Segunda-feira, 11.02.08

Hoje é mesmo dia de efemérides. Depois de uma triste, uma alegre. Os 25 anos do Thriller. Para não cair na banalidade de colocar aqui o dito, escolhi duas homenagens. A primeira é mais séria e comercial e revela as maravilhas do CGI; o segundo mostra os segredos da improvisação hispano-asiática. Galhofa dupla, portanto. Ei-los. Enjoy. Eu enjoyei até enjoar. 

 

 

 




 

Foi há um ano. Um ano de infâmia e de desgraça. Apesar da sólida, firme e heróica campanha a favor da Vida (na qual humildemente participei em implacável denúncia, e quem duvidar que leia os meus posts dessa altura), os abortófilos venceram. Não se estava mesmo a ver as hecatombes que se seguiriam? A Maddie desapareceu, o desemprego aumentou, o Benfica perdeu o campeonato, o governo não caiu, o Menezes trepou, o Eurofestival escapou, o Jorge Gabriel regressou, o Santana Lopes subiu a líder de bancada e eu não ganhei o Euromilhões. Todos nós avisámos. Até houve uma senhora que disse, num assomo inspirador, "11 de Setembro, 11 de Março, 11 de Fevereiro, datas marcadas pela morte."

Passado um ano, digo-vos que está tudo mal mas podia estar pior. Ainda há esperança. Como diz o Dr. Cabral hoje no Público, "os esforços governamentais parecem não estar a atingir os seus objectivos: o número de abortos voluntários nos hospitais públicos encontra-se a pouco mais de metade das previsões oficiais". Ora nem mais. A infame campanha promovida pelo governo e defendida pelos seus cães de fila para aumentar exponencialmente o número de abortos, diminuir drasticamente as taxas de natalidade e, assim, criar as condições para abrir as portas para a imigração maciça de pretos e romenos falhou redondamente. O número de abortos ficou aquém das expectativas. Mas não desistirão. Começarão por oferecer pílulas abortivas às grávidas, nas consultas de planeamento familiar (essa coisa que só serve para a fornicação juvenil e para diminuir o número de bebés) e de aconselhamento pré-natal, para que as tomem logo que sintam enjôos pela manhã, depois hão-de oferecer apoios, tachos na administração pública e bolas autografadas pelo Cristiano Ronaldo às grávidas que abortarem, e, por fim, terá início a campanha Aborte e Vá de Férias Cá Dentro ou lá Fora, Tanto Faz, sob o lema "Quem Faz Um Aborto, Fá-lo Por Gosto". O slogan original, sei eu de fonte segura, era mesmo o "Quando Aborta uma Portuguesa, Abortam Logo Duas ou Três", mas depois foi retirado por causa da rima imperfeita. Ainda pensaram em "Abortam Logo a Ana e a Teresa" (para rimar com "portuguesa"), mas houve protestos por parte das Marias, das Júlias e das Filomenas abortistas que acharam discriminatório que só as Anas e as Teresas ficassem com os louros.

Adiante. Contra isto, só nos resta cerrar os dentes e lutar. Cerrar fileiras. Não ceder. Não seremos um país mestiço. Nunca seremos pretogueses. Vamos ter muitos filhos. E rezar. E pedir a ajuda do Espírito Santo para a concepção (não seria caso inédito). E para quem é céptico nestas questões de Fé, então vejam este video científico, que prova à saciedade a monstruosidade da Lei Abortófila.




Ide ler no Esgravatar uma triste história de censura óbvia a propósito deste  clip.

Amnistía Internacional: El Poder de tu Voz
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... e relembrar uma época em que um grupo de pessoas partilhou alegrias, "depressões", entusiasmos,  irritações, disparates, confissões, emoções... e intimidades.
Esta é para ti, Daniel...
* "militante" sou lá no outro lado.



É sempre com curiosidade que espreito a segunda página do P2. São muitas as vezes em que a "efeméride" relatada me desperta memórias, me incita a pesquisas, me faz recordar um livro, conversa ou, como neste caso, um filme.
O "Testa de Ferro" e em especial Zero Mostel vieram-me à cabeça (as usual) assim que, no sábado, o Público me recordou a triste (ó para mim a ser eufemística) data de 9 de Fevereiro de 1950 "Este cidadão americano nascido no Wisconsin em 1908, advogado de formação, não passava de um obscuro senador republicano quando, nesse dia 9 de Fevereiro de 1950, lembra o site This Day In History, fez um discurso inflamado, que viria a deixar feridas profundas na América. O seu nome - que viria também a dar-lhe a responsabilidade da criação de um substantivo - era Joseph Raymond McCarthy. O discurso ocorreu no Clube das Mulheres Republicanas na cidade de Wheeling, na Virgínia Ocidental, e McCarthy brandiu na mão um maço de papéis a sustentar a sua mensagem: "Tenho aqui uma lista de 205 nomes de membros do Partido Comunista e que, não obstante, estão ainda a trabalhar e a decidir a política do Departamento de Estado". Ainda que a mensagem não tivesse pegado logo, estava aberto o caminho para aquilo que ficou conhecido como a "caça às bruxas" (ou o tal substantivo: macartismo).Dois anos depois, McCarthy é reeleito senador e, em 1953, com o Partido Republicano em maioria no Senado, é-lhe atribuída a presidência de um comité para a investigação das actividades anti-americanas. O seu alvo principal - que, aliás, já vinha de trás - é a comunidade de Hollywood, onde muitos nomes do cinema são sujeitos a interrogatórios indignos e intermináveis, e passam a integrar a famosa Lista Negra, ficando impedidos de trabalhar.(...)". (P2, p.2, 9/2/2008)
Não tendo conseguido encontrar - se calhar nem existem - registos vídeo ou sonoros do referido discurso, marco a data com as palavras de Zero Mostel um dos actores que sofreu na pele os efeitos do macartismo. Não é a primeira vez que por aqui se fala do tenebroso senador porque, como aliás Zero Mostel também refere, a sua "caça" não se limitou aos "comunistas", os homossexuais também foram suas vítimas dilectas. Ah! E o "Testa de Ferro" não é, longe disso, o único filme que trata deste tema, lembremos o bem mais recente "Good Night, and Good Luck".