Terça-feira, 17.06.08

Tenho que fazer tempo até acabar o jogo (by the way, apesar de gostar muito da Holanda quero que a Roménia ganhe para ver se as outras duas coisas azuladas se vão) porque ninguém me liga nenhuma cá em casa nestas alturas. Como ando, desde há horas, a ruminar vou ver se ponho mais alguém no meu estado e, como anunciei no título, volto à vaca fria, leia-se Manuela Ferreira Leite (ups, nada de conotações bovinas com a senhora). Parece que terá dito, no decorrer da conversa já referida em post anterior, que ser mulher é um "problema estatístico". Não sou muito flor de estufa por isso não costumo amofinar-me quando me chamam nomes mas prefiro percebê-los e não faço ideia do que é isso de ser um problema estatístico. Iluminações desejam-se!




Não querendo discutir o caso concreto (por desconhecimento), fica-me a dúvida: este é o mesmo PSD cujo executivo camarário, há não muitos anos, alugava a Praça da Figueira a um programa qualquer da TVI, coisinha animada, criando um suplício para passeantes e moradores das imediações (como era o meu caso à época)? O mesmo executivo que colocou altifalantes roufenhos a tocar bem alto más versões duma selecção eclética de música pop e portuguesa pela baixa lisboeta, imagino que com o fito de afastar os mesmos passeantes e moradores?

 

Pronto. Era só para saber. Se fizerem ideia avisem. Felizmente já não moro em Lisboa.


sinto-me: desterrada, graças a deus


Copiado na íntegra porque só assim fica compreensível este post de Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro (bold meu):

 

"Leio no Diário Económico declarações perfeitamente demagógicas de Manuela Ferreira Leite sobre o seu inexplicável silêncio durante a crise dos camionistas.A recém líder do PSD não soube o que dizer de útil na emergência, isso pareceu-me claro.Daí a procurar refúgio na sua condição de mulher e de avó já é demais e um péssimo sinal.Que estava em Londres com o neto e que «Não se deve esperar que as mulheres só pensem na política 24 horas por dia».Mau serviço à política e às mulheres."

 

Já agora acrescento o comentário que me mereceu tal notícia (que escrevi num post do João Galamba):

 

"(...)estereótipo e banalidade por estereótipo e banalidade quase dá vontade de retorquir uma de duas coisas:
. Mas as mulheres pensam?
ou
. Mas eles não pensam SÓ em sexo?

A indigência de tal afirmação não merece réplicas que ultrapassem o nível rasteiro."

 

 




Depois de uma longa ausência, e por motivos de actualidade, o dr. maybe volta à nossa companhia com mais uma das suas já tradicionais Conversas Sodomitas (para terem acesso a todas é seguir este link).

 

Conversas sodomitas XII - Lança lança



Tenho andado meses em contenção. Penso no assunto, escrevo algo mas logo o pudor (sim, existe em mim como em qualquer outra pessoa) me impede de continuar.  Bom, sei hoje que todo este meu pudor era infundado, que um largo espectro (lembram-se ainda que eu não uso as palavras em vão?) da população tem acesso a informações do mais complexo e que mesmo a ideia mais despudorada é hoje em dia familiar à maioria das pessoas.


Assim que desponta o calor do verão, as andorinhas a voar, enfim toda esta sensação corporal que a Primavera e o Verão trazem, animam as hostes e eis que Patrícia Lança, cara colega de tanto saber e paixões comuns, antecipa-se e lança a saison deste ano.
Fisting, punho, mão. Uma paixão em comum, tantas vezes escondida (sobretudo no caso de estar inserida na totalidade) e que afinal de repente e pela mão, salvo seja, de PL aparece escarrapachada na bloga do pais inteiro.
Ao contrario do que  Luis Rainha diz, o fisting não é o castigo destinado aos sodomitas.É na verdade uma técnica avançada e não é um acaso que no fresco do Juízo final de Miguel Ângelo o senhor que recebe o punho é mais velho. Ou seja é na verdade o céu na terra para qualquer sodomita que o experimente. Mais; é também das práticas de penetração mais seguras em termos de transmissão de hiv – considerando que não há pequenos cortes e/ou cutículas infectadas nos dedos do(a) penetrador (podem ser detectados pela passagem de álcool na mão). No entanto é regra aceite que o uso de luvas cirúrgicas é preferível.
Evidentemente que esta técnica avançada, e com tantos aficionados, requer uma preparação. Uma lavagem anal em profundidade é fundamental para evitar a presença de fezes, e em parte ajuda ao relaxamento dos músculos do esfíncter anal. Depois há as questões morfológicas – algumas pessoas pura e simplesmente não têm a capacidade de dilatação requerida. Na maioria das tentativas frustradas a questão é a de sempre: it's all in the mind, se bem que alguns aditivos químicos como a aspirina, buscopan, lidocaína, poppers e outros menos legais podem influenciar o sucesso da inserção de uma mão num anus.
Os eleitos que com perseverança conseguem a proeza, experienciam um prazer extremo produzido sobretudo pela sensibilidade só conseguida pelas paredes finas do nosso interior e pela proximidade de outros órgãos do aparelho sexual.
Por fim e porque uma imagem vale mil palavras, deixo aqui um exemplo daquilo que o Luís Rainha pensa ser a cena do Juízo Final de Miguel Ângelo apontada no seu post. Ora vejam e percebam as diferenças:

 

 

 


Casino Royale Highlight (Bond Gets Tortured)
Uploaded by NakedBrotha2007

 

vosso
dr maybe


p.s.: oportunamente revelarei imagens de fisting quando dedicar uma crónica a bukkake

 




"I do not agree with the installation of a US military base on Czech Republic territory, as part of their NMD (National Missile Defense) project. The implementation of this project is increasing international tensions, generating a new arms race and is the first step towards the militarization and control of space. Since more than two thirds of the Czech population are against this project, I think it is only fair that the Czech people have the right to decide on such an important question by means of a referendum."

 

NoStarWars


... mesmo quem não tem idade para possuir uma "recordação vívida desses momentos".




O PUV está hoje a tomar o país de assalto. 70 iniciativas de protesto contra o aumento dos combustíveis. É apitar, minha gente. Mesmo que seja uma forma detestável de poluição, que incomoda os outros automobilistas e transeuntes com uma barulheira infernal. Mesmo que seja uma forma de protesto, no presente caso, absolutamente preguiçosa, porque nem é preciso sair do carro, basta pressionar o botão e sempre se descarregam as neuras, as frustrações e os aborrecimentos do dia-a-dia. O efeito deverá ser nulo, pois os senhores da política e da GALP têm certamente gabinetes com vidro duplo. Mas sempre se enchem as manchetes e os jornalistas adoram directos destes. Curiosamente, os sectores da sociedade mais empobrecidos da sociedade, os estratos mais fragilizados que irão pagar os aumentos dos preços dos combustíveis na factura dos bens essenciais, esses não têm carro, com ou sem buzina. E nestas coisas, como se viu no triste episódio dos camionistas, na semana passada, a regra mantém-se: quem leva com as contas a doer só pode protestar com o seu silêncio.