Segunda-feira, 26.05.08

Deixei de roer as unhas há duas semanas, depois de várias décadas de vício. Not kidding. Não precisei de ajuda psiquiátrica nem de medicamentos nem de acupunctura. Aliás, nem sei bem porque deixei de fazê-lo. Simplesmente deixei. Agora procuro alguém que me indique o endereço da ARA,  Associação de Roedores Anónimos, para evitar recaídas. Mas confesso que é um problema. Um alcoólico pode viver longe do álcool. Um junkie pode viver longe, bem longe das drogas. Mas como é que eu consigo viver longe das minhas unhas? É um risco de recaída permanente. Quando olho para elas, quando as clico, quando as corto (coisa chata, aliás, e de que pareço um puto de 8 anos, porque nunca o tinha feito).

Para já, concentro-me nas vantagens: deixei de ter dedos de esfomeado, exibo-as orgulhosamente quando é preciso abrir qualquer coisa e, mais importante, já não faço figuras de raivoso, com os dentes, quando é preciso abrir um DVD novo.


sinto-me: limpo e desintoxicado


REUTERS/Morteza Nikoubazl (IRAN)

 

 

Que foto horrível do PM...

 

Hein?!

 

Não! É o Luís Miguel Cintra.

 

Espera! Aquilo é bandeira do Hamas?!