantasmas de falhanços no ingresso à universidade a pairarem).




Sabe bem ler, preto-no-branco, coisas que são óbvias mas que tendem a ficar esquecidas. Como estas, escritas por João Pedro Henriques no Glória Fácil:

 

"Convém dizer que nada há de mais cobarde na política do que a gestão do silêncio. Estar calado é fácil - basta estar calado. E é tão fácil como anti-democrático: não se expõem ideias, não se é sujeito a escrutínio, ninguém pode dizer se concorda ou discorda, porque ninguém sabe do que substantivamente discordar ou concordar."

 

Voltando às inflamações de Maria Teresa Horta, façam o favor de ir ler o "Sorrisos e turbantes" do Rui Bebiano.