Quinta-feira, 15.05.08

Mesmo os católicos devem concordar que é urgente acabar com as famílias naquele país; senão, tratam elas disso.

 

Entrando nos detalhes:

1. Isto é que é fugir para a frente, para poupá-los à vergonha chacina-os.

2. Acho lindo que se diga que ele "não mostrou emoção" como prova de que terá sido uma coisa muito consciente e especialmente malvada. Quando não se mostra emoção ao declarar que se acabou de matar toda a família, isso não é uma boa evidência de loucura?


sinto-me: perplexa


Quando a culpa não é dos comunistas ou do lobby gay, são as drogas (eu, sempre eu, é o que é). As drogas servem de justificação para tudo neste nosso mundinho. Acham que não? Read and laugh:

 

"Josef Fritzl, 73, teve sete filhos da própria filha, Elizabeth, sendo que um morreu pouco depois do nascimento. Com a mulher legítima, Rosemarie, teve outros sete.

Fritzl encarcerou a própria filha na cave da sua casa, onde a violou repetidamente. Em sua defesa, o pai incestuoso afirmou que não «conseguia controlar» o impulso de ter relações com Elizabeth e que a prendeu apenas «para afastá-la das drogas»"


sinto-me: encantada


Onde há armas, há sempre uma flor para lhes tapar os canos.

afghan poppies

 

 

(estás satisfeito, pequenino?)

 




Depois de alguns anos em que virei, ostensivamente, as costas à televisão, retomei o hábito de ter serões televisivos há uns 3 ou 4 anos (isto quando não adormeco profundamente no sofá, o que é cada vez mais frequente, acrescente-se), mas alterei a minha relação com a maquineta: quase só vejo séries (e a oferta é, neste momento e como todos reconhecerão, grande). Este hábito afasta-me quase completamente dos canais nacionais e poupa-me, ao que consta, a patéticos espectáculos televisivos como o que terá acontecido ontem. Repare-se no que dizem quer o Rui Bebiano, quer o Chuckie Egg sobre o especial Maio/68 de ontem na RTP1 apresentado por Júlio Isidro (esta escolha, só por si, já diz muito).

 

Uns excertos dos dois folclores (inspiração comum ;-))

 

Garanto que se tivesse metade da idade que tenho, não tivesse lido os livros que li e apenas passasse os olhos pelo inenarrável programa revisteiro sobre o «Maio de 68» que Júlio Isidro (com um casaco à Bob Geldorf) está a apresentar na RTP-1, ficava com uma tal aversão ao dito «Maio» que nem pintado o poderia ver.

 

Rui Bebiano

 

Ontem ainda tentei mas não consegui. Agarrei no computador mas nem duas linhas saíram. O "especial" Maio de 68 na RTP foi um nojo. E se pensam que a palavra nojo é escusada e exagerada, penso que podem ver uma repetição do programa ou até na net, absolver-me-ão.(...)a perspectiva de abordagem é sempre a mesma, um mês lá longe, onde se escreviam coisas giras nas paredes, onde houve alguns "excessos" (prontamente clarificados por uma das presentes como "o sentimento de massas que se sobrepoe à liberdade individual"), que foi tudo muito engraçado e onde a alegria imperava, embora todos saibamos que coisas dessas não podem durar muito, a realidade há de voltar.

 

Chuckie Egg

 

Apetitoso, berdá?

 

Ah! Internacional Situacionemos, Chuckie. Começo eu , disponibilizando algumas leituras que, directa ou indirectamente, estão ligadas à IS (em Francês, mas ninguém morre por isso. Além do mais, estas celebreções de Maio de 68 têm, ao menos, o mérito de ter abanado um bocadinho o meio editorial português. Ontem dei de caras com uma biografia do Guy Debord e com alguns escritos do Raoul Vaneigem traduzidos)... E como a preguiça tem sido muito minha amiga nos últimos tempos é ela que me vai servir de iniciadora:

 

. O clássico de Paul Lafargue, Le Droit à la Paresse.

 

. e o seu "émulo" Éloge de la Paresse Affiné, de Raoul Vaneigem.