Segunda-feira, 31.03.08
Odeio livros que não identificam a origem das citações. Estou-me a passar com Os Anos de Salazar, qualquer dia retiro o elogio que lhes fiz.





O New York Times tem on-line um pequeno filme onde se pode ver a última entrevista dada por Dith Pran (há poucas semanas), o nome que inevitavelmente associamos ao e aos Killing Fields.

(em stereo)



O João Bonifácio (ah! fui premonitória quando anunciei aqui o Sinusite Crónica) fez-me ter vontade de ouvir esta:




e, claro, levou-me a passear até aqui:




sinto-me: armado em Cenas


Domingo, 30.03.08
Desde ontem à noite que estou a revisitar a minha colecção pessoal de citações bíblicas (credo, está tão desorganizada, tenho que dar um jeito nela) e de sites onde elas abundam (é uma mania, eu sei, mas se o Heinlein pode transformar uma no título de um livro porque não poderei eu fazer colecção?). Há um em que sempre gostei de passar uns minutos. Ei-lo (ah! claro que convém sempre ter à mão um site da Bíblia meeesmo):




Dith Pran, a photojournalist for The New York Times whose gruesome ordeal in the killing fields of Cambodia was re-created in a 1984 movie that gave him an eminence he tenaciously used to press for his people’s rights, died in New Brunswick, N.J., on Sunday. He was 65 and lived in Woodbridge, N.J.

Dith Pran é o nome que me surge de cada vez que penso ou ouço falar do terror dos Khmers Vermelhos. Et oui, o cinema americano é poderoso a criar imagens mentais.



Tem sido muito interessante (leia-se, deprimente e assustador) seguir a caixa de comentários do "Chafurdar no Medo" no Arrastão. Abstenho-me de comentar grande parte das coisas que li, acabei de tomar o pequeno-almoço e a náusea podia provocar-me o vómito. Como reajo de forma estranha ao vómito (fico muito infeliz e choro que nem uma Madalena) prefiro proteger-me um pouco e referir apenas o profundo desconhecimento da Bíblia manifestado por inúmeros comentadores... ou será que quem afirma que no livro sagrado dos cristãos não existem mensagens violentas se limita, no fundo, a segui-lo à risca. Afinal lê-se no Provérbios 3:5 "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento." ou seja, "Dá férias à inteligência e ao discernimento. "

Sobre o "Fitna" leia-se também  "O caso do holandês rastejante" do Rui Bebiano.



"Il lui suffit de suggérer à une femme qu'elle est en train de revivre le plus bel orgasme de sa vie pour que celle-ci se mette à jouir."



Participants were asked to view a video on their computers, and to respond to questions regarding how they felt about what they saw. Below is the video that was tested. Press play to watch the video and the resultant curves.



Sexta-feira, 28.03.08

Ir ao Lidl e comprar isto. Chegar a casa e desistir da ideia de cortar o cabelo. Em vez disso, lavá-lo generosamente com o produto, inebriar-se com a fragrância vagamente semelhante a compota de framboesas e esperar o efeito sensual passion que a embalagem revela. Não vos digo nem vos conto.




Grande post, Miguel!



Confesso que andava com um certo pudor em postar isto, mas passou-me...

 

Em certa aula, após uma certa referência à balcanização ouve-se baixinho o comentário de alguém com o tom de quem acabou de realizar uma associação de ideias brilhante: "Deve ser por isso que chamam Balcãs àquilo."

 

 




... quando a reciclagem chega à pornografia.

Kid Does His War on Terror School Project using Porn (Clean) from Arman Noory on Vimeo.

I chose to make a video for my culminating task for senior-year (Canadian) Politics class was regarding the war on terror and whether or not it's effective/justified. I wanted to incite a variety of emotions in the viewer while still being educational and entertaining - so I took a porno from '81, remixed it into an an American-perspective War on Terror Porno Musical where the main character goes into trances at the subject of discussion and, gradually, the true nature of the porno begins to rise (especially the ending).



Dois textos directamente ligados ao assunto da moda.

Um do Miguel Vale de Almeida, a que sou tentada a chamar "Those were the days", que escreve a certa altura "São um queixume generalizado e meio desfocado pela perda de qualquer coisa que, quando se vai ver (e quantos destes críticos não têm a obrigação de o fazer, vindos da História?), é uma tradição que nunca existiu. E se existiu - essa tradição, essa autoridade natural, esse respeito, essa honra, essa disciplina - abrangeu apenas certos nichos (como os liceus das elites, que então não preferiam colégios privados…) ou exerceu-se à custa da liberdade (como no ensino primário - nunca o nome foi tão adequado…) do Estado Novo."

E outro do Lutz que descreve a relação irracional de muita gente com as "Ciências detestáveis".





O South Part passou a estar integralmente disponível on-line (e sem haver pirataria à mistura).