Segunda-feira, 25.02.08
Depois de ouvido o ficheiro sonoro que o Cenas colocou abaixo percebe-se melhor o susto que, noutro dia, apanhei ao abrir o mail do womenage e dei com isto (minha nossa senhora, quem é que faz estes cartazes?!):



* xooo, seus tarados, não estou a pensar neste "Ai que susto" e sim numa canção infantil que começa assim "O coelho Alberto disse ao neto que é perigoso andar a passear, pois lá na selva há crocodilos e os coelhinhos são bom jantar"



Aqui vai um excerto d' "os dias do avesso" de 23 de Janeiro. Eduardo Sá e Isabel Stilwell a debitar bitaites sobre os homens. Mote: o anúncio do Sapo e o "o que tu queres sei eu". Gostei especialmente da "fantasia porca" e das "coisas feias que se passam na cabeça deles".




Depois de encher de roupa a máquina de lavar, no último passo, deparei-me com um caixote de detergente quase vazio. De tal forma que nem deu para encher completamente o doseador.

 

Enfim, a coisa não ia ficar por ali, podia sempre encher o resto do recipiente com detergente manual. Faz mais espuma mas era pouquinho e, para mais, reduzi a temperatura... e era mesmo pouquinho, que mal poderia daí vir ao mundo?

 

Pois bem, acho que daqui em diante vou começar a emitir bilhetes e a cobrar entradas sempre que fizer este número.


sinto-me: espumante



Já tinha visto referências a este história há uns dias no Quase em Português mas como tenho andado como o tempo, leia-se cinzenta, deixei passar. Hoje voltei a encontrá-la num blog francês, o Demonia Magazine, e não resisti mais. A coisa conta-se em poucas linhas, o casal que se vê na foto, estranho qb. de facto, foi impedido de entrar num autocarro porque o condutor do mesmo ficou chocado com o que viu. Tasha Maltby, a mulher da foto, tal como se lê no Demonia, "(...) est consciente de la bizarrerie de cette façon d’agir mais l’assume pleinement: «Cela peut paraître étrange mais nous rend tous les deux heureux. C’est ma culture et mon choix. Cela ne fait de mal à personne».". E eu acrescento... estamos em presença de dois adultos, certo? Vivem bem com as suas escolhas, certo também? Não entendo como é que alguém se pode indignar tanto como o autor deste texto (os comentários ao mesmo, que trazem a esta conversa o tema da luta pela defesa dos direitos das mulheres também me deixam de queixo caído, pensava eu que no centro dessas lutas estava o respeito devido a cada mulher em fazer o que bem entende com o seu corpo, mas parece que ando enganada).  Live and let live continua a ser assim tão difícil de entender?

P.S. - Ao contrário do autor do indignado texto só esbracejo contra burkas impostas




 

Cerimónia de encerramento da fronteira de Wagah - Índia/Paquistão




Ao contrário do que é meu costume não me vou limitar a um excerto do texto que me apetece destacar e transcrevo-o todo:

O rabo de Simone

As vestais de Simone de Beauvoir protestaram porque o Nouvel Obs publicou uma foto dela nua (de costas). O rabo de Simone exibido na capa de uma revista «intelectual» seria a prova de que o machismo continua impante. E a «objectificação» significa obviamente menosprezo. Disparates. A exibição da nudez de Simone faz sentido no contexto da sua reivindicação da liberdade sexual. O nu não é obsceno e não tira dignidade a ninguém, especialmente tratando-se de um rabo vulgar de Lineu. É estranho que progressistas tenham reacções de puritanos. A nudez de Beauvoir faz sentido no contexto do seu combate, que passou em grande medida pela escolha dos seus prazeres. É duvidoso que a fotografia adiante alguma coisa, mas não é totalmente gratuita. Há quem pergunte porque não se expõe o rabo, digamos, de Levinas (supondo que foi fotografado); mas Levinas escreveu sobre temas talmúdicos, entre os quais não consta o rabo. No fundo, as vestais não aceitam que a «reivindicação do corpo» feita por Beauvoir leve à objectificação do corpo. Mas toda a libertação sexual é uma objectificação. O rabo de Simone parece insultuoso porque ecoa a frase javarda de Mauriac sobre O Segundo Sexo: «Maintenant, je sais tout sur le vagin de votre patronne». Mas quem quer ser adulto na discussão de vida sexual tem que ser adulto na tolerância à javardice.

Pedro Mexia no Estado Civil



* inevitável, bolas.


(Vídeo descoberto ontem à tarde no Peão)
Falta de educação e de sentido de estado são, afinal, sinónimos de frontalidade e virilidade (segundo Jean-Pierre Raffarin).
Ah! Esta tão viril criatura - aahh leão! -  também me serviu de mote para debicar instintos censórios lá na outra casa.
FuckIt Sound Comment

Shyznogud às 09:18
editado por FuckItAll às 13:06
juntar-se ao pagode ver o deboche (11)