Sábado, 09.02.08

Depois, já na fila da caixa, de dedo ansioso no carrinho e carteira preparada, em busca de Hall's Preto, deparei com uma caixinha, entre os drops de limão e o Trident de menta, tipo boião de rebuçados, contendo simpáticas caixinhas coloridas. Só custam 1 euro. Por pouco não abri uma para provar o seu interior. Afinal eram preservativos, fofos, jovens, coloridos, aromáticos. Multifrutas. Um simpático exemplar de condom-hippie diz-nos que é fixe. Coisa de loiros tarados, pensei, a ver pela "german technology" que a embalagem ostenta. Sim, porque nestas coisas é melhor não arriscar nada de "made in PRC", afinal, se as camisas deles fossem boas, não havia tanto chinês a pulular por esse mundo fora. Borracha alemã dá outras garantias, não é? Se fossem suecas, melhor ainda, certo?




Abismado com a surpreendente criatividade portuguesa. Uns rebuçados para a tosse devem ter o nome do seu criador ou, pelo menos, do "médico" que gerou a receita-segredo milagrosa. Dr. Bayard ou Dr. Bentes. Se não há médico, bom, apela-se a um santo, não foi sempre assim? "Milagrosa", disse eu? Pois disse, é isso mesmo. Não entendo é esta invocação ao Apóstolo das Índias que, que eu saiba, nunca sofreu de rouquidão e não consta que alguma vez tenha curado faringites. Mas santo é santo. E "S. Xavier", ainda que amputado do seu nome próprio, de cruz numa mão e mapa na outra, talvez com a localização de um qualquer elixir milagroso, não deixará mal o doente incauto.

 







... eu é que ainda a não descobri .

Custa muito fazer uma crónica sem se inventarem uns pormenores para dar maior colorido à ideia? O homem, ainda por cima, tem obrigações intelectuais, é historiador (yep, estou a falar do Vasco Pulido Valente). Ao escrever hoje sobre as declarações do Arcebispo de Cantuária ,  que critica, e a meu ver muito bem (com argumentos que não seriam forçosamente os meus) diz, a certa altura, "Em Cantuária e em Liverpool, talvez não caísse bem o apedrejamento da mulher adúltera, o uso obrigatório do véu ou a taxativa proibição do divórcio." . Que ele tem aversão a tudo o que lhe cheire a Islão, a malta já percebeu. Que a Sharia, em especial nas suas interpretações mais radicais, roça o repugnante também me parece óbvio. Ou seja, tem tanto por onde pegar para quê atribuir-lhe "virtudes" que ela não tem? Ah! já sei, fez um shaker com as outras religiões do Livro e "esqueceu-se" que no Islão, ao contrário do que acontece com outras,  o Talaq é admitido. Podem dizer-me que estou a implicar por picuinhices. Pois, mas estes pequenos desvios à verdade incomodam-me profundamente, pelo que traduzem....

P.S. - A crónica do VPV está transcrita na íntegra no Da Literatura, se tiverem curiosidade.

P.S. 2 - Já que se fala em divórcio e "Religiões do Livro" também pode valer a pena uma passagem na crónica do Padre Anselmo Borges de hoje no DN.


( em stereo)



O Tangas Lésbicas - que na sua classificação de blogs nos tinha posto nesta categoria que sempre me divertiu - mudou de poiso, agora está aqui.