Domingo, 16.03.08
Internet users in China were blocked from seeing YouTube.com on Sunday after dozens of videos about protests in Tibet appeared on the popular U.S. video Web site.(...)



Tinha que ser francês e falar em rosas.


É o que vou dizer amanhã de manhãzinha, quando entrar no café do costume. E aconselho todos a fazer o mesmo. (Ah! programa da passada quinta-feira)



A Joana Lopes foi uma das entrevistadas para recolha de testemunhos que constam do dossier que hoje se pode ler no Público sobre o que encontraram, e como se sentiram, pessoas que consultaram, na Torre do Tombo, o seu processo elaborado pela Pide. Também ela tem um "baú" de apoio ao Entre as Brumas para onde transcreveu os artigos do Público. A ler...

Num registo completamente diferente, e sem ter nada a ver com Estado Novo, também a ler é o "elogio da predação (ou que bela é a misoginia na boca de uma mulher", pela Manuel da Truta no Blue.



É uma notícia muito triste, lá se acabaram os instrutivos documentários do canal História.
sudário
sinto-me: desolada


Depois de ler o texto do projecto-lei, começo a achar que uma parte disto até podia fazer sentido, pelo menos como proposta a avaliar, se fosse apresentado como uma lista de requisitos para obter uma certificação de qualidade oficial, com posteriores avaliações regulares. Depois quem fosse a locais sem certificação sabia ao que ia (podia haver um sistema de sinalização qualquer, I guess). Might be fair enough.


Graças à Shyza, podem ler o texto, está ali na estante.
sinto-me: conciliatória


Os 40 anos de muitos acontecimentos marcantes na história contemporânea vão-se suceder a uma velocidade vertiginosa. Alguns deles merecem bem ser recordados pelo seu lado infame, é o caso do que me traz aqui hoje, dia que marca a passagem de mais um aniversário do Massacre de My Lai. Podem ler uma descrição e análise dos acontecimentos num artigo da Time, escrito em finais de 1969, "The My Lai Massacre", ou, se prefrirem, aqui, "The My Lai Courts-Martial 1970" ("Two tragedies took place in 1968 in Viet Nam.  One was the massacre by United States soldiers of as many as 500 unarmed civilians-- old men, women, children-- in My Lai on the morning of March 16.  The other was the cover-up of that massacre.").
O YouTube, como seria de esperar, também pode servir de fonte de informação. Aí encontra-se o documentário, de 1989 produzido pela Yorkshire TV, "Four Hours in My Lai". Deixo-vos com a 1ª parte (o resto pode ser encontrado aqui)



Esperamos todos ansiosamente pelo resultado de mais uma campanha genial,  aguardando com a maior serenidade o projecto-lei que o governo quer fazer aprovar. Reza, no seu artigo sétimo, o seguinte: "São proibidas as seguintes aplicações de piercings: a) Na língua e no pavimento da cavidade oral; b) Na proximidade de vasos sanguíneos, de nervos e de músculos; c) Sobre quaisquer tipos de lesão cutânea prévia, sejam de natureza infecciosa ou tumoral; d) De prata e revestidos a ouro." O artº 14º diz que "é proibida a aplicação de piercings, de tatuagens e de maquilhagem permanente a não emancipados e a menores de 18 anos". (Credo, e eu sabia lá que tinha "pavimento" na minha boca?)
Bah!, dizemos a gente, não é? Pois é. Agora leia-se um pouco mais abaixo, nomeadamente no artigo 20º, que define as coimas. Para as proibições acima expostas, a multa vai "de € 2490 a € 3490 e de € 24940 a € 44890, consoante o infractor seja pessoa singular ou pessoa colectiva". Quem as aplica? Ora, a inevitável ASAE que, para além de ter que cheirar o peixe podre das lotas e fiscalizar os ratos dos restaurantes, é também agora uma polícia de costumes, passando a mandar abrir a boca a tudo o que é estudante e a inspeccionar se não há alfinetinhos perto de nervos ou músculos. Passar tudo a pente fino, vai ser o paraíso dos tarados. Aliás, gostava de saber que parte do corpo humano é que não tem vasos, nervos ou músculos. As unhas, talvez?
Fiquei curioso com as "pessoas singulares e colectivas". Se um fiscal apanha um puto de piercing na língua, apanha 2490 €. Se for uma turma inteira, pagam 24940 €?  Poderão escolher se querem  ser "individuais" ou "um colectivo"? Pensam em tudo, estes senhores.
Os efeitos podem ser devastadores, a vários níveis. Nem falo da cultura gótica. Fico-me por casos mais concretos. Por exemplo, nas artes. Portugal fica definitivamente impossibilitado de produzir certo tipo de obras-primas de cinema. Não estão a ver o que quero dizer, pois não? Então aqui vai:
Trudi: You know how they use that gun to pierce your ears? They don't use that when they pierce your nipples, do they?
Jody: Forget that gun. That gun goes against the entire idea behind piercing. All of my piercings, sixteen places on my body, all of them done with a needle. Five in each ear, one through the nipple on my left breast, one through my right nostril, one through my left eyebrow, one in my lip, one in my clit... and I wear a stud in my tongue.
Vincent: Excuse me, but I was just wondering... why do you wear a stud in your tongue?
Jody: It's a sex thing. It helps fellatio.
Lance: Don Vincenzo. Step into my office?

Ainda aproveitanto o factor piercing na língua, e falando ainda vagamente de, hrrrm!, cinema, pois, coiso, a pobre Heather Harmon, aka Heather Brooke, teria que encontrar outra forma de agradar ao coitado do Jim. Agora imaginem as quebras no tráfego na Net. Ainda não medi todo o impacto. Mas antevejo já todo um negócio de piercing clandestino e de casas da especialidade a abrir em Badajoz, contactáveis por telemóvel em anúncios amarelos nos jornais.