Quinta-feira, 29.05.08

Esta manhã alguém me falou de um programa da Antena 3 (que me era completamente desconhecido porque nunca tenho o rádio sintonizado em tal estação), "A Hora do Sexo" de seu nome. Curiosa como sou fui espreitar e à primeira audição fiquei... hum, fascinada com a capacidade/facilidade que alguns têm para padronizar comportamentos. Ora ouçam lá.

 

 




...'bora discutir educação sexual outra vez?


sinto-me: irritante


Esta merece sair da caixa de comentários:

 

«Como dizia a Bjork numa entrevista há uns anos (em resposta à pergunta "porque engravidou tão nova?"), quando vives num sítio onde não podes pôr o nariz fora de casa grande parte do tempo, só te resta fazer música, embebedares-te ou fazer sexo. Estes senhores escolheram as duas primeiras opções, claramente.

Mas estou a falar a sério, vocês dão-se conta da quantidade absurda de bandas que há nos países verdadeiramente frios? Querem que eles façam o quê, que vão até à praia? Ora quando tens mais gente a fazer uma coisa tens mais gente a fazê-la mal, é um corolário lógico.»

 

(comentário da Fuckit a este clip)

 

(acabo de emendar o nome de Bjorg para Bjork - faço sempre este erro mas tiveram a bondade de me alertar - FuckIt)



Shyznogud às 10:35
editado por FuckItAll às 22:29
juntar-se ao pagode ver o deboche (12)

A Helena dá as explicações necessárias sobre este filme e faz a pergunta que, efectivamente, se impõe, "Quantos anos demorará até acharmos que este filme é uma banalidade sem substância para um monumento destes?".




Eu e a Fuckit temos leituras de jornais diferentes pela manhã. Isso não obsta, claro, a que na maior parte das vezes não deparemos com as mesmas notícias. Num dos artigos do Público de hoje sobre a criatura de que ela falou abaixo estava este conjundo de palavras que achei divinais porque, entre outras coisas, descrevem a relação perfeita... ou não?:

 

«O Presidente dos Estados Unidos terá uma notável capacidade para se "auto-convencer e acreditar no que lhe der mais jeito para servir as suas necessidades no momento". Já os principais conselheiros e dirigentes que o rodeiam gozam de uma extraordinária capacidade para lhe fornecer essas explicações, considera o antigo porta-voz.» (p.16)




Mas quem é este sujeito, vindo donde vem, para armar em arrependido e nos vir anunciar o que nós já sabemos? É preciso ter lata.




Não é grande coisa, mas é melhor que nada, suponho...


sinto-me: insone


Os países nórdicos são um exemplo, não são? Toda a gente dá bitaites sobre o que deveríamos fazer como os suecos, os finlandeses e os dinamarqueses, não dá? Somos uns verdinhos de inveja com os índices, as taxas e os indicadores escandinavos, não somos? Pois está na hora de deixar de suspirar e começar a agir. Mas uma acção realista. Não vamos começar pelos índices de escolaridade, emprego ou nível de vida. Principiemos por algo mais conforme às nossas potencialidades. Pela música, por exemplo. Pelos videoclips. Eis um desafio finlandês ao nível do potencial luso. A qualidade musical, o arrojo visual, a excelência poética, a mestria coreográfica. Logo que consigamos superar isto, podemos dar o passo seguinte e atacar a inflação, o desemprego e a crise da Segurança Social. Mas aviso já que não vai ser fácil. Ora vejam lá se não tenho razão.