Segunda-feira, 18.02.08

Se tive um herói na adolescência foi este senhor, assassinado há 22 anos. Não me lembro da idade exacta que tinha (uns 12/13 anos) quando tirei de uma estante da casa dos meus pais um livro dele (e não me lembro do título, hei-de tentar dar com ele da próxima vez que rumar chez papa e mamã) mas ainda conservo bem fresca a profunda revolução mental que me provocaram as suas palavras. A minha aversão ao racismo foi racionalizada a partir daí e o despertar da minha costela feminista também lhe deve muito.
Como cerejinha no bolo, é dele uma das minhas citações preferidas: "Human beings will find a balanced situation when they do good things not because God says it, but because they feel like doing them."



DESCONTINUAR - O mesmo que "interromper" ou "suspender," mas muito mais giro e, sobretudo, inócuo. Suspender ou interromper algo é sempre chato, mas "descontinuá-lo" tem um ar muito mais legítimo, pois a palavra, ainda a cheirar a nova, está livre de toda a sujidade semântica das anteriores. Se aqui nesta choldra suspenderem ou interromperem a minha prestimosa participação, eu faço um berreiro do catrino. Mas se a "descontinuarem" já tenho que comer e calar.




Parque de estacionamento ao ar livre, na Junqueira, frente ao Centro de Congressos de Lisboa. Repare-se no dístico vermelho colado na máquina emissora de bilhetes. Proibido fumar? Deve ser porque o parque não tem sistemas de exaustão de ar.


... pergunta o inconsciente jovem ali em baixo. Pega lá o meu cenário às 8 da manhã em Sete Rios para te responder.


Aproveitando enquanto a luz não se vai de novo (depois de 3 horas sem electricidade agora vai e vem como lhe dá na bolha), tinha que homenagear - num dia como o de hoje e por motivos que não preciso explicar, certo? -  os Wet Wet Wet:



O que eu sei é que acordei sem gás para a minha purificação matinal... e como isso me traz recordações.
sinto-me: impuro, um eufemismo para...


Por causa de textos acriticamente aceites, isto fez-me lembrar (eu também tenho umas hiperligações fatelas cá nos miolos) o que aconteceu há uns anos no Brasil.
A "Folha de S. Paulo" conseguiu pôr a circular entre os deputados do Congresso, para recolher as assinaturas deles, um requerimento para que um determinado projecto de lei fosse levado a debate e votação. Não me lembro dos números, mas houve bastantes que assinaram.
No dia seguinte, a "Folha" escarrapachava o documento na primeira página. Lido com um mínimo de atenção, via-se que o projecto de lei tinha como consequência principal o regresso do Brasil à soberania portuguesa.