Quarta-feira, 27.02.08

MEXICO CITY (Reuters) - Mexico City, whose 20 million people produce enough sewage to fill an Olympic-sized swimming pool every minute, is fixing up its aging drainage system to avoid a pipe fracture that could flood entire neighborhoods, the subway and the airport with human waste.






(descarada e despudoradamente roubado ao Peão)



O meu filho mais novo contava-me que, em Área de Projecto, estão a ver uns filmes e a ler umas coisas sobre aquecimento global para se prepararem para um debate na próxima aula. Começamos a falar sobre o que é um debate, como se devem comportar as pessoas num debate, se se podem sugerir ou não soluções... chegados aqui ele diz-me "Podemos sugerir o uso de violência, não podemos, mãe?"... "aiii", pensei eu, mas lá lhe disse que dificilmente se poderia considerar a violência solução para o que quer que fosse (ser mãe também é, por vezes, pintar as coisas de rosa, sim), ao que ele replica "Ora, isso dizes tu, então não se fazem guerras por se achar que não há outras soluções? No ambiente também se pode achar isso". Ter um eco-terrorista-mirim em potência em casa não fazia parte das minhas expectativas, garanto-vos.



Mais um capítulo da saga do dr. maybe (o resto do folhetim pode ser acompanhado aqui).

Conversas Sodomitas X - Isto hoje é um pot-pourri

A propósito da questão "o que tu queres sei eu!" gostava de desenvolver o assunto do ponto de vista pragmático.  Ao se assumir o que se quer realmente, tudo é mais claro connosco e para os outros. "sim, é mesmo isso o que eu quero" será a resposta natural, com  continuação "... mas não contigo!". é mais ou menos o que acontece com o João César das Neves. Ele acha que na cabeça de muita gente não há senão sexo, e até é verdade, mas não é com ele.
É o que fizeram estes dois jovens? A partir de um imaginário próprio e da sub-cultura com que se identificam, desenvolveram códigos de demonstração de afecto diversos. Põe logo toda a gente a mão na cabeça e diz-se chocada, mas se pensarem bem, alguma vez na vida vos passou pela cabeça fazer algo na intimidade que eventualmente chocaria alguém, até mesmo o JCN. A diversidade sexual é tanta quanto é o número de pessoas no mundo. Apesar de nos identificarmos com os outros, na verdade a nossa identidade sexual é única. Como não pode ser dissociada da nossa própria identidade como um todo, ela é também única.  Porque é que não havemos de a exprimir em público?

Queria ainda sublinhar aqui os dez anos do viagra. Creio que se pode comparar o aparecimento da medicação para a disfunção eréctil com a pílula contraceptiva. Na verdade mais um  tabu foi superado, desta vez a fragilidade do sexo masculino, e um problema resolvido. Sejam quais forem os prós e os contras (começo a embirrar com esta expressão) a verdade é que veio para ficar e podemos todos hoje desfrutar do sexo com menos complexos, com outra segurança e sem nos preocuparmos com detalhes que não interessam para o momento.

(aqui um artigo mais completo)

dr.maybe



Porque não marcar a opção excelente em todas as alíneas? Afinal, os chefes excelentes fazem-se de subordinados assim.


Isto de se trabalhar numa empresa de distribuição tem que se lhe diga, é só aprender. Grandes ensinamentos! Ficamos decididamente a saber que quando uma questão é séria não se 'dizem coisas', mencionam-se:

 

"Eu «mencionei» ao cliente que ele tinha de efectuar o pagamento..." ; "Mas isso foi o que te «mencionei» ontem..."

 

Melhor, só mesmo no campo da metafísica, ficamos a saber que ter determinado artigo em stock não é uma coisa assim tão linear.

 

"Tens aí cinco unidades? Mas tens isso «fisicamente»?" ; "Olá colega, queria saber se o stock que tens deste artigo é «físico»." (é que ele há outras formas...)

 

ADENDA

Um comentário no Creolina puxou por mim, aqui vão mais duas:

 

"Esse material já foi «recepcionado»?"

 

Ou melhor - "É preciso «fazer uma solicitude» desse artigo."

 

ADENDA 2

Para rebentar - "Eu tinha «mencionado» ao colega que não sabia se o material pedido na «solicitude» x já tinha sido «recepcionado» «fisicamente»." - e olhem que tal conjugação não é assim tão rara ou improvável quanto parece.