Segunda-feira, 05.05.08
O Adolfo Mesquita Nunes aguçou-me o apetite para a leitura deste livro, Ain't Nobody's Business If You Do: The Absurdity of Consensual Crimes in Our Free Society. quer com a definição do autor, Peter McWilliams, de consensual crime ("Any activity – currently illegal – in which we, as adults, choose to participate that does not physically harm the person or property of a nonconsenting other.") quer com o título - perfeito! - que deu ao post, "Intimidade".



Não era giro se os mandassem "voltar para a terra deles"?


"A Assembleia da República (AR) recuou na proibição total de acesso a sites considerados abusivos - de pornografia, droga, agressão, jogo, violência e pirataria informática - e admite agora que a proibição seja levantada. Mas apenas em casos específicos: só para os deputados, por tempo limitado e "por necessidade decorrente do respectivo trabalho parlamentar(...)".

Repetindo-me, "Se excluirmos a pirataria informática (que tem - justa ou injustamente, não interessa para aqui - algumas questões legais associadas) , não consigo entender - e já tentei, oh se - este conceito de sites não recomendados. Porquê? Porque indiciam um uso lúdico de computadores de trabalho? Mas então o problema está no “lúdico” e isso faz com que um fórum de gastronomia ou bordados sejam tão pouco recomendável como um “Mature Pussy Porn” ou um “Big Dicks, Huge Cocks” não é?

Resumindo: se não me choca a proibição/limitação de acessos “lúdicos” durante o horário de trabalho, já me faz muita confusão a moralização dos mesmos.

Adenda: é importante realçar que não se está a falar de uma qualquer empresa ou instituição privada a quem reconheço (às vezes sou assim, uma querida) o direito de defender a(s) moral(ais) que quiser."




... é assim que o Nuno começa esta crónica falada.


E é essa frase que justifica o passeio até ao Centro Virtual Camões onde, para além de várias outras informações, temos acesso ao registo sonoro da diversidade do português (clicar na imagem).