Terça-feira, 03.06.08



"Não percebo porque é que toda a gente anda para aí a dizer que os 38% de votos que Manuela Ferreira Leite obteve nas eleições para líder do PSD são curtos, senão mesmo "insuficientes". Curtos? Insuficientes? A mim parece--me extraordinário que 17 342 pessoas tenham decidido votar na mais contrariada das candidatas contrariadas desde que os gregos inventaram a democracia. Se tivermos em conta a falta de empenho da senhora na campanha, a falta de jeito nos debates e o cultivo até ao extremo da pose que-chatice-estava-eu-aqui-tão-sossegada-a-ver-a-novela-e-agora-tenho-de-ir-mandar-no-PSD, Manuela Ferreira Leite saiu-se muitíssimo bem. E se no futuro as suas filhas deixarem de lhe dar netos em plena campanha eleitoral, talvez ela consiga realmente interessar-se pelo País e fazer dele a sua prioridade.(...)"




No mês em que decorrerá o Congresso Feminista faz sentido recuperar/relembrar alguns documentos clássicos. Como este A Vindication of the Rights of Woman de Mary Wollstonecraft

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Não consigo estar nada de acordo com o que o Daniel de Oliveira escreveu aqui.
Não me pareça que esta decisão judicial macule de alguma forma a luta pela igualdade entre homens e mulheres, nem que tenha a ver com multiculturalismos nem com o diabo a sete. Se calhar é porque só consigo olhar para o casamento como um contrato entre duas partes iguais que me parece ser perfeitamente razoável declarar a nulidade do mesmo se uma delas foi deliberadamente enganada aquando da sua realização. O facto de a virgindade ser irrelevante para mim não quer dizer que o seja para toda a gente, as simple as that

 

(em stereo)




Olha, pois é, dois anitos de blog. Eu continuo sem princípios a declarar. Além de que os teus me servem bem.




Continuo a gostar e continua a fazer sentido recordar este poema da Luísa Ducla Soares neste blog, agora que passaram dois anos da sua criação (claro que nos esquecemos de assinalar a data certa):

 

Ser um rapaz com juízo?
Ah, isso não é preciso!

É tão bom ser diabrete,
pintar de verde o tapete.
É tão bom ser um mauzão,
deitar pimenta no pão.
É tão bom ser um pirata,
puxar o rabo da gata.
É tão bom ser um traquinas,
despentear as meninas.
É tão bom ser um travesso,
vestir tudo do avesso.
É tão bom ser um marau,
pôr no lixo o bacalhau.
É tão bom ser desastrado,
cair no lago calçado.
É tão bom ser malandrão,
roer os ossos do cão.
É tão bom ser um maroto,
pôr no prato um gafanhoto.
Tão bom ser insuportável,
pisar um senhor notável.
Ser sempre inconveniente,
ao careca dar um pente.
É tão bom ser mau, mau, mau,
Soltar na aula um lacrau.(...)




Porque o senhor Cenas Obscenas é que é o capitão de todos os piratas. Muito obrigada, coisinho.


sinto-me: eternamente grata