Sexta-feira, 22.02.08

sinto-me: on a friday night


Vale a pena espreitar este slide-show sobre emigrantes portugueses, correspondente à exposição do fotógrafo Gérald Bloncourt actualmente em exibição. Além de serem umas belas fotos, vale sempre a pena lembrar alguns dos verdadeiros heróis lusos. E vem a propósito, quando começa a haver tantos portugueses esquecidos desta experiência tão nossa e demasiado prontos a olhar com maus olhos os imigrantes estrangeiros residentes em Portugal. Gente que migra é gente que se faz à vida e ao mundo. Quando se é de um país que sempre se fez e continua a fazer por esse mundo fora, era bom termos algum sentido de reciprocidade e recebermos bem o mundo quando é ele a vir ter connosco. 




... João, se o senhor John Whittingale limita a sua opinião a quadros ou é mais abrangente e a literatura clássica também tem o mesmo tratamento. Estava a pensar, por exemplo, neste livro

(carregando na imagem podem lê-lo na língua original)



E para o Miguel, também.

 

 

blitz


Para aqueles que estão, como eu, em Lisboa, já olharam pela janela? Vão lá olhar, que eu espero.

 

Olá outra vez. Viram bem? Agora leiam isto e, se são bons observadores, descubram as diferenças. Raios!, deixei em casa um alguidar cheio de roupa encharcada por pendurar à custa de ainda levar a sério o que leio. 

 

*embora também não tenha muito deste, estou com uma preguiça gigante

Bolas, falei cedo demais, terei que comer as minhas palavras ao lanche

 

eatingmywords


"Eu reclamo de muitas coisas, mas é porque gosto de reclamar; é por excesso de vitalidade, e não por anemia d'alma. Estenderei agora meu indicador solene e apontarei com desdém um defeito de muitos escritores, a falta daquilo que Chesterton chamava de "a fierce pleasure in things being themselves": meu Deus, algo simples, como gostar de que a praia seja praia e o céu céu. Tolstói sentia esse fierce pleasure aí, e não achava pouco artístico descrever isso: não me lembro de outro escritor que passasse tanto tempo descrevendo o prazer de estar dentro de um corpo jovem e saudável e forte, capaz de levantar pesos e cavalgar e dançar bem."






"Elas chamavam-lhe Milena. Elas, porque a militância feminista em Portugal tem sido um exclusivo das mulheres. Madalena Freire de Avelar Barbosa, o seu nome verdadeiro, mudou a sua vida, fez do activismo profissão e da igualdade a maior causa. Morreu ontem, a semanas de fazer 66 anos, com um cancro.". Começa assim o obituário de Madalena Barbosa que Sofia Branco escreve no Público de hoje (podem ler o resto no "baú" para onde o transcrevi).



Há uns meses atrás estava a morder-me de inveja do Zéd por ele já ter tido oportunidade de ver o Persepolis. Acho que este fim-de-semana vou ao cinema....