Quarta-feira, 05.03.08
que isto vai dar merda.


Já ontem tinha tido vontade de encaminhar gente para a caixa de comentários de um post da Jonasnuts porque era o exemplo perfeito da confusão que impera entre liberdade de expressão e irresponsabilidade/impunidade. A Jonas meteu, de novo, a mão na massa e disse o que há para dizer.



Fogo de grandes proporções na Serra de Sintra

 

Um incêndio de grandes proporções está a lavrar na Serra de Sintra junto à barragem do Rio da Mula, no Parque Natural Sintra-Cascais. O incêndio começou pelas 10:00 e está a ser combatido por 165 bombeiros, apoiados por 48 veículos.

 

( TSF, 11:16 / 05 de Março 08 )





Aqui, a acção explode num vórtice de voluptuosidade. Há um momento zen, como se pode verificar. Depois, a paixão carnal interplanetária é retomada. O final é comovente. Fiquei rendido. O Spielberg ainda tem muito que aprender com os manos Entinger.
Dificilmente conseguirei um Tesourinho que supere isto.



Hoje inauguro aqui uma nova rubrica. Já chega de comentar merdas dos jornais e da blogosfera. E começo por uma perolazinha. Se alguém quiser pormenores ou se tiver dúvidas sobre a veracidade do clip, pode consultar aqui.
É um belo filme, com excelentes interpretações, belo casting, espantosos efeitos especiais, magnífico guião e profissonal realização, da responsabilidade dos famosíssimos irmãos Entinger, Lidko e Siggi. Bem melhores do que os Coen, digo eu. E há um sentido místico-metafísico a que não é possível ficar indiferente. E, não posso esquecer, a apurada reconstituição dos costumes da época. Veja-se o diálogo entre os dois aristocratas e a subtil forma como o cavalheiro seduz a menina. Por fim, uma sensualidade extravasante. Quem não se sentirá rendido às pulposas formas e voz envolvente da protagonista, a soberba Silvia Squire?
Uma palavrinha final para a tradução. Do original germânico para legendas brasileiras para o resultado final em inglês.
Fica aqui a 1ª parte de uma pequena selecção das cenas mais tocantes desta magnífica obra da 7ª Arte. A 2ª, em verdadeiro crescendo de acção, irá já a seguir.
(FuckItAll, obrigado. Foste tu que me chamaste a atenção para isto, a long time ago. Nessa altura mandaste-me umas belas fotos e eu, finalmente, retribuo com o filme).



Mas que raio aconteceu à senhora? É o samba...

 

 

Clara Pinto Correia no Dança Comigo (esse belo programa).

 




Um dos meus blogs preferidos (na orweliana categoria dos "há uns ainda mais preferidos que outros") faz dois anos hoje. Não é (só) por isso que venho aqui falar dele hoje mas sim para chamar a atenção que, há poucos dias, o Rui Bebiano publicou mais um "episódio" da saga Outubro, como sempre de leitura muito aconselhável.



Começa assim o texto de Miguel Esteves Cardoso, hoje no Público, sobre o que odeia no jornal.

"Quando se fala na irritação de ficar com um pêlo púbico atravessado na garganta, é raro fazer-se  a justiça de contrabalançá-lo com o grande prazer do acto de amor que o causou. É íntima a ligação entre o exagero com que se exprime o incómodo e o silêncio em torno do afoito e da paixão que a tarefa exigiu.
E tanto vai dar ao mesmo que nós usamos o reque-reque das queixas como uma maneira engasgada de proclamar a sorte que tivemos. É como voltar a Portugal depois de ter passado o mês de Fevereiro a fazer surf na Austrália e, quando se pergunta como é que foi, responder que houve um dia que lhe entrou água para os ouvidos.
O pressuposto do sexo oral é, no meu caso, ainda mais importante porque me proibiram de falar dele. Ou de sequer esboçá-lo. Mais: pediram-me que virasse as costas à matriz cunilingue que seria o elogio deste jornal de que tanto gosto e me concentrasse apenas nas pequenas coisas que nele me irritam. Aqui vai, então, o meu relambório de pentelhos.
Espero que se veja que foram arrancados à força e que, se agora os tenho entredentes, foi só graças ao grande minete circundante. Diariamente renovado e tido nas palminhas desde o dia em que nasceu.
Mas atenção. Os pêlos púbicos que este jornal solta e que se me vão atravessando na goela não são todos minúsculos. Uns são tão compridos e pouco encaracolados que não se sabe de onde vieram. E - é preciso dizer - no caso de certos articulistas recorrentes, há tufos. São muito difíceis de remover. Mas vou tentar.
E, por fim, há a bola. Diante dessa, desisto já. É uma única, gigantesca, bola de pêlo, daquelas que levariam dez anos, oito gatos dos bosques da Noruega e cem quilómetros quadrados de alcatifa felpuda encharcada em sumo de carapau para produzir (...)"

(e mais não escrevo que estou farta de dar ao dedo porque o Público continua a não ter on-line o P2)