Domingo, 02.03.08

Os senhores do Lidl têm um humor do caralho. Foi o que concluí ao ver a engraçadíssima forma de angariar clientes e de dar as boas-vindas a quem entra numa loja, como se pode ver aqui. Num país de gente endividada, de trabalho precário, de recibos verdes omnipresentes, de banca esmifrante e toda-poderosa, fiquei muito bem-disposto com este rasgo de imaginação. De facto, provavelmente é esta a frota automóvel acessível aos felizes e bem pagos funcionários da multinacional alemã, famosa por ser mãos-largas. A ver pelo ar feliz e satisfeito que detecto na cara das meninas da caixa, quando lá vou.
Sugiro, já agora, uma uma casinha de bonecas com a legenda "estas são as casas mais acessíveis do mercado", talvez a divulgar junto dos jovens candidatos ao Porta 65, um pacote de biscoitos de cão com a sigla "esta é a alimentação mais barata do mercado", a colocar junto às escolas primárias das zonas mais carenciadas do país ou, hmmm deixa ver, um pacotinho de rebuçados do Dr. Bayard com a legenda "estes são os medicamentos mais económicos do mercado", a divulgar junto dos nossos idosos, nos centros de saúde.
Uns piadistas militantes, estes alemães.



...mas fica a dúvida: Falava de um cadáver, um cadáver num contentor, um travesti morto, um travesti morto num contentor ou simplesmente de um travesti?

 

"O meu colega apanhou um grande susto. Nunca tinha visto nada assim."

(colega do trabalhador que encontrou o corpo, daqui: http://jn.sapo.pt/2008/02/29/policia_e_tribunais/travesti_morto_encontrado_contentor_.html)

 




Estando distraída quando peguei no Público esta manhã senti-me, de repente, a entrar na Twilight Zone... não tinha reparado que, para celebrar a maioridade, o jornal tinha decidido acompanhar a sua edição do dia com a que era suposto ter sido a primeira, de 2 de Janeiro de 1990. "Liberdade, ano zero" era a manchete que fazia capa, acompanhada por fotografias da passagem de ano nas, e cito, "(...) zonas mais quentes do «Leste Europeu(...)".